TERÇA-FEIRA – 3/JUNHO/2014

S.CARLOS LWANGA E CC. (séc.XlX). De 1885 a 1887,  vinte e dois jovens cristãos do Uganda, entre os quais o chefe dos pagens, Carlos Lwanga, foram queimados vivos por ordem do rei.

Actos 20,17-27 ; Sal 67,10-11. 20-21 ; João 17,1-11a

PauloDespedeSedosAnciaos“COM TODA A HUMILDADE…” (Act.20,17-27). Os cristãos fizeram da humildade uma grande virtude. Por seguirem Jesus “doce e humilde de coração”(Mat.11,29), humilhado na Cruz (Fil.2,8), eles consideravam o rebaixamento e a fraqueza como uma glória.  Mas o mundo greco-romano que os rodeava sempre denegrira a humildade que assemelhava à humilhação ; os estóicos viam aí falta de coragem e de dignidade. A partir do adjectivo “humilde” a humildade visa uma maneira de pensar e de ser. Ora, o texto dos Actos dos Apóstolos mostra exactamente qual é a humildade da testemunha cristã: legítimo orgulho de quem sabe nada ser por si mesmo, mas que é possuído pela infinita grandeza d’Aquele que o envia e lhe dá uma nova identidade.

UM ANTE-GOSTO DO CÉU (João 17,1-11a).  Ao assumir a nossa condição de homem, Jesus comunicou de imediato a Sua eterna vida divina à natureza humana.   Desde então – do mesmo modo que tudo é comum entre Ele e O Pai – também nós somos chamados a partilhar tudo o que Ele tem : “Pai Santo, dei-lhes a glória que Tu Me deste”.   A última oração de Jesus está cheia de confiança nO Pai e de cuidado dos homens, com uma estranha petição inicial:“Glorifica-Me !”  É evidente que não se trata nem de vã glória nem sequer duma recompensa esperada. A “glória de Deus”, na linguagem bíblica, define O Seu próprio Ser e a Sua manifestação com todo o po- der e santidade.   Jesus diz portanto apenas que vai voltar para O Pai e sair deste mundo onde “assumiu a carne”.  Mundo onde“o véu da carne” – como se diz na Igreja do Oriente – tamisava a Sua glória (a Sua natureza divina), revelando-a aos olhos da fé e escondendo-a aos olhos dos indiferentes. Mas qual é o essencial da vida eterna revelada por Jesus?: entrar no conhecimento dO Pai e dO Filho. Não se trata de um saber intelectual, mas de uma relação profunda em que o nosso ser comunga O Senhor.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.