Daniel 10, 2a. 5-6. 12-14ab ; Sal 90, 1.3.5b-6.10.11.14-15 ; Lucas 2, 8-14
HÁ VÁRIAS FORMAS DE VER OS ANJOS. Deve haver uma maneira simples e correcta para se escutar Deus a falar-nos. Uma maneira que simplifique o coração, que o abra ao silêncio da “lectio divina” vivida por milhares de cristãos que nos precederam. Uma maneira de deslizar entre eles e de sintonizar o posto da nossa alma no comprimento de onda das grandes liturgias milenárias, preenchidas com o cânticos de serafins e os murmúrios de asas revestidas com a fulgurante luz da divindade. A razão sabe que nesses momentos se deve “desistir”, pois a escada que sobe ao alto é demasiado íngreme e também ela necessita de asas: das asas dos Anjos. Há um tempo para se ser sábio e um tempo para“ser como as crianças”. Tempo para analisar e tempo para tudo celebrar na unidade. Um tempo para abrir os olhos e um tempo para os fechar, antes de os poder reabrir ao mundo invisível. Este é o 1º degrau da regra de S. Bento, o degrau que instala o cenário e os personagens: O Deus invisível, mas que vê tudo “do alto dos céus” ; o homem consciente a quem “o olhar de Deus penetra em cada uma das suas acções”, que “os anjos continuamente lhE reportam”. Não se trata de espionagem, mas apenas e unicamente da presença dO Pai que ama os Seus filhos e da forma que escolhe para lhes falar. Com os olhos fechados sinto esta presença intensa a envolver-me. E um grito brota dos meus lábios: “Deus, meu Deus, cantar-Te-ei na presença dos Anjos !”: do meu Anjo da Guarda e do Anjo Custódio de Portugal.
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