QUINTA-FEIRA – 12/JUNHO/2014

BeatoGuyVignotelliBTO. GUY VIGNOTELLI (1185-1245). O encontro com S. Francisco de Assis mudou a vida deste senhor de Cortona, na Itália: deu todos os seus bens aos pobres, ingressou na Ordem dos Franciscanos e fez-se eremita na gruta de uma ponte.

1 Reis18, 41-46 ; Sal 64,10-13 ; Mateus 5, 20-26

SermaoDaMontanha_ConterAIra“VAI PRIMEIRO RECONCILIAR-TE …” (Mateus 5,20-26). Decididamente, amar não é nada fácil !   Jesus di-lo hoje no Sermão da Montanha de três maneiras.  Primeiro ao frisar que o amor não tem limites : “a justiça” não pode limitar-se à observância de preceitos. O amor tem de ser amplo e verdadeiro. Depois diz-nos que o amor é sempre prioritário e dá O Pai como exemplo.  Deus que escolhe ficar em segundo lugar, prefere que, antes de O honrarmos na oração, nos reconciliemos com os irmãos. O Pai – que nos amou primeiro – escolhe, no ensino de Jesus, apagar-Se diante dos irmãos. Deus assumiu um rosto de homem e, por isso, é junto dos homens que deve ser procurado e, qu-ando quisermos apresentar-nos a Ele, a melhor forma será, em conjunto, como irmãos. Por fim, Jesus recorda que o amor é vital: só o amor impede sermos “lançados na prisão”. Quer dizer, o “não-amor” ou a “recusa da reconciliação” introduzem-nos inevitavelmente numa espiral da discórdia que leva à rotura e à morte. E, inversamente, com a reconciliação será possivel avançar no “caminho”, até aO Pai, fonte de amor. A palavra de Deus é como o bisturi do cirurgão que serve para remover as nossas chagas e sará-las.  Aqui Jesus fala da ferida causada pela cólera contra o irmão.  A cura é mais necessária para o homem que se encoleriza do que para o insultado. É uma evidência evangélica : as palavras que eu pronuncio e ferem os meus irmãos atingem-me também, ainda mais profundamente. Por isso devo pedir perdão quando não for justo com o outro. Então sim, posso apresentar-me diante de Deus e oferecer-lhE a vida.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.