BTO. MARIE-JOSEPH CASSANT (1878-1903). Monge trapista do mosteiro de ST Maria do Deserto (Haute-Garonne) que, segundo afirmou o seu mestre de noviços, “ nada fez de extraordinário a não ser a forma extraordinária com que fazia as coisas ordinárias”. Morreu tuberculoso 8 meses depois de ser ordenado sacerdote. Ele dissera : “Quando eu já não puder celebrar a Eucaristia, Jesus pode levar-me deste mundo”.
1 Reis 21,17-29 ; Sal 50, 3-4. 5-6a.11.16 ; Mateus 5, 43-48
DEUS JAMAIS RENUNCIA À VIDA (1R.21,17-29). O Senhor “faz nascer o sol sobre maus e bons”. A história de Acab é disto um exemplo. Embora o rei tivesse cometido um crime terrível, Deus acabou por Se deixar tocar : a misericórdia foi-lhe concedida. Podemos escandalizar–nos ao ver como é demasiado fácil a Deus aceitar o arrependimento após um assassinato. Mas fixemo-nos sobretudo na misericórdia de um Deus que jamais renuncia á vida. De facto, o Seu desejo de vida para o homem é sempre maior que os actos obscuros deste. Será, ao desejar também a vida, que nós daremos resposta a esta infinita misericórdia.
“AMAI OS VOSSOS INIMIGOS…” (Mat.5,43-48). O “mandamento” de Jesus é considerado uma novidade sem precedentes, muito para além do “amarás o teu próximo” do Levítico (19,18). Todavia o judaísmo não ignorava o respeito pelo inimigo em desgraça : na Carta aos Romanos(12,20), Paulo cita o provérbio “se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer…”(Prov.25,21). O inaudito surge quando Jesus pede aos crentes para terem a mesma atitude de Deus, que cuida dos bons e maus. Para terem o mesmo amor de Deus, o“agapè”,com esse olhar indulgente e favorável, que sempre acredita no outro. O amor de Deus vai até ao perdão incondicional e nós nem sempre somos capazes de perdoar até esse ponto. Jesus ensina-nos então a remeter-nos ao perdão de Deus : “Pai, perdoa-lhes…”
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