BTAS. SANCHA (1180-1229), MAFALDA (1195-1256) e TERESA (1177-1250). As três beatas Teresa, Sancha e Mafalda, tam-bém chamadas raínhas Santas, eram filhas de Sancho I (netas de Afonso Henriques). Nascidas e criadas na Corte, acabaram todas por abraçar a vida religiosa, apesar de duas delas terem chegado a casar. As suas muitas obras de misericórdia e piedade, levaram a que fossem reconhecidas pelo Povo que lhes dedicou culto desde muito cedo.
2 Reis 11,1-4. 9-18. 20 ; Sal 131, 11-14.17-18 ; Mateus 6,19-23
AS RIQUEZAS (2R.11,1-4.9-18.20 ; Mat.6,19-23). A primeira leitura conta-nos uma história bem humana ! É, no fundo, uma história de “tesouro”. Esta palavra é o paradigma de tudo o que o homem ambiciona e procura conseguir. Por todos os meios, por vezes até com crimes, como se vê no comportamento da rainha Atália. Um homem político numa entrevista confessava que nada prende tanto ao coração humano como a paixão do poder. O desejo de possuir tesouros, quer se trate de poder ou de bens, está fortemente enraizado porque faz parte da sua natureza. Jesus na parábola das riquezas não tenta arrancar este desejo e até diz que há más e boas riquezas. Ele recorda-nos uma verdade básica: só se pode suprimir algo quando esse algo é substituído. À busca dos falsos tesouros, Jesus contrapõe a procura dos tesouros verdadeiros. Procura já não apenas horizontal mas vertical; já não tesouros que se desgastam, pois tudo no mundo acaba por se deteriorar (“desgaste”por vezes trágico, como no caso de Atália), mas antes um tesouro cujo valor irá incessantemente aumentar. Não mais um tesouro que corrói o coração mas aquele que o dilata até à sua dimensão divina. Jesus diz-nos : “Acumulai riquezas no céu”. Nós devemos tentar juntar laboriosamente na terra todas essas pequeninas partes, dia após dia (noite após noite), mesmo quando elas possam parecer-nos sem valor e sem brilho. Mas a fé diz-nos então, que, mesmo aparentemente desprezáveis, elas são de facto o nosso tesouro na eternidade.
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