NOSSA SENHORA DO MONTE CARMELO. O Carmelo, montanha na Palestina, é um alto lugar de oração desde os tempos antigos. Os carmelitas construiram ali um mosteiro dedicado á Virgem Maria, que levou em Nazaré uma vida de trabalho e de contemplação. Em 1251, Nossa Senhora deu O Escapulário castanho a Simão Stock (depois deste Superior-Geral dos Carmelitas descalços ter ido à Terra Santa) com a promessa da sua assistência na hora da morte e a graça da perseverança final, aos que o usassem.
Isaías 10, 5-7.13-16 ; Sal 93, 5-6. 7-8. 9-10.14-15 ; Mateus 11, 25-27
ISAÍAS É “ENVIADO”. É pela sua palavra que Isaías será missionário, e aqui não se dirige ao seu povo. Nós vêmo-lo ocupar-se dum povo pagão, sem poupar ameaças e invectivas. É o programa de todos os profetas e diz respeito a todas as nações, a todo o homem: é necessário demolir para reconstruir. Demolir o que está vacilante e sem consistência e reconstruir solidamente na rocha. Demolir o quê?Refazer o quê ? Na leitura do Livro de Isaías responde-se à primeira pergunta (no Evangelho à segunda). Desmantelar, fazer desaparecer o orgulho que leva o homem a colocar-se no lugar de Deus, por vezes de forma bem subtil : vemos o Assírio que quer possuir a vida dos outros e, também, o Assírio que pre-tende ser senhor absoluto da própria vida. Sim, há que suprimir esse orgulho e evidenciar o vazio daí resultante, para que seja possível receber o que só é revelado aos pequeninos: os mistérios dO Reino. O profeta Isaías continua hoje, “enviado”, a sua palavra atravessa os séculos e chega até nós.
“REVELASTE ESTAS COlSAS AOS PEQUENINOS…”(Mat.11,25-27). Eis-nos mergulhados na intimidade da relação de Jesus com O Pai. Jesus proclama o Seu louvor, por O Pai ter revelado aos pequeninos os mistérios dO Reino. Mas de que pequenez se trata ? A dos pequeninos que entregam a sua vida aO Senhor, que procuram a sua felicidade em Deus e não neles próprios. Devemos pedi-la a Cristo porque ela é a chave da humildade essencial que nos abre aO Pai. Sem a possuirmos arriscamo-nos a ser meros gestores dos próprios méritos… STA Teresa do Menino Jesus mostra-nos essa“pequena via”: desejo de se apresentar perante Deus de mãos vazias, sem contabilidade dos méritos, na simplicidade e total gratuitidade do dom de si mesmo. Somos como erva agitada pelo vento, mas infinitamente amados e salvos. E é por causa dos que assimilam isto nas suas vidas que Jesus exclama aO Pai : “Eu Te bendigo, Pai, por esconderes estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelares aos pequeninos”. Está levantada apenas uma ponta do véu; como não será quando este for completamente removido !
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