TERÇA-FEIRA – 22/JULHO/2014

MulherPorqueChoras_BrouwerSTA. MARIA MADALENA. Natural de Magdala, junto do lago Tiberíades, manteve-se com Maria e João aos pés da cruz, na crucificação e morte de Jesus. Ao terceiro dia, na madrugada da Páscoa, encontrou o túmulo vazio, viu Cristo, e correu a anunciar a extraordinária notícia aos discípulos.

Cântico 3,1-4a ou 2 Coríntios 5,14-17 ; Sal 62, 2-6. 8-9 ; João 20, 1.11-18

“TODA A NOITE TE PROCUREI…” Segundo o testemunho dos evangelistas, Maria Madalena fazia parte do grupo de mulheres que seguia Jesus. O verbo “seguir” tem múltiplos sentidos pois é possivel seguir os passos de alguém de modo mais ou menos fiel. Maria Madalena é o modelo da fidelidade absoluta. Esta expressão é um eco das palavras de São João a respeito de Cristo: “Jesus, tendo amado os seus, amou-os até ao fim” (Jo.13,1). Madalena foi um eco fiel d’Aquele a quem amou até ao fim, porque se sabia amada por Ele até ao extremo. O que significará isso para uma mulher ? De facto, a sua cura por Jesus, que a libertou de “sete demónios”, dos quais não se especifica a natureza, não suscitou apenas mero reconhecimento, mas um sentimento que foi a porta de entrada duma fé que, daí em diante, nada nem ninguém pôde destruir. A sua fé foi mais forte do que a morte : ela pressentia que não tinha acabado tudo, senão porque procuraria um cadáver ? Mas o seu amor foi ainda mais forte que a sua fé, e não terminou ali. No seguimento do encontro com O Senhor ressuscitado ela tornou-se a “Apóstolo” dos Apóstolos ; Maria Madalena é a mensageira da Boa-Nova e o seu ardor convida-nos a acreditarmos igualmente nesse “laço que não morre jamais”. O texto do Cântico (3,1-4a) aplica-se-lhe, pois, inteiramente, e ao lê-lo, vê-mo-la transformada no modelo da vida mística dos que procuram na noite a grande luz das suas vidas, sabendo que só a encontrarão se insistirem na busca.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard) . Selecção e síntese: Jorge Perloiro.