STA. ANA E S. JOAQUIM . Segundo a Tradição, Ana e Joaquim foram os pais da Virgem Maria. Os seus nomes foram mencionados pela primeira vez no Proto-evangelho de Tiago (séc.II). Os nomes dos avós de Jesus estão ausentes dos Evangelhos. A Igreja Ortodoxa dá-lhes o título de “justos antepassados de Deus”. Filho de Maria e de José, Cristo inscreve-se, como cada um de nós, numa história rica de rostos anónimos. “Senti atrás de vós essa longa “cadeia de amantes e de amantes” de que sois, neste instante, as únicas malhas visíveis, gostava de repetir Christiane Singer às jovens em dificuldade. Eles não desesperaram do mundo e vós sois disso a prova viva ! É com esta consciência que tereis a força e a coragem para vos elevardes”. (N’oublie pas les chevaux écumants du passé, éd. Albin Michel).
Ben-Sirá 44,1.10-15 ; Sal 131,11-12.17 ; Mateus 13,11-17
“SOlS FELIZES, PORQUE OS VOSSOS OLHOS VÊEM…” (Mat.13,11-17). Não sabemos quase nada dos pais de Nª Sª, que hoje festejamos. A tradição apenas nos transmitiu os seus nomes. Todavia, conhecemos o essencial, e é isso que as leituras escolhidas para a sua festa nos transmitem. O essencial é, em primeiro lugar, a sua posteridade: primeiro Maria e a seguir Jesus. Os pais são o tronco que produziu a mais bela flor e a seguir o fruto maduro da humanidade. A tradição vê neles “pobres dO Senhor”, pessoas que, como o ve-lho Simeão e a profetiza Ana e, evidentemente, a Virgem Maria e São José, estavam abertos para acolher a vinda dO Reino de Deus. Nós vivemos após Jesus Cristo, eles viveram antes. Mas, apesar de vermos o que eles não viram, alegramo-nos todos num plano em que não existe nem “antes” nem “depois”: na dimensão onde habita o desejo de que O Reino de Deus chegue. Por isso podemos chamar felizes tanto aos seus aos nossos olhos, porque estão voltados para o interior, e aí, pela fé, vêem já o que será sempre in-visível aos olhos da carne.
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