SEGUNDA-FEIRA – 28/JULHO/2014

S. PEDRO PÓVEDA (1874-1936). Este sacerdote criou a Instituição Teresiana, para a for-mação de professores leigos cristãos.  Homem pacífico morreu fuzilado, em Madrid, durante a Guerra Civil de Espanha. Canonizado, em 2003, pelo Papa João-Paulo ll.

Jeremias 13,1-11 ; Deuteronómio 32,18-21; Mateus 13, 31-35

OReinoEFermentoEscondidoNaMassa_LuykenENTRANHADO NO CORAÇÃO DAS NOSSAS VIDAS (Mat.13,31-35). Arriscamo-nos facilmente a situar O Reino dos céus fora do tempo e do espaço num lugar que nunca poderemos alcançar na terra.  As imagens usadas por Jesus situam-nO de outra forma : como o grão de semente dentro da terra e a levedura na massa, está entranhado no coração das nossas existências. Se Ele se reveste indubitavelmente dum carácter de pobreza e de pequenez, também opera uma transformação surpreendente e desproporcionada. Entre a fragilidade e a força, entre a humildade e a audácia, O Reino inscreve-se na dinâmica da encarnação de um Deus omnipotente que assume humildemente o caminho dos homens. Depende de nós a entrada na alegria discreta que Ele trás consigo. O Reino que Jesus anuncia e inaugura, é O Reino dO Espírito.  Se lermos as parábolas dO Reino substituindo a expressão “Reino dos Céus” por “Espírito Santo”, ficaremos maravilhados! O Espírito Santo é comparável à semente que se lança à terra, e ao fermento no interior da massa.  Voluntariamente, O Espírito Santo mistura-Se na massa humana e unifica o que nós somos: Corpo, Alma e Espírito. Contemplemos a humildade dO Espírito Santo que se apaga na Sua descida.  O Reino de Deus é uma “páscoa” que passa pela morte. Porém, o grão caído na terra torna-se uma belíssima árvore, e o fermento na massa faz levedar magníficos pães. A vida nova jorra da morte.  O Espírito Santo faz desabrochar em nós capacidades de vida que desconhecemos. O Reino de Deus é uma obra de recriação, de abertura a outra forma de ser. Vem, Espírito Santo, acende em nós o fogo do Teu amor; envia, Senhor O Teu Espírito e renova a face da terra!

“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.