STA. MARTA.Os nomes de Marta, Lázaro e Maria de Betânia evocam a família onde Jesus se sentia bem acolhido.
Rom.12, 9-13 ; Sal 33, 2-6. 9-11 ; Luc.10, 38-42
AQUELA QUE ACOLHE (Rom.12-13; Luc.10,38-42). A Carta aos Romanos, duma certa maneira, fala de Marta, mulher unida a Jesus por uma amizade sincera, figura de esperança e capaz de uma hospitalidade singular. O que caracteriza Marta, finalmente, é a sua capacidade de acolhimento em todas as circunstâncias : ela acolhe Jesus na sua casa e dispensa-lhe mil atenções; no momento da morte de seu irmão, ela acolhe a Sua mensagem de ressureição e exprime uma fé confiante. Que O Espírito Santo ponha em nós o entusiasmo que elevava o coração de Marta e a empurrava para Jesus. Que O Espírito Santo nos torne disponíveis, tão disponíveis como ela. Na família dos amigos de Jesus, em Betânia – na casa em que Ele gostava de descansar- Marta não era a figura que mais sobressaía. Entre Lázaro – o irmão ressuscitado por Jesus – e a irmã Maria que “escolheu a melhor parte”, a sua silhueta parece ser a mais baça. Uma mulher vulgar que embora andasse activa, para receber convenientemente as visitas de sua casa, estaria nesse dia certamente dividida entre o desejo de – também ela – escutar O Mestre, e o serviço que não podia esperar… Esta Marta, no fundo, é muito seme-lhante a qualquer um de nós! Mas interessa-nos ainda sobretudo, porque a sua maneira de ser – simultaneamente discreta e directa – é, para nós, um modelo de fé. Uma fé confessada, até nos momentos mais dolorosos ; quando da morte de seu irmão, é ela que sai de casa ao encontro de Jesus e diz: “Eu sei que meu irmão ressuscitará… Creio que Tu és O Cristo, O Filho de Deus que viria ao mundo”. Tem a fé que se traduz em humildes actos de serviço aos outros. Se partilharmos a sua fé também nos será dada “a melhor parte”.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.