STA. JOANA-FRANCISCA DE CHANTAL (+1641). Viúva aos 28 anos, colocou-se sob a direcção espiritual de S. Francisco de Sales. Com ele, fundou em 1610, em Annecy, a “Ordem da Visitação”(as Visitandinas).
BTO. KARL LEISNER (1915-1945). Internado no campo de concentração de Dachau, este diácono alemão foi aí ordenado clandestinamente por Monsenhor Piguet, bispo de Clermont Ferrand. Beatificado em 1996.
Ezequiel 2, 8–3, 4 ; Sal 118,14. 24. 72.103.111.131 ; Mateus 18,1-5.10.12-14
“EU ABRI A BOCA E ELE DEU-ME A COMER O LIVRO…” (Ez. 2,8–3,4). Para alguém se tornar profeta – no povo de Deus devemos sê-lo todos – não basta repetir a doutrina como um gravador, é necessário “comer o livro”, alimentar-se dele, assimilá-lo até se identificar com a Palavra que ele contém. Mas olhemos um pouco para esse “livro”. Na época eram rolos com escrita normalmente num único lado; aqui o rolo está escrito na frente e no verso para significar ser o pecado do povo tão grande que se tornava difícil encontrar espaço para escrever todo o castigo que merecia. E, todavia, este rolo cheio de ameaças é doce de comer como o mel. Porque será ? Não nos é dada nenhuma explicação, como que a convidar-nos a procurá-la. Para Deus, o castigo é sempre condicional e a doçura do mel faz-nos pressentir que, se o pecador se arrepender, a misericórdia seguirá de perto a justiça. Assim, por mais preenchido que esteja o rolo, e por mais apertada que seja a sua escrita, Deus encontrará sempre forma de escrever entre as suas linhas. Ezequiel sabe isso e saboreia de antemão a doçura do perdão. Ele é o profeta que fala da solicitude dO Pastor pela ovelha tresmalhada que volta ao redil, tema que Jesus retoma e relaciona com a alegria de Deus. Os que se alimentam da Palavra e do perdão de Deus, sabem que essa alegria já não é terrena e que ela contribui para os transfigurar ; por isso, virá aos seus lábios, espontâneamente, o cântico do salmista : “Doces são ao meu paladar as Tuas palavras, Senhor, muito mais do que o mel na minha boca”.
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