S. BERNARDO (1094-1153). Monge de Cister, abade do mosteiro de Claraval (Vale claro), árbitro da Europa”, conselheiro de papas e de reis, mas também grande místico e homem de oração. Fundou 163 mosteiros, incluindo o de Alcobaça, em Portugal. Grande devoto de Nossa Senhora. Proclamado Doutor da Igreja.
Ezequiel 34,1-11 ; Sal 22,1-6 ; Mateus 20,1-16a
TRABALHADORES DA PRIMEIRA HORA ? (Mat.20,1-16a). Confessemos que a célebre parábola “dos traba-lhadores da 11ª hora” não nos deixa bem dispostos… Certamente que os contratados em primeiro lugar não foram lesados pois receberam o salário acordado. Mas há em nós um sentido de justiça que se revolta um pouco com a narrativa. De facto, os últimos a chegar estavam ainda frescos e ágeis ; eles ainda mal pegaram nas ferramentas e já as entregam, enquanto os outros não podem mais de cansaço e são, mesmo assim, os que por último regressarão a casa, sem afinal terem ganho mais ! É possível justificar a conduta divina de muitas maneiras…, não podemos é justificá-la simplesmente recordando que os pensamentos de Deus não são como os nossos pensamentos, nem os Seus caminhos como os nossos caminhos. Porém, o texto da primeira leitura abre-nos uma outra pista de reflexão. Na verdade, se meditarmos na atitude solícita dO Pastor pelas suas ovelhas, seremos levados a fazer a seguinte pergunta: será que existem trabalhadores de primeira hora ? Sim e não, mais não que sim. De facto, que representa o nosso trabalho, mesmo que o tenhamos começado bem cedo, comparado com o que Deus faz por nós em Cristo ? E, é um verdadeiro trabalho o que Ele faz ! A bondade de Deus não tem limites. É totalmente gratuita, de um amor que nada segura. Ele não se envolve em cálculos de justa repartição nem, sobretudo, em reclamações igualitárias. O Senhor da herdade é absolutamente justo, pagando a cada um o que tinha prometido. Mas livremente e sem Se explicar primeiro, Ele dá sempre mais do que menos… Ao contrário, nós nunca cessamos de comparar, de invejar, de julgar. Sem compreender nada da bondade de Deus, nós vemos os outros com olhos maus ; com esse olhar maldoso que levou Caím a matar o seu irmão; com esse “mal” que Jesus no Pai-Nosso nos ensina a pedir a Deus que nos livre. “Livra-nos do mal”. Faz-nos olhar para cada um com O Teu Olhar de bondade!
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