STO. INÁCIO DE SANTHIÁ (1686–1770). Sacerdote italiano da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, vivia centrado na oração a que dedicava muitas horas diárias adorando O Santíssimo Sacramento. Enviado para Turim, viveu os últimos 25 anos de vida em actividades distribuidas entre convento do Monte e a cidade. Todos os domingo explicava a doutrina cristã e a regra franciscana aos irmãos leigos, e todos os anos dirigia os exercícios espirituais da comunidade. Na igreja era o confessor mais solicitado. S.João-Paulo II canonizou-o em 2002 : “Este humilde capuchinho que teve a graça de atrair inúmeras pessoas à fé, tem sido considerado o pai dos pecadores e dos desesperados…”
Provérbios 3, 27-34 ; Sal 14, 2-5 ; Lucas 8,16-18
“NINGUÉM ACENDE UMA LÂMPADA PARA A PÔR SOB O LEITO…” (Lucas 8,16-18). Imaginemos um quarto em que se vê um vago clarão sair debaixo de um leito recoberto de tecido que diminui a pouca claridade. Interrogar-nos-iamos sobre o bom senso dos ocupantes de tal lugar. Porém, quantas vezes não procedemos também assim: acreditamos que Cristo é Deus, que morreu e ressuscitou por nós e…, todavia, não o dizemos às nossas relações, aos colegas de trabalho ou até aos familiares. Talvez porque esta luz é tão espantosa, simultâneamente poderosa e discreta, é que nós não ousamos falar dela. Todavia, se ela nos está confiada é para que a façamos irradiar, para que ela desperte uma gozosa claridade no olhar dos homens do nosso tempo.
FAÇAMOS VER A LUZ DE CRISTO (Luc.8,16-18). Jesus na parábola da lâmpada, dá-nos um método de evangelização. Ser fiel de Cristo, é ser como uma lâmpada que ilumina o que a rodeia. Acabemos com as querelas entre os paladinos das tradições culturais e os que proclamam ser descomplexados e explícitos. Quantas falsas categorias! A lâmpada que somos foi acesa por Cristo. Isto convida-nos a ser coerentes com a luz que levamos. Cristo ilumina o mudo através da maneira justa como vivemos. Sejamos pois lâmpadas que fazem os outros ver a luz de Cristo e deixemos de nos escutar a nós mesmos. Então, a fecundidade da Palavra abrir-nos-à a porta para ir todos ao encontro d’Aquele que nos ilumina.
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