QUARTA-FEIRA – 24/SETEMBRO/2014

SaoVicenteMariaStrambiS. VICENTE MARIA STRAMBI (1745–1824).  Sacerdote passionista, grande prégador (comovia o auditório com as suas meditações da Paixão de Cristo)  e director de almas : o confessionário era complemento do púlpito.  Ofereceu a sua vida pelo Papa Leão XII. Canonizado em 1950.

NossaSenhoraDasMercesNOSSA SENHORA DAS MERCÊS. As contínuas guerras entre Mouros e Cristãos na Península Ibérica, a partir do ano de 711, foram palco de inúmeros cativeiros.  O fanatismo e a intransigência religiosa proporcionavam sofrimentos aos prisioneiros de ambas partes. Apareceu então em Espanha esta devoção à Virgem, invocada como NªSª das Mercês.  Mais tarde, no séc.XII as Cruzadas aumentaram muito o números dos cativos e surgiram várias Confrarias e Ordens para pagarem o seu resgate. A “Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês da Redenção dos Cativos”, fundada com esse fim por S.Pedro Nolasco, em Espanha (1218), popularizou esta invocação, logo trazida para Portugal, e a seguir Brasil, pelos frades Mercedários. No Brasil os escravos viam em NªSª das Mercês a padroeira da sua libertação.

Provérbios 30, 5-9 ; Sal 118, 29. 72. 89.101.104.163 ; Lucas 9,1-6

“…O PÃO NECESSÁRlO.” (Prov.30,5-9).  O texto hebraico fala simplesmente de pão, e é assim o pedido dO Pai Nosso, mas há traduções que escrevem “a subsistência necessária”, e têm razão pois o pão não é o alimento base em muitas regiões do mundo.  O que importa é a justa medida reclamada; se não for sentida nenhuma falta o esquecimento de Deus (e dos outros) espreita-nos; se a falta for demasiado grande, somos levados a despojar o outro que Deus ama e protege. Este simples conselho do sábio esclarece-nos sobre o que vivemos na Eucaristia: partilha do pão da vida ! Se nos deixarmos fascinar pela plénitude do repasto, esquecemos o sentido do dom que nos envia para a missão e a partilha ; se nós o negligenciarmos e esquecermos, o que alimentará a nossa fé e o nosso amor ?

UM CONVITE PARA HOJE  (Luc.9,1-6).  Cristo reúne-nos, não para ficarmos nas sacristias ou entre “gente bem”, mas para ir, como os Doze, às cidades e aldeias que conheçamos. Elas têm o nome de empresa, diversão, mundo da saúde, universidade, bairros populares terceiro-mundo, favelas…  Estas são as nossas aldeias tal como as da Galileia de há 2000 anos.  Jesus convida-nos a ir aí anunciar a Boa-Nova.  Para as doutrinar? Pelo contrário!  Jesus dá-nos o antídoto a todo o proselitismo.   Ele convida-nos à não-violência, ao respeito de cada um e chama-nos a sarar, a fazer o bem ao outro.  Saiamos, pois, para anunciar e curar !

“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.