STOS. ANJOS DA GUARDA. A Igreja celebra hoje os STOS. Anjos da Guarda, aos quais Deus confiou a missão de assegurar junto dos homens uma presença fraternal.
BTO. ANTÓNIO CHEVRIER (1825-79).“Aos pobres primeiro. Não tenhais medo de levar Cristo a todos os lugares, até às periferias existenciais”: século e meio antes desta exortação tão cara ao papa Francisco, já este francês se sentia chamado a aproximar-se dos que mais afastados estavam de Cristo e do Seu Evangelho. Em 1861 tomou a iniciativa audaciosa de comprar uma antiga sala de baile de má fama – o Prado – que transformou com valentia e confiança numa obra de preparação para a primeira comunhão! Ali acolhia gratuitamente os jovens que “nada têm, nada sabem, nada valem”. O padre Chevrier vivia no meio deles dando-lhes instrução de base e uma educação cristã. A sua fé, paciência e bondade causavam nestes jovens, conversões espectaculares. Para prosseguir e amplificar a sua acção, teve a ideia de criar uma “escola clerical” dedicada à formação de “sacerdotes pobres, para os pobres”. Assim nasceu a “Sociedade do Prado”, cujos primeiros padres foram ordenados em 1877, em Roma. Apóstolo das populações operárias em plena revolução industrial, este admirador do Cura d’Ars a quem fora pedir conselho em 1847, tinha uma elevadíssima ideia da missão do sacerdote: “É necessário, dizia aos 1OS seminaristas, que vos torneis santos ; é necessário que sejais luzes para conduzir os homens no bom caminho, fogo para reaquecer os frios e os gelados, imagens vivas de Deus na terra, para servirdes de modelos a todos os cristãos”.
Êxodo 23, 20-23a ; Sal 90,1-6.10-11 ; Mateus 18,1-5.10
EM SEGURANÇA NO CAMINHO (Êx.23,20-23a; Mat.18,1-5.10). A presença dos anjos é um convite para entrar no caminho. A caminhada com companhia é mais segura. O Livro do Êxodo recorda-nos uma das atitudes fundamentais da vida cristã: docilidade à voz de Deus, que nos dá a capacidade para discernir, entre os ruídos do mundo, o caminho que Ele nos indica, na certeza que Ele o tomará conosco. Isto exige certamente humildade, que se espelha na imagem das crianças, presente no Evangelho. Aceitar arriscar-me num caminho, com docilidade, sabendo que Deus não me abandona: este é o “convite – Boa Nova” dos anjos!
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