BTO. NICOLAU BARRÉ (1621-66). Viveu uma vida de apóstolo, de místico, de mestre espiritual, de pedagogo, animado pelo Espírito de Deus. Sensibilizado pela extrema miséria, material e moral, das crianças das ruas, fundou para elas o “Instituto das Irmãs do Menino Jesus”. Tinha humildade e caridade. Foi beatificados por S. João-Paulo II (1999).
Efésios 2, 12-22 ; Sal 84, 9-14 ; Lucas 12, 35-38
“ESTEJAM APERTADOS OS VOSSOS CINTOS…”(Lucas 12,35-38). Qual é pois o traje de serviço de que nos fala o evangelho? Certamente a roupa de trabalho! Ela é verdadeiramente a roupa do vigilante… Vigiar, é pois desejar-se Deus através de tudo o que fazemos, mas com o grande cuidado de servir os nossos irmãos. Se a vigília é solitária, ela todavia põe-nos sempre em comunhão. Por isso ela está ligada à oração. Da mesma forma que a luz acesa no santuário recorda a presença divina, também o nosso desejo de servir fielmente pode ser assimilado a uma lâmpada que resplandece. STO. Agostinho diz-nos: “O teu desejo, é a tua oração”. Vigiar, desejar, orar são uma unidade! É a maneira de fazer Deus entrar no nosso quotidiano e tudo viver n’Ele, por Ele e para Ele. O Senhor também vigia. O Mestre far-se-á servo: eis o que nos remete para o mistério da Encarnação, e a Cristo do Sábado Santo. Estes versículos podem também levar-nos ao Deus que jamais cessa de aguardar a resposta da humanidade ao Seu amor, vigiando sobre a vida e o crescimento do Seu povo. Nós sabemos pela Escritura que a noite da saída do Egipto foi uma noite de vigia para O Senhor (Êx.12,42); e o Salmo 120 recorda-nos que “o guardião de Israel” nunca dorme nem sequer dormita. Talvez a vigilância seja mais fácil, se nos apercebermos que nela somos precedidos por esta presença que está dependente do amor.
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