SEMANA DOS SEMINÁRIOS
DEDICAÇÃO DA BASíLICA DE LATRÃO. Inclinemo-nos com respeito perante a Basílica dO Salvador, símbolo da unidade e da vida da Igreja. A sua fachada está coroada por quinze estátuas grandiosas, de 6 metros de altura, com a estátua dO Salvador a presidir no meio. Aqui se ergeu, gloriosa e triunfante, a árvore da cruz até então oculta nas catacumbas, no dia seguinte à vitória de Constantino.
Ezequiel 47, 1-2. 8-9. 12 ; Sal 45, 2-3. 5-6. 8-9 ; 1 Coríntios 3, 9c-11.16-17 ; João 2, 13-22
DEVORADOS PELO AMOR À IGREJA (João 2,13-22; 1 Coríntios 3,9c-11.16-17). Jesus chega a Jerusalém e sobe aO Templo. Vê uma balbúrdia de bancas de moedas, de animais, de vendedores, e expulsa-os com energia e estrépido. Mas o Seu gesto não é um súbito acesso de ira, por mais santa que ela fosse. Ele realiza um acto por razões bem assumidas. Os discípulos não se enganam associando-o à palavra da Escritura : “O zelo da Tua casa Me devora”. Eles vêem um acto de amor, de um amor atormentado. Aos judeus que O interrogam, Jesus dá o sinal revelador desse amor: a Sua ressurreição dos mortos. O amor de Cristo pela casa de Seu Pai passa pelo tormento da Cruz afim de nos obter a vida eterna. O gesto amoroso e preocupado de Jesus permitiu que O Templo de Jerusalém reencontrasse, por algum tempo, a sua vocação de oração na presença de Deus; foi um gesto que exprimiu, em profundida-de, a nossa vocação para viver eternamente na presença dO Pai. É a vocação que Paulo exorta as nossas comunidades a não esquecerem: “Vós sois o templo de Deus, O Espírito de Deus habita em vós”. Deus nos livre dos hábitos de regateio! As relações que tecemos no seio das nossas comunidades necessitam ser despertadas por um olhar exigente. Será o amor atormentado do pastor que guarda as suas ovelhas na santidade. Esse amor obriga a que nos ajustemos uns aos outros afim de podermos erguer uma casa de oração cujas fundações sejam Nosso Senhor Jesus-Cristo. Os adversários de Jesus julgavam servir O Templo e afinal eram os actores da sua destruíção. Sejamos nós, discípulos “devorados pelo amor à Igreja”.
“QUANDO ELE RESSUSClTAR DOS MORTOS…” (Jo.2,13-22). A expulsão dos vendilhões do Templo deve ter tido um grande eco em Jerusalém e arredores! Faz-me recordar o episódio dos peregrinos de Emáus. Como eles, os discípulos não compreenderam nada do que acontecera. A cólera de Jesus é tão grande que lhE pedem uma explicação que os deixa também absolutamente espantados. Eles não compreendem. Só pouco depois da Ressurreição os seus olhos se abriram à compreensão das Escrituras. Entenderam então, como os discípulos de Emáus, que Cristo viera dar cumprimento às profecias das Escrituras. Tenhamos pois fé em Cristo Ressuscitado, deixando-O construir o edifício da nossa vida e cantemos a glória de Deus.
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