QUINTA-FEIRA – 22/JANEIRO/2015

SaoVicenteS. VICENTE (304). Diácono e mártir, padroeiro da diocese e cidade de Lisboa. O seu culto surgiu logo após a conquista de Lisboa aos Mouros, em 1147, tendo Afonso Henriques, seu grande devoto, atribuido a invocação de S. Vicente ao templo medieval que edificou perto do local onde estacionara as suas tropas. São seus atributos habituais a palma, o evangeliário, a dalmática vermelha, a caravela e o corvo, conforme pode observar-se numa escultura do séc. XVII, proveniente da Sé de Lisboa.

BTA. LAURA VICUNHA (1891-1904). Criança salesiana chilena que “ofereceu a sua vida pelo resgate moral da mãe”. Foi beatificada em 1988 pelo papa S.João-Paulo ll, quando das celebrações dos 100 anos da morte de São João Bosco.

5.º DIA DO OITAVÁRIO DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS: “TU NÃO TENS SEQUER UM BALDE E O POÇO É FUNDO …” (João 4,11). Deus que és fonte de água viva, faz-nos compreender que quanto mais unirmos as nossas cordas, mais os nossos baldes mergulharão em profundidade nas Tuas águas divinas ! Faz-nos compreender que os dons que o outro possui são expressão do Teu insondável mistério. Nós To pedimos em nome de Jesus-Cristo. Amen.

Hebreus 7, 25–8, 6 ; Sal 39, 7-10.17 ; Marcos 3, 7-12

A VERDADEIRA TENDA (Hebreus 7,25–8,6). O tema da tenda do encontro atravessa os relatos do deserto, nos Livro do Êxodo, dos Números, do Deuteronómio. Trata-se, ao mesmo tempo, da tenda que Moisés ergue no exterior do acampamento para aí se encontrar com Deus e do futuro santuário a construir, da morada cujos planos lhe são dados, modelo ideal do Templo de Jerusalém (Êxodo 25,9). Em qualquer caso, a tenda é o lugar onde Deus vem estar no meio do Seu povo. Mas, para Paulo, esta tenda não é senão a imagem da verdadeira tenda: da vida nova na qual a partir de agora entrou Cristo glorificado junto de Deus. Mais claramente ainda, a tenda verdadeira é O próprio Cristo, na Sua humanidade, no Seu corpo de carne a passar pela morte e que de uma forma misteriosa nos faz entrar com Ele na vida.

“PARA QUE A MULTlDÃO NÃO O ESMAGASSE…” (Marc.3,7-12). Jesus está aqui em grande perigo! Para traduzir mais literalmente os versículos, pode dizer-se que Jesus foge (“para a multidão não O esmagar”), porque afluiam a Ele todos os doentes desejando tocar-lhE para ser curados. Como numa antecipação fulgurante, a cura da multidão tem aqui o preço da vida de Jesus, a salvação da multidão requer a morte de um só. Porém, a hora dessa morte ainda não chegou: Jesus tem que dar a conhecer que Ele é “O Filho de Deus”, não pelos “demónios que faz calar”, mas pelos discípulos que, esses, aderirão à fé quando caminharem no encalço de Cristo. Hoje, esta hora de perigo já passou; Jesus foi de facto “esmagado” pela morte, mas levantou-Se. Anunciemos que Ele é O filho de Deus!

“Meditações Bíblicas”, trad. Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Supl. Panorama). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.