S.TA SENHORlNHA (924-982). Natural de Vieira do Minho era prima de S. Rosendo e viveu num mosteiro de Cabeceiras de Bastos de que só restam alguns vestígios arqueológicos. Apesar de apenas no séc. XVIII o ofício de S.TA Senhorinha entrar no Breviário Bracarense, esta festa fazia parte dos calendários da Igreja e das Ordens monásticas desde o séc.XIII.
S.LEÓNIDAS (457-556). Filósofo, retórico e professor em Alexandria. Pai de Orígenes, cedo reconheceu o génio do filho que o queria acompanhar quando o pai foi preso e decapitado. Origenes fez-lhe chegar uma carta em que dizia: “Deus cuidará de nós”. Assim foi; apesar dos bens da família terem sido confiscados, uma senhora rica cuidou da viúva e dos 7 filhos.
Actos 8, 1b-8 ; Sal 65, 1-3a. 4-7a ; João 6, 35-40
FAZER A VONTADE DO PAI (Act.8,1b-8). O amor pode chegar a ser tão forte que até se alegra com o ódio sofrido e
servir-se dele como meio para fazer a vontade de Deus. A perseguição, relatada nos Actos, impulsiona a missão e contribui para fazer crescer a semente de vida divina pois a terra está regada com o sangue de Estevão, 1º mártir lapidado, de que Paulo foi testemunha. Foi nas perseguições que Saulo acumulou um potencial de arrependimento sem o qual talvez nunca tivesse sido o Apóstolo Paulo, missionário de grandeza ímpar que continua, hoje, a evangelizar-nos com os seus escritos. Saulo prendia os cristãos, mas, quando ele próprio ficou prisioneiro por causa de Cristo, compreendeu não ser possível acorrentar a Boa-Nova da plena libertação em Jesus Cristo e que os muros das prisões a iriam gritar ao mundo. Isto continua a ser assim : a emoção que por toda a parte suscitam as detenções por razões de fé e de consciência evidencia como elas têm enorme valor para o anúncio dO Evangelho e da verdade. Jesus veio cumprir a vontade dO Pai e todo o universo está ao Seu serviço para apoiar a Sua obra. Maravilhamo-nos ao ver que, de algum modo, os acontecimentos dizem a Deus aquilo que nós deviamos dizer: “Eis-nos aqui : utiliza-nos a Teu bel-prazer”. Não podemos deixar de crer que Deus deseja, antes de mais, o serviço livre das criaturas! A narrativa dos Actos é o 1º acto deste grande drama, desta“divina comédia”, na qual todos estamos implicados não como simples espectadores mas como actores bem comprometidos.
REGRESSAR A CRISTO, INCANSAVELMENTE (João 6,35-40). Jesus apresenta-Se como Aquele que nos dá a vida eterna. Mas o que é essa vida eterna? A Sua oração, no capítulo 17 do evangelho de João, ensina-nos que ela tem uma parte ligada ao conhecimento dO único e verdadeiro Deus, um conhecimento fundado no amor. Portanto, sem O Filho nO qual podemos ver O Pai, arriscamo-nos muito a fabricar “um falso deus”,fruto de fantasmas de omnipotência, da nossa necessidadede consolação ou ainda de muitas outras coisas. Eis o convite para voltarmos sempre a Cristo tal como Se revela nas Escrituras. Não é Ele o caminho e a verdade?
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.