QUINTA-FEIRA – 23/ABRIL/2015

S. JORGE (303). O culto de S.Jorge (é um dos 14 S.TOS Auxiliares) funda-se no martírio de um soldado romano, sob o imperador Diocleciano, em Lida, na Palestina). A tradição popular atribui-lhe o título de matador do dragão que tudo destruia com o seu vómito de fogo e vivia num lago perto de Silena, Líbia. É padroeiro de Inglaterra. Na luta contra Castela, o auxílio do Duque de Lencastre a D. Fernando, trouxe a devoção para Portugal. Em 1388, no lugar onde fora hasteada a bandeira portuguesa na batalha de Aljubarrota, fundou-se uma ermida de S.Jorge.

S.TO ADALBERTO (956-997). Bispo de Praga, baptisou o futuro S.TO Estêvão da Hungria e fundou a abadia beneditina de Brevnov na Boémia. Morreu mártir na Prússia pagã com 41 anos.

Actos 8, 26-40 ; Sal 65, 8-9.16-17. 20 ; João 6, 44-51

UM EUNUCO (Act.8,26-40). O 1º pagão que o diácono Filipe baptiza na fé em Jesus-Cristo é um eunuco. Uma realidade carregada de sentido para os leitores da Escritura. O Livro de Isaías diz que o exílio na Babilónia porá fim à descendência de David : “os filhos do rei serão os eunucos do palácio” (Is. 39,7). Mas os primeiros pagãos acolhidos no templo de Deus no regresso do exílio serão os “eunucos (…) que escolheram o que Me é agradável e se afeiçoaram à Minha aliança” (Isaías 56,4). A fidelidade a Deus e à Sua aliança vem substituir a genealogia como critério de pertença. Aqui, o eunuco vindo da Etiópia para adorar a Deus reconhece em Jesus O Servo anunciado: aquele a quem “a vida foi cortada” é O Filho de Deus glorificado que atrai os homens a Si. “A MINHA CARNE, DADA PELA VlDA DO MUNDO…” (João 6,44-51). “Pão e jogos” era uma expressão usada na Roma antiga para troçar dos imperadores demagogos que procuravam assim adular o povo e tornarem-se bem-queridos. Jesus porém não promete mundos e fundos, nem propõe diversões fáceis e efémeras. Quando Ele diz ser O Pão da vida, não se trata de um slogan ou de uma frase feita, sem ligação verdadeira com o quotidiano das pessoas. Jesus dá efectivamente a Sua vida. “O pão que Eu hei-de dar pela vida do mundo é a Minha carne”. Por Jesus ser O filho de Deus, a Sua morte na carne pode dar a vida ao mundo. Deus não Se fica nas palavras, mas a Sua Palavra produz o que ela nos diz.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.