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SEXTA-FEIRA – 29/ABRIL/2016

a_SantaCatarinaDeSenaSTA. CATARINA DE SENA (1347-80). Terceira dominicana, convenceu o papa Gregório Xl a voltar de Avignon a Roma. As suas obras místicas valeram-lhe ser a 1a Doutora da Igreja. Canonizada (1461) é patrona da Europa. Catarina foi uma das pessoas a quem os “mistérios dO Pai” se revelam e encontram repouso em Cristo. Foi na longa contemplação da Sua Paixão que ela bebeu a confiança a que exortava os destinatários das suas cartas, bem como o amor que expulsa o medo. Apesar das diferenças de sensibilidade entre a Idade Média e a época actual, retenhamos esta proximidade com Cristo que nos dá acrescida acuidade no discernimento.

1 João 1, 5 –2, 2 ; Sal 102, 1-4. 8-9. 13-14. 17-18a ; Mateus 11, 25-30

O SANGUE DE JESUS PURIFICA-NOS (1 João 1,5–2,2) . Devemos interrogar-nos sobre as imagens desta epístola. A purificação pelo sangue derramado fundamenta-se no paganismo cruel, ou até nos códigos de honra da “vendetta”. Mas o texto de João refere-se ao ritual do “Yom kippur”: o sangue do animal simboliza a vida oferecida a Deus, que ao renovar a Aliança com o povo, lhe dá vida nova segundo o Seu amor e a Sua benção. A vida de Jesus é oferecida livremente neste trabalho de reconciliação entre os homens e Deus e Ele vai até ao fim na recusa da mentira, do ódio e do pecado. A ressurreição de Jesus pelO Espírito significa o perdão de Deus.

“UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA… ” ( Mateus 11,25-30) . Conhecemos esta passagem do evangelho, algo perturbadora. Poderá Jesus fazer-nos crer que não é justo ter um pouco de Continue a ler SEXTA-FEIRA – 29/ABRIL/2016

QUINTA-FEIRA – 28/ABRIL/2016

a_SaoLuisMariaS. LUíS-MARIA GRIGNON DE MONFORT (1673-1716) . Foi há 300 anos que “voou para o Céu” este sacerdote que “pregava Cristo por toda a parte” e fundou a “Congregação das Filhas da Sabedoria”, a “Companhia de Maria” (padres Monfortianos) e os “Irmãos de S.Gabriel”. Grande impulsionador da devoção mariana, é dele o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria”. Pio XII canonizou-o em 1947.

S. PEDRO CHANEL (1803-1841) . Em 1837 partiu, na companhia dum confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. A sua pregação produziu frutos abundantes entre a geração jovem da ilha. Mas logo veio a reacção e a oposição dos chefes antigos, ciosos das suas tradições e costumes, ameaçados pelo “sacerdote branco”. Avisado do risco, Pedro ignorou o aviso e decidiu permanecer e continuar a pregar. O martírio deu-se no dia 28 de Abril de 1841. O sacrifício não foi em vão. A semente da pregação germinou e os habitantes acolheram o cristianismo. S.Pedro Chanel é o padroeiro da Oceania.

Actos 15, 7-21 ; Sal 95, 1-3. 10 ; João 15, 9-11

PERMANECER EM CRISTO,DINÂMICA PASCAL ( Jo. 15,9-11) . “Permanecer”: reflictamos nesta palavra que pode induzir-nos em erro se a virmos sob o Continue a ler QUINTA-FEIRA – 28/ABRIL/2016

QUARTA-FEIRA – 27/ABRIL/2016

a_EuSouAVinhaBTO. NICOLAU ROLAND (1642-1678). Preocupado com a formação cristã da infãncia, fundou, em Reims, as “Irmãs do Menino Jesus” destinadas ao ensino das escolas de meninas pobres, então excluidas de toda a instrução. Foi director espiritual de João Batista de La Salle, que continuou a sua obra. “Deus não separa a caridade com Ele da que nos pede pelos irmãos”. Beatificado por S.João-Paulo ll, em 1994 .

STA. ZITA (1212-72). Nascida em Luca (Toscana), num lar humilde, Zita entrou com com doze anos ao serviço da família dos Fatinelli, perseverando até à morte com admiravel dedicação, paciência e caridade (dava até da dispensa do patrão…).

Actos 15, 1-6 ; Sal 121, 1-5 ; João 15, 1-8

“SOU A VINHA, VÓS, OS SARMENTOS… ” ( Jo. 15,1-8) . lmagem evocativa da segurança indestrutivel que advem da união a Cristo. A seiva vivificante de Cristo passa infalivelmente nos sarmentos. Os frutos abundantes não vêm acrescentados do exterior e eles são a expressão desta adesão recíproca. S. João coloca-nos na presença de duas realidades : a do dom e a da aceitação da responsabilidade. A primeira é o dom da vida e da fé, do seu crescimento e frutificação. Mas a revelação deste dom vem a par com o apelo para “permanecer” enxertados em Cristo. Trata-se de se deixar vivificar pela Sua seiva nutritiva. Interroguemo-nos sobre os meios utilizados para se honrar este apelo : a oração, a meditação da Palavra, a participação nos sacramentos, o trabalho de compreensão da fé, os encontros com os nossos semelhantes… Os frutos serão necessariamente abundantes. As imagens de Jesus são de uma riqueza inesgotável. Na imagem da imagem da vinha é o agir dO próprio Cristo que passa para o crente. O crente é extremamente activo! Ele é “movido”, posto em movimento, por esse agir de Cristo que o leva a produzir muito fruto. Um agir tanto mais eficaz quanto mais nos deixarmos mover por Ele. O contrário de um activismo agitado, de um agir por si mesmo, por mais eficaz que isso seja aos olhos do mundo. Os sarmentos nada são sem a cepa, mas o fruto é deles.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

TERÇA-FEIRA – 26/ABRIL/2016

Actos 14,19-28 ; Sal 144, 10-13ab. 21 ; João 14, 27-31a

“A MlNHA PAZ ” ( Jo. 14,27-31a) . O início desta passagem da última prégação de Jesus merece ser traduzido palavra por palavra, por mais estranho que seja o resultado do texto português a que se chegar: “Deixo-vos a paz ; uma paz – a Minha – que a dou a vós”. Esta não é uma “paz” qualquer, é a de Jesus; e Ele não se contenta em a “ deixar”, como se deixa um objecto ao partir, porventura esquecido: Jesus “dá” expressamente essa paz como uma dádiva, como algo muito precioso que nos trará felicidade. Ora se Jesus está disposto a dar-nos a paz é porque pode dispôr dela. E se Ele a dá, é ainda porque deseja que também seja nossa. Num dom desta magnitude o que conta não é o que se dá, mas sim a relação que se estabelece entre que m dá e quem recebe. Qualquer presente em si mesmo – mesmo sendo algo tão precioso como esta misteriosa “paz” – apenas acrescenta uma nota suplementar à alegria da partilha comum. Que este dom nos tenha sido concedido no momento da Sua partida, tem o significado profundo de que a relação criada não irá sofrer com a separação : permaneceremos e manter-nos-emos unidos até que Ele venha.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 25/ABRIL/2016

a_SaoMarcosEvangelistaS. MARCOS, EVANGELlSTA Após ter posto a sua casa à disposição dos primeiros cristãos, ele acompanhou S. Paulo e depois S.Pedro nas suas viagens. Escreveu a pregação de Pedro, compondo assim o Evangelho segundo Marcos, antes de partir para Alexandria (43 d.C.) onde fundou a Igreja Copta e terá sofrido o martírio.

STA. MARIA EUFRÁSIA PELLETIER. Nascida na Revolução Francesa, conservou intacta a sua fé e têmpera de espírito. Fundou o “Instituto das Irmãs do Bom Pastor”, para regeneração das mulheres transviadas e amparo das que estavam em perigo.

1 Pedro 5, 5b-14 ; Sal 88, 2-3. 6-7. 16-17 ; Marcos 16,15-20

A HUMILDADE EM PRIMEIRO LUGAR (1 P. 5,5b-14). “Revesti-vos de humildade no trato uns com os outros…” Revestir-se de humildade será revestir-se de Cristo, “manso e humilde de coração” (Mat.11,29). Sabendo que a humildade é o receptáculo da graça, ou seja dos dons dO Espírito, da misericórdia, do abandono, do repouso… tudo coisas que nos permitem resistir à tentação da desesperança quando chegar a adversidade. Porque, ao posicionar-nos como criaturas amadas por Deus, renunciando às pretensões de domínio, ficamos mais livres para discernir através do que nos acontece, a mão abençoadora dO Senhor e Mestre das nossas vidas.

“PROCLAMAI A BOA-NOVA A TODA A CRIATURA… ” ( Mar. 16,15-20) . Este evangelho é um autêntico envio em missão: “Ide pelo mundo inteiro! Proclamai a Boa-Nova a toda a Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 25/ABRIL/2016