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SEXTA-FEIRA – 11/MARÇO/2016

a_SaoSofronioDeJerusalemS. SOFRÓNIO DE JERUSALÉM (~639). Inicialmente monge e teólogo, como Patriarca de Jerusalém testemunhou a conquista da cidade pelo Califa Omar, em 637. Viu o controle muçulmano da Palestina como “o inevitável castigo aos cristãos fracos e vacilantes pelos involuntários representantes de Deus”, e morreu pouco depois da conquista, mas não antes de negociar as liberdades civis e religiosas dos cristãos em troca de tributos (Acordo de Omar). Deixou textos litúrgicos (por ex.“Os Impropérios”, lidos na Sexta-feira Santa), teológicos e poéticos. Convidou Omar a orar na Igreja do STO. Sepulcro – que ele recusou – mas deu-lhe as chaves.

Sabedoria 2,1a.12-22; Sal 33,17-21.23; João 7,1-2.10.25-30

“CONDENEMO-LO A UMA MORTE INFAME…” (Sab.2,1a.12-22). O Livro da Sabedoria reflete sobre a vida que, para os ímpios – por ser efémera e frágil – é um absurdo sem sentido. Mas são eles a maior demonstração da absurdidade da vida que leva à morte, ao mascararem a sua inevitabilidade com opções erradas no modo como vivem. Oprimem o justo e não aceitam os seus juízos sobre a morte nem como ele vive a vida. O justo incomoda-os, entrava os seus comportamentos, é uma afronta ao seu desprezo da Lei e ao Continue a ler SEXTA-FEIRA – 11/MARÇO/2016

Entrega do Pai Nosso – 2.º Volume

A TRADIÇÃO DA ORAÇÃO DOMINICAL AOS CATECUMENOS

A ENTREGA DO PAI NOSSO ÀS CRIANÇAS QUE FREQUENTAM A CATEQUESE NO SEGUNDO VOLUME

  1. Introdução
  2. As tradições na Igreja
  3. A singular santidade de São José
  4. A vocação à paternidade. Em São José os esposos e pais encontram um modelo e intercessor
  5. Mensagem aos pais
  6. Meditação da Oração do Pai Nosso (PREPARAÇÃO EM NOVE DIAS)
  7. PRIMEIRA CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO: Ser pai, não pai ausente
  8. SEGUNDA CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO: A beleza da paternidade
  9. A celebração
  10. Pagela com a oração do Pai Nosso

COMENTÁRIO DO BISPO VENERÁVEL FULTON SHEEN


  1. INTRODUÇÃO

A entrega da oração do Pai nosso, sendo feita no dia da Solenidade de São José, junta alguns significados que embora complementares entre si, derivam todos da revelação de Jesus Cristo como «Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai» (Jo 1,18).

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2. AS TRADIÇÕES NA IGREJA

São duas as tradições no itinerário catecumenal pelas quais a Igreja entrega aos eleitos os documentos do Símbolo da fé (o credo) e da Oração dominical (o Pai nosso). A Igreja entrega aos catecúmenos, «num gesto de grande amor, os documentos que, desde os tempos antigos, são considerados como o compêndio da sua fé e da sua oração» (RICA, 181).

Para os fiéis que foram baptizados como infantes, entretanto, chegou o momento de receberam na Igreja, de forma pessoal e consciente a oração que Jesus dirige ao Pai em relação filial. Na celebração do Baptismo, tinham sido ditas as palavras pronunciadas pelo celebrante que, de alguma forma antecipavam o momento que estamos a referir:

Irmãos caríssimos: Renascido (Renascida) pelo Baptismo, este menino (esta menina) é chamado (chamada), e é de verdade, filho (filha) de Deus. […]; membro da Igreja, há-de chamar a Deus seu Pai. Em nome dele (dela), no espírito de Filhos adoptivos que todos recebemos, ousamos agora rezar como o Senhor nos ensinou (RCBC, 103).

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3. A SINGULAR SANTIDADE DE SÃO JOSÉ

O Martirologio Romano refere a «Solenidade de São José, esposo da Santíssima Virgem Maria, homem justo, da descendência de David, que exerceu a missão de pai do Filho de Deus, Jesus Cristo, o qual quis ser chamado filho de José e lhe foi submisso como um filho a seu pai. A Igreja venera com especial honra como seu patrono aquele que o Senhor constituiu chefe da sua família».

A Solenidade de São José, a 19 de Março celebra-se na Quaresma, no tempo a Iluminação e da Purificação.

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4. A VOCAÇÃO À PATERNIDADE. EM SÃO JOSÉ OS ESPOSOS E PAIS ENCONTRAM UM MODELO E INTERCESSOR

Neste caminho comum de reflexão sobre a família, gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos estar mais atentos: a ausência da figura paterna da vida das crianças e dos jovens causa lacunas e feridas que podem até ser muito graves. Com efeito os desvios das crianças e dos adolescentes em grande parte podem estar relacionados com esta falta, com a carência de exemplos e de guias respeitáveis na sua vida de todos os dias, com a falta de proximidade, com a carência de amor por parte dos pais. É mais profundo de quanto pensamos o sentido de orfandade que vivem tantos jovens (AG 28/1/2015).

Recomendando-nos, pois, à protecção daquele a quem o próprio Deus «confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos e maiores», aprendamos com ele, ao mesmo tempo, a servir a «economia da salvação». Que São José se torne para todos um mestre singular no serviço da missão salvífica de Cristo, que, na Igreja, compete a cada um e a todos: aos esposos e aos pais, àqueles que vivem do trabalho das próprias mãos e de todo e qualquer outro trabalho, às pessoas chamadas para a vida contemplativa e às que são chamadas ao apostolado (RC 32).

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5. MENSAGEM AOS PAIS

Chegou o momento em que a Igreja se reúne e recebe as crianças, que caminham na sua iniciação cristã, para lhes entregar o tesouro precioso da oração que é o Pai Nosso.

No mundo inteiro a Igreja reza com as palavras de Jesus esta oração na Celebração Eucarística.

É a oração dos filhos de Deus.

Entregamos-te esta oração, que também nós recebemos, porque, pela fé, sabemos e acreditamos que tens o sinal de Jesus e confiamos que, com a ajuda da Graça a podes viver de verdade.

Jesus ensinou os Apóstolos a rezar. Igreja confia à criança, que está a crescer na fé, a oração mais perfeita entre todas as que possam existir. Esta é a oração mais perfeita porque foi a que Jesus fez, Jesus que é perfeito em tudo.

A entrega do Pai Nosso realiza-se no dia do Pai. Qual o sentido?

Na família cristã, o pai é chamado a ser a imagem da paternidade de Deus para os seus filhos. Imitando São José, os pais vivem nas suas casas esta vocação à paternidade: ser, na peregrinação terrena, um rosto de fortaleza e afecto, de sabedoria e paciência, de humildade e alegria.

Escolher esta data é também dar graças a Deus pelo pai de cada criança e por este grande desafio.

Toda a vida de Jesus se conhece na sua relação com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Ele veio para fazer e mostrar que o Seu Pai é o nosso Pai. E nós somos todos filhos de Deus.

Pai Nosso…

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QUINTA-FEIRA – 10/MARÇO/2016

a_MoisesEOBezerroDeOuroS. JOÃO OGILVIE (1579-1615). Em 1976, o papa BTO. Paulo VI, canonizou este filho dum pastor calvinista escocês, preso, condenado e enforcado em Glasgow na Escócia, por se ter convertido à Igreja romana e entrado na Companhia de Jesus.

Êxodo 32,7-14; Sal 105,19-23; João 5,31-47

“O TEU POVO…” (Êx.32, 7-14). Moisés é-nos apresentado como fazendo parte de um povo pervertido. Deus está de tal forma descontente que não quer considerar Israel mais como Povo eleito: “O teu Povo perverteu-se”, diz Ele a Moisés. Mas, Moisés diz-lhE: “Porquê Senhor, se inflamará a Tua cólera contra O Teu Povo?” Afinal trata-se dO “Povo dO Senhor” ou do “Povo de Moisés”? São verdadeiras as duas qualificações. Moisés parece querer refrescar a memória de Deus: “Lembra-Te!” O salmista também convida O Senhor a recordar-Se da Sua benevolência pelo Povo: “Salva-nos, Senhor!” Continue a ler QUINTA-FEIRA – 10/MARÇO/2016

QUARTA-FEIRA – 9/MARÇO/2016

a_SaoDomingosSavioSTA. FRANCISCA ROMANA (1384-1440). Rica aristrocata romana, perdeu dois filhos na Peste Negra de 1414. Com o suporte do marido, Francisca praticou a continência e seguiu uma vida de contemplação. Tinha o dom dos milagres e êxtase, via o anjo da guarda, o Purgatório e o Inferno, e previu o final do Cisma do Ocidente. Francisca dedicou-se aos pobres e fundou as “Oblatas de Maria”, comunidade de mulheres sob a regra beneditina, mas sem claustro nem votos formais. Patrona da cidade de Roma.

S. DOMINGOS SÁVIO (1842-1857). Sávio foi um jovem comum, que interiorizou tão bem a espiritualidade salesiana no seu dia a dia, que a sua alegria de menino nunca desapareceu, apenas foi purificada de todo o pecado. Amava muito a Eucaristia e Nossa Senhora. Um dos lemas por ele vivido foi: “Antes morrer do que pecar!”

Isaías 49,8-15; Sal 144,8-9.13cd-14.17-18; João 5,17-30 Continue a ler QUARTA-FEIRA – 9/MARÇO/2016