Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial.
Domingo, 14 — FI_235_UnidadePastoral — FI_235_Alges
Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial.
Domingo, 14 — FI_235_UnidadePastoral — FI_235_Alges
STOS. CIRíLO e METÓDIO (séc. IX ). Naturais de Tessalónica, estes dois irmãos anunciaram o Evangelho às populações eslavas na sua própria língua : o eslavo, criando inclusive um alfabeto específico: o cirílico. Em 1980 o papa S.João-Paulo ll proclamou-os co-padroeiros da Europa, a par com S. Bento de Núrsia.
Deuteronómio 26,4-10; Sal 90,1-2.10-15; Romanos 10,8-13; Lucas 4,1-13
CONFESSAR A SUA FÉ (Deut. 26,4-10). Nexte texto apresenta-se o gesto ritual duma liturgia celebrada no templo de Jerusalém : oferenda dos 1 OS frutos da terra. O gesto vem acompanhado duma confissão de fé expressa sob a forma de relato. Memorial da salvação de Deus, ele recorda as diversas etapas vividas por
Israel: errância nómada, estadia no Egipto, escravidão, clamor a Deus, Sua intervenção e dom da terra prometida sem a qual o gesto litúrgico não poderia fazer-se. Neste contexto, o memorial não se limita à mera “lembrança” do passado: trata-se, sobretudo, do ofertante se deixar invadir pela gratidão perante um Deus que escuta a oração, liberta da escravidão e guia por caminhos de felicidade. Neste 1o domingo da Quaresma, tempo de preparação da celebração da Páscoa de Cristo e baptismo dos catecúmenos, eis-nos reenviados ao percurso cristão: da errância interior até à terra prometida do nosso coração habitado por Deus, passando pelo desenraízamento do mal e da idolatria que nos impedem de realizar plenamente a vocação de criaturas de Deus. A confissão de fé do Deuteronómio, lida, meditada e interiorizada, suscita a nossa através do relato da própria vida: relato da nossa relação com Deus, que nos “liberta do poder das trevas para nos introduzir no reino dO Seu amado Filho” (Col.1,13). Para readquirir o entusiasmo que já tive – e reassumir o meu Baptismo – tenho que descer ao deserto de mim mesmo e aí redescobrir Cristo e os meus irmãos. Como STA. Teresinha intuiu, o reino não está no cimo dos céus, está no fundo do meu coração e tenho que fazer -me pequeno, que descer do alto das minhas suficiências para encontrar a “criança” que é Jesus, a dizer-me: “O Reino de Deus está em ti, podes construir a paz !”. Será este o programa da minha Quaresma.
“ESTÁ ESCRITO…” (Lucas 4,1-13). Curioso diálogo este, entre dois interlocutores que utilizam o mesmo argumento: “Está escrito!” Porém os seus objectivos divergem claramente. Jesus procura na Escritura a vontade de Deus: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” – lê-se no Deuterónimo – enquanto o diabo só intenta separar O Filho dO Pai. Em grego, o seu nome significa exactamente isso : é o “diábolos”, ou seja “aquele que divide”. Pode portanto retirar-se, de imediato, uma primeira lição: é possível ler-se a Escritura de uma maneira “diabólica” sempre que tentamos separar-nos de Deus em vez de O aproximar de nós. Todavia nada, nem ninguém, pode separar O Filho de Seu Pai. Onde está o segredo ? “Jesus foi conduzido ao deserto pelO Espírito para ser tentado pelo demónio” (Mat.4,1-11). É O Espírito que que O conduz, é Ele que lhE sopra as respostas. Há pois uma Boa Nova para todos os fiéis de Cristo ao longo dos séculos: o mal é vencido porque o demónio é forçado a retirar-se… “Então, o demónio deixou-O até um certo tempo.” A tentação é o elemento sempre presente na vida dos homens. A seguir vem a rejeição ou a adesão e, por fim, a materialização do desvio. Daí que seja tão importante cada um estar vigilante e atento aos pensamentos desorientadores que lhe possam surgir no espírito. Tal como Cristo fez, é bom que os quebremos de imediato, opondo-lhes por exemplo uma jaculatória ou um versículo da Palavra de Deus. Todavia, o melhor remédio contra a tentação – sob todas as formas – está na oração e na abertura fraterna a todos os irmãos.
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
Isaías 58,9b-14; Sal 85,1-6; Lucas 5,27-32a
SÁBADO, DIA PARA RECUPERAR AS FORÇAS (Is.58,9b-14). O profeta Isaías associa o jejum ao amor e ao socorro do próximo: fazer desaparecer o gesto acusador, a palavra maldizente, dar a quem tem fome, satisfazer o desejo do infeliz. Além disso, não esquecer que o homem é chamado a ter uma relação privilegiada com O Seu Senhor. Daí, advém o significado da importância dada ao sábado, respiração espiritual benéfica. Os trabalhos interrompem-se para o homem se deslumbrar diante d´Aquele que lhe dá o dom da vida. Quer sejam essas pausas espirituais de um minuto, de uma hora, de um dia ou de uma semana, elas unem-nos aO Criador.
“SEGUE-ME…” (Isaías 58,9b-14). Na nossa sociedade há categorias sociais, de notáveis… e de malditos! A sociedade palestiniana, contemporânea de Jesus, tinha também os seus intocáveis: os leprosos, devido ao perigo de contágio, mas também os colectores de impostos por causa da colaboração com o poder Romano. Porém, é a um destes que Cristo vai considerar: Levi-Mateus, que dá um grande banquete em honra d’Aquele que o chama a deixar tudo e ser Seu discípulo. Daí o escândalo dos notáveis ao ver Jesus tomar tomar uma refeição com gente da ralé. Jesus é o modelo dos cristãos chamados pelo papa Francisco para irem até às periferias!
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
Isaías 58,1-9a; Sal 50,3-6a.18-19; Mateus 9,14-15
QUANDO A VOZ DO OPRIMIDO NOS CHAMA (Isaías 58,1-9a). Pode pensar-se que o jejum diz só respeito à nossa relação com Deus. Todavia, já o profeta Isaías alargara esta visão ligando o jejum à caridade. Para quê “curvar a cabeça como um junco” se os interesses económicos continuarem prioritários, se a exploração do fraco for a aposta e as disputas as habituais? Em sentido alargado, “clamar por Deus” buscar o pobre. E “ouvir a resposta de Deus”, é ouvir o oprimido que geme à nossa porta. Agradeçamos aO Senhor por estes dias em que o nosso jejum se abre aos que têm necessidade de nós : um cônjuge, um vizinho, um colega, um estrangeiro… Os desfavorecidos têm múltiplos rostos.
“PORQUE NÃO JEJUAM OS TEUS DISCíPULOS?…” (Mat.9,14-15). Nas Sextas feiras da Quaresma, abstemo-nos de carne em memória da paixão de Cristo e do dom da Sua vida por nós na cruz. Ele próprio jejuou 40 dias no deserto. Por nossa iniciativa, podemos jejuar muitas coisas inúteis – e até úteis – em união com Ele. Mas há um jejum mais fundamental na vida dos discípulos, tal como na nossa. Para eles foi a separação física dO Seu Mestre e amigo, brutalmente retirado. Terão eles entendido o anúncio que Jesus lhes fizera ? O dia-a-dia da nossa fé é esse mesmo: acreditar n´Aquele que não vemos não será jejum ? Apenas pela mediação dos sacramentos, particularmente da Eucaristia, viveremos já as núpcias dO Cordeiro.
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
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