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SÁBADO – 25/JULHO/2015

A_SaoTiagoMaiorS. TIAGO MAIOR Apóstolo. Testemunha, com Pedro e João, da Transfiguração e da agonia de Jesus, foi o 1º a ser martirizado, no ano 44, em Jerusalém. Ele está ligado à evangelização da Península Ibérica e a Compostela, e convida-nos à peregrinação: a uma peregrinação interior , apoiada ou não numa caminhada exterior.

S. CRISTOVÃO (séc. III). Literalmente: “o que carreg a Cristo”. Segundo a tradição, este portageiro de rio ajudou uma criança na travessia, criança que ficava mais pesada a da passo que dava porque, afinal, era Cristo a carregar o peso do mundo.

2 Coríntios 4, 7-15 ; Sal 125,1-6 ; Mateus 20, 20-28

As nossas pretensões humanas repercutem- se por vezes inconsideravelmente nos pedidos que fazemos a Deus, nas orações. Se nem sempre compreendemos a dimensão do que O Senhor nos propõe é por os nossos pedidos serem por vezes extravagantes. A nossa vida valerá, não pelos cargos que tivermos ocupado ou Continue a ler SÁBADO – 25/JULHO/2015

SEXTA-FEIRA – 24/JULHO/2015

A_SaoSarbelioMarkhufBTO. JOÃO SORETH (1471). Prior geral dos Carmelitas. Combateu os abusos e criou conventos de estrita observância para onde os irmãos podiam ir se o desejassem.

S. SARBÉLIO MARKHUF (1828-1898). Pastor na sua juventude, montou um altar da Virgem numa gruta e ali passava grande parte do dia em oração. Aos 23 anos entrou mosteiro maronita de Nossa
Sª, em Mayfouq, no Líbano. A Igreja Maronita Aramaica de Antioquia é um ramo da Igreja católica, intimamente ligada ao tronco comum que é Cristo, Nosso Salvador, princípio e fim de todas as coisas. O papa S. Paulo VI canonizou-o em 1977.

Êxodo 20, 1-17 ; Sal 18 B, 8-11 ; Mateus 13,18-23

A LEI E O AMOR DE DEUS (Êx.20,1-17). O Dom da Lei a Moisés, no Sinai, é um facto que conhecemos bem, mas ignoramos muitas vezes o sentido profundo que ele representa para o judaísmo. Abraão Heschel (1907-72) escreve a propósito do que ele chamava o “êxtase das acções”, realizadas por fidelidade à Lei e em resposta aO Continue a ler SEXTA-FEIRA – 24/JULHO/2015

QUINTA-FEIRA – 23/JULHO/2015

A_SantaBrigidaSTA. BRíGIDA (1302-73). Princesa da Suécia, mãe de 8 filhos. Em 1999 foi proclamada Padroeira da Europa, com Catarina de Sena e Edith Stein. Santa Brígida ouviu o apelo para levar uma vida próxima do seu povo, mas O Espírito alargou a todos os reinos da Europa o seu coração de mãe, e ela trabalhou sem descanso pela Igreja e pela paz entre as nações. Foi a fundadora da “Ordem do STO. Salvador”. Nesta hora problemática da Europa, peçamos-lhe que interceda também por todos os que, como ela, são chamados a uma actividade política.

Gálatas 2, 19-20 ; Sal 33, 2-11 ; João 15, 1-8

DARÁ CRISTO SENTIDO À NOSSA VIDA? (Gál.2,19-20). “Já não sou eu que vivo, é Cristo q ue vive em mim”. Uma frase de Paulo que se aplica à vida de STA. Brígida cuja contemplação e meditação se centrava em Cristo e no mistério da Sua Paixão. Motivo para hoje perguntar. Será que posso também dizer: “Para mim, a vida é Cristo”? Será Ele que motiva todas as minhas opções, ocupa os pensamentos do meu coração e dá sentido à minha vida? Que cada um responda com verdade, distinguindo entre como desejaria viver e como realmente vive. Sem nunca perder “a esp erança na Misericórdia de Deus”. Continue a ler QUINTA-FEIRA – 23/JULHO/2015

QUARTA-FEIRA – 22/JULHO/2015

A_NoliMeTangereSTA. MARIA MADALENA (sec. I). Natural de Magdala, era uma das mulheres dedicadas a Jesus e manteve-se ao pé da cruz no Gólgota durante a Sua paixão. Na alvorada do dia seguinte ela encontrou o túmulo vazio, viu Cristo ressuscitado , e correu a anunciar a notícia extraordinária aos discípulos.

Cântico 3, 1-4a ou 2 Coríntios 5, 14-17 ; Sal 62, 2-6. 8-9 ; João 20, 1. 11-18

“NÃO ME DETENHAS, POIS AINDA NÃO SUBI PARA O PAI” (Jo. 20,1.11-18). “Ela voltou-se e viu Jesus de pé, mas não sabia que era Ele”. Gregório Magno convida-nos a contemplar Maria Madalena, agitada como nós entre o amor e a dúvida: “Observemos como Maria, que ainda duvidava da Res surreição dO Senhor, teve que voltar-se para ver Jesus. Porque a dúvida lhe tinha, por assim dizer, feito voltar as costas aO Senhor: ela não acreditava nem um p ouco q ue Jesus tivesse ressuscitado. Mas porque amava e duvidava ao mesmo tempo, via-O sem O reconhecer : o amor mostrava-O, a dúvida escondia-O…” Se Maria Madalena Continue a ler QUARTA-FEIRA – 22/JULHO/2015

TERÇA-FEIRA – 21/JULHO/2015

S. LOURENÇO DE BRINDISI (1559-1619). Capuchino, um dos mais notáveis adversários do seu tempo do protestantismo. Pregou 20 anos na Itália. É Doutor da Igreja.

Êxodo 14, 21–15,1 ; Êxodo 15, 8-10. 12-13. 27 ; Mateus 12, 46-50

A PÉ ENXUTO (Êxodo 14,21–15,1). Moisés, mandado por Deus estende a mão, separa as águas e faz aparecer o leito ; os filhos de Israel podem entrar e marchar, através do mar para a vida. Isto corresponde ao acto criador do cap. l do Livro do Génesis: Deus separa as águas do alto das águas de baixo para fazer aparecer a terra enxuta e emergir a vida. Os sacerdotes de Israel que escreveram os dois relatos em paralelo quizeram celebrar O Deus único, simutâneamente criador e salvador. Eles ajudam-nos a compreender que a criação é da parte de Deus um acto de salvação: Deus cria, ao salvar o mundo do abismo e do caos; mas eles dizem também que a salvação que Deus nos oferece é criação para uma vida nova, através do mar, através da morte. S. Gregório de Nissa interpreta a passagem do Mar Vermelho como uma imagem do baptismo: “Todos os que passam pela água sacramental do baptismo devem fazer morrer nessa água o exército de todos os vícios que lhes declaram guerra, como são a avareza, os sentimentos de vaidade e de orgulho, os ataques de violência, de cólera, de rancor e de inveja, para romper assim a continuidade da engrenagem do mal”. Numa primeira leitura, isto pode parecer-nos muito voluntarista. Mas ela é útil para nos dar consciência do empenhamento indispensável da nossa vontade e nos recordar que Deus, se não quisermos ser salvos, não pode salvar -nos.

“QUEM FAZ A VONTADE DE MEU PAI É PARA MIM UM IRMÃO, UMA IRMÃ…” (Mat. 12,46-50). Esta declaração de Jesus pode destabilizar o nosso sentido de família: ao designar aqueles que O escutam como parentes, O Senhor parece quebrar os laços legítimos. Ora, Jesus só afirma aqui que aos olhos de Deus, o valor decisivo de uma pessoa não reside nos laços de uma filiação carnal, mas na sua disposição espiritual para acolher a vontade de Deus. Deus ama-nos na medida da nossa santidade. Mas O Senhor é sempre O primeiro a amar-nos. Lembremo-nos que na fonte da intimidade com Cristo, está o conhecimento dO Pai, e também que Jesus recebe como irmãos os que, como Ele, e n´Ele, se colocam à Sua escuta. Atitude filial que encontrou em Maria a expressão perfeita. “Que os outros sejam a paixão e a chaga pelas quais Deus possa irromper nas forticações da nossa suficiência, para aí fazer nascer uma humanidade nova e fraterna”. Que este desejo de Pierre Claverie (1938-96), bispo de Oran assassinado na Argélia, seja o nosso!

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint -Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.