Todos os artigos de paroquiacruzquebrada

SEXTA-FEIRA – 20/MARÇO/2015

SantaMariaJoseDoCoracaoDeJesusSÃO SERAPIÃO (370). Monge egípcio, bispo de Tmuís no delta do Nilo, foi discípulo de STO. Antão e amigo de STO. Atanásio.  Combateu vigorosamente o arianismo (negador da divindade de Cristo) e o macedonismo (negador da divindade dO Espírito Santo).  S.Jerónimo inclui-o na sua obra “Viris Illustribus” e, por ele sabemos, que escreveu orações sacramentais, comentários dos salmos e um excelente livro contra o maniqueísmo.

STA. MARlA-JOSÉ DO CORAÇÃO DE JESUS (1842-1912). Estava nas “Servas de Maria” quando teve que tratar doentes atingidos pela peste em Madrid, Medina del Campo e Osuña. Esta experiência levou-a a fundar uma nova família religiosa – Instituto das “Servas de Jesus”- para cuidar dos enfermos, em casa e nos hospitais. Distinguiu-se pelo seu amor à Eucaristia e aO Sagrado Coração de Jesus ; por uma profunda adoração do Mistério da redenção e uma íntima participação nas dores de Cristo e na Sua Cruz ; pela sua total dedicação ao serviço dos doentes, num espírito contemplativo.  Foi canonizada em 2000.

Sabedoria 2, 1a. 12-22 ; Sal 33, 17-21. 23 ; João 7, 1-2. 10. 25-30 Continue a ler SEXTA-FEIRA – 20/MARÇO/2015

QUINTA-FEIRA – 19/MARÇO/2015 – SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM SANTA MARIA

SonhoDeJose2 Samuel 7,4-5a.12-14a.16; Sal 88,2-5.27.29; Rom. 4,13.16-18.22; Mateus 1.16.18-21.24a

No coração da Quaresma passa, para nossa edificação e exemplo, o rosto de José. O Livro de Samuel e a Carta aos Romanos recordam que este Santo Varão está inscrito numa linhagem antiga, numa linhagem em que a vida se constrói sobre a promessa de Deus e a fé dos homens. José não rompe esta corrente! À escuta de Deus, que veio subverter a sua vida, ele continua a ser o homem silencioso, servo fiel do projecto divino. Ele aceita que nada, até mesmo O seu Filho, verdadeiramente não lhe pertença. Ele aceita sem hesitar que o projecto de Deus se sobreponha ao seu, mudando-o Continue a ler QUINTA-FEIRA – 19/MARÇO/2015 – SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM SANTA MARIA

Senhor, ensina-nos a rezar – 9 (18/MARÇO)

«Mas livrai-nos do mal»

Texto do Catecismo da Igreja Católica (§§ 2850- 2856)

2850. A última petição ao nosso Pai também está incluída na oração de Jesus: «Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno» (Jo 17, 15). Ela diz-nos respeito, a cada um pessoalmente, mas somos sempre «nós» que rezamos, em comunhão com toda a Igreja, pela libertação de toda a família humana. A oração do Senhor não cessa de nos abrir às dimensões da economia da salvação. A nossa interdependência no drama do pecado e da morte transforma-se em solidariedade no corpo de Cristo, em «comunhão dos santos».

2851. Nesta petição, o Mal não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O «Diabo» («dia-bolos») é aquele que «se atravessa» no desígnio de Deus e na sua «obra de salvação» realizada em Cristo.

2852. «Assassino desde o princípio, […] mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que toda a criação será «liberta do pecado e da morte». «Sabemos que ninguém que nasceu de Deus peca, porque o preserva Aquele que foi gerado por Deus, e o Maligno, assim, não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sujeito ao Maligno» (1 Jo 5, 18-19):

«O Senhor, que tirou o vosso pecado e perdoou as vossas faltas, tem poder para vos proteger e guardar contra as insídias do Diabo que vos combate, para que não vos surpreenda o inimigo que tem o hábito de engendrar a culpa. Mas quem a Deus se entrega não tem medo do Diabo. Porque “se Deus está por nós, quem contra nós?” (Rm 8, 31)» (145).

2853. A vitória sobre o «príncipe deste mundo» foi alcançada, duma vez para sempre, na «Hora» em que Jesus livremente Se entregou à morte para nos dar a sua vida. Foi o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo foi «lançado fora». «Pôs-se a perseguir a Mulher»(Ap 12, 13), mas não logrou alcançá-la: a nova Eva, «cheia da graça» do Espírito Santo, foi preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre Virgem). Então, «furioso contra a Mulher, foi fazer guerra contra o resto da sua descendência» (Ap 12, 17). Eis porque o Espírito e a Igreja rogam: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 17.20), já que a sua vinda nos libertará do Maligno.

2854. Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Nesta última petição, a Igreja leva à presença do Pai toda a desolação do mundo. Com a libertação dos males que pesam sobre a humanidade, a Igreja implora o dom precioso da paz e a graça da espera perseverante do regresso de Cristo. Orando assim, antecipa na humildade da fé a recapitulação de todos e de tudo, n’Aquele que «tem as chaves da morte e da morada dos mortos» (Ap 1, 18), «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1, 8):

«Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que, ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador».

A DOXOLOGIA FINAL

2855. A doxologia final – «Porque Vosso é o Reino, o poder e a glória» – retoma, por inclusão, as três primeiras petições do Pai-nosso: a glorificação do seu nome, a vinda do seu Reino e o poder da sua vontade salvífica. Mas esta repetição faz-se agora sob a forma de acção de graças, como na liturgia celeste. O príncipe deste mundo tinha-se atribuído mentirosamente este três títulos de realeza, de poder e de glória. Cristo, o Senhor, restitui-os ao seu e nosso Pai, até que Ele Lhe entregue o Reino, quando estiver definitivamente consumado o mistério da salvação e Deus for tudo em todos.

2856. «Depois, acabada a oração, dizes: Ámen, subscrevendo com esta palavra, que significa «Assim seja», o conteúdo desta oração que Deus nos ensinou».

QUARTA-FEIRA – 18/MARÇO/2015

SantoAlexandreDeJerusalemS. CIRILO DE JERUSALÉM (315-387). “NOSSO SENHOR Jesus-Cristo virá dos céus e virá no fim deste mundo, no último dia; porque este mundo terá um fim, e este mundo criado será renovado. Efectivamente, uma vez que a corrupção, o roubo, o adultério e toda a espécie de faltas se espalharam sobre a terra e “derramam sangue sobre sangue” (Osei.4,2), para que esta admirável morada não permaneça cheia de injustiça, este mundo desaparecerá e surgirá outro mais belo(…)”   Catequeses Baptismais nº15 de Cirilo de Jerusalém, Doutor da Igreja.

STO. ALEXANDRE DE JERUSALÉM (250). Bispo da Capadócia, junto ao Mar Negro, foi para Jerusalém onde sucedeu ao bispo S. Narciso. Fundou ali uma biblioteca. Ordenou Orígenes sacerdote, que escreveu a seu respeito: “Nunca encontrei um bispo que fosse tão amável e cheio de bondade”. Foi preso na perseguição de Décio e “coroado de cabelos brancos, deu testemunho da fé nos pretórios e morreu coberto de grilhões numa prisão em Cesareia.

Isaías 49, 8-15 ; Sal 144, 8-9.13cd-14.17-18 ; João 5, 17-30 Continue a ler QUARTA-FEIRA – 18/MARÇO/2015

Senhor, ensina-nos a rezar – 8 (17/MARÇO)

«Não nos deixeis cair em tentação»

Texto do Catecismo da Igreja Católica (§§ 2846- 2849)

2846. Esta petição atinge a raiz da precedente, porque os nossos pecados são fruto do consentimento na tentação. Nós pedimos ao nosso Pai que não nos «deixe cair» na tentação. Traduzir numa só palavra o termo grego é difícil. Significa «não permitas que entre em», «não nos deixes sucumbir à tentação». «Deus não é tentado pelo mal, nem tenta ninguém» (Tg 1, 13). Pelo contrário, Ele quer livrar-nos do mal. O que Lhe pedimos é que não nos deixe seguir pelo caminho que conduz ao pecado. Nós andamos empenhados no combate «entre a carne e o Espírito». Esta petição implora o Espírito de discernimento e de fortaleza.

2847. O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista duma virtude «comprovada» e a tentação que conduz ao pecado e à morte. Devemos também distinguir entre «ser tentado» e «consentir» na tentação. Finalmente, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, o seu objecto é «bom, agradável à vista, desejável» (Gn 3, 6), quando, na realidade, o seu fruto é a morte.

«Deus não quer impor o bem, quer seres livres […]. Para alguma coisa serve a tentação. Ninguém, senão Deus, sabe o que a nossa alma recebeu de Deus, nem nós próprios. Mas a tentação manifesta-o para nos ensinar a conhecermo-nos e desse modo descobrir a nossa miséria e obrigar-nos a dar graças pelos bens que a tentação nos manifestou».

2848. «Não entrar em tentação» implica uma decisão do coração: «Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração […] Ninguém pode servir a dois senhores» (Mt 6, 21, 24). «Se vivemos pelo Espírito, caminhemos também segundo o Espírito» (Gl 5, 25). É neste «consentimento» ao Espírito Santo que o Pai nos dá a força. «Não vos surpreendeu nenhuma tentação que tivesse ultrapassado a medida humana. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar» (1 Cor 10, 13).

2849. Ora um tal combate e uma tal vitória só são possíveis pela oração. Foi pela oração que Jesus venceu o Tentador desde o princípio e no último combate da sua agonia. Foi ao seu combate e à sua agonia que Cristo nos uniu nesta petição ao nosso Pai. A vigilância do coração é lembrada com insistência em comunhão com a sua. A vigilância é a «guarda do coração» e Jesus pede ao Pai que «nos guarde em seu nome». O Espírito Santo procura incessantemente despertar-nos para esta vigilância. Esta petição adquire todo o seu sentido dramático, quando relacionada com a tentação final do nosso combate na terra: ela pede a perseverança final. «Olhai que vou chegar como um ladrão: feliz de quem estiver vigilante!» (Ap 16, 15).