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TERÇA-FEIRA – 17/MARÇO/2015

QueresFicarCuradoSÃO PATRíCIO (390-461). Inglês, missionário da Irlanda e seu primeiro bispo  e actual Padroeiro. Promoveu a confissão individual em vez da comunitária.

Ezequiel 47, 1-9. 12 ; Sal 45, 2-3. 5-6. 8-9 ; João 5, 1-16

O GRANDE PROJECTO DE DEUS (Jo.5,1-16). Se tivéssemos uma lâmpada de Aladino quais seriam os três pedidos que faríamos ?   Certamente pediriamos saúde, prosperidade e felicidade. Foi isto que Jesus propôs ao paralítico na piscina de Betsabé : “Queres ficar curado?”. Esta história podia ter ficado por aqui, mas ela continuou. Porquê ?  Porque, se de facto “a glória  de Deus é o próprio homem” -segundo a bela Continue a ler TERÇA-FEIRA – 17/MARÇO/2015

Senhor, ensina-nos a rezar – 7 (16/MARÇO)

«Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido»

Texto do Catecismo da Igreja Católica (§§ 2838- 2845)

2838. Esta petição é surpreendente. Se comportasse somente o primeiro membro da frase – «Perdoai-nos as nossas ofensas» – poderia estar incluída implicitamente nas três primeiras petições da oração do Senhor, pois que o sacrifício de Cristo é «para a remissão dos pecados». Mas, de acordo com o segundo membro da frase, a nossa petição não será atendida sem que primeiro tenhamos satisfeito uma exigência. É uma petição voltada para o futuro e a nossa resposta deve tê-la precedido; liga-as uma expressão: «assim como».

«PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS»…

2839. Começámos a orar ao nosso Pai com um sentimento de audaciosa confiança. Suplicando-Lhe que o seu nome seja santificado, pedimos-Lhe para sermos cada vez mais santificados. Mas, apesar de revestidos da veste baptismal, não deixámos de pecar, de nos desviar de Deus. Agora, nesta nova petição, voltamos para Ele, como o filho pródigo, e reconhecemo-nos pecadores na sua presença, como o publicano. A nossa petição começa por uma «confissão» na qual, ao mesmo tempo, confessamos a nossa miséria e a sua misericórdia. A nossa esperança é firme, pois que em seu Filho «nós temos a redenção, a remissão dos nossos pecados» (Cl 1, 14). E encontramos nos sacramentos da sua Igreja o sinal eficaz e indubitável do seu perdão.

2840. Ora, e isso é temível, esta onda de misericórdia não pode penetrar nos nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O amor, como o corpo de Cristo, é indivisível: nós não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o irmão ou a irmã, que vemos. Recusando perdoar aos nossos irmãos ou irmãs, o nosso coração fecha-se, a sua dureza torna-o impermeável ao amor misericordioso do Pai. Na confissão do nosso pecado, o nosso coração abre-se à sua graça.

2841. Esta petição é tão importante que é a única na qual o Senhor volta a insistir, desenvolvendo-a no sermão da montanha. Esta exigência crucial do mistério da Aliança é impossível para o homem. Mas «a Deus tudo é possível» (Mt 19, 26).

«ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO»

2842. Este «como» não é único no ensinamento de Jesus. «Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48); «sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36); «dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34). Observar o mandamento do Senhor é impossível, quando se trata de imitar, do exterior, o modelo divino. Trata-se duma participação vital, vinda «do fundo do coração», na santidade, na misericórdia e no amor do nosso Deus. Só o Espírito, que é «nossa vida» (Gl 5, 25), pode fazer «nossos» os mesmos sentimentos que existiram em Cristo Jesus. Então, a unidade do perdão torna-se possível, «perdoando-nos mutuamente como Deus nos perdoou em Cristo» (Ef 4, 32).

2843. Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este amor que ama até ao extremo do amor. A parábola do servo desapiedado, que conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial, termina com estas palavras: «Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração». É aí, de facto, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão.

2844. A oração cristã vai até ao perdão dos inimigos. Transfigura o discípulo, configurando-o com o seu Mestre. O perdão é o cume da oração cristã; o dom da oração só pode ser recebido num coração em sintonia com a compaixão divina. O perdão testemunha também que, no nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado. Os mártires de ontem e de hoje dão este testemunho de Jesus. O perdão é a condição fundamental da reconciliação dos filhos de Deus com o seu Pai e dos homens entre si.

2845. Não há limite nem medida para este perdão essencialmente divino. Quando se trata de ofensas (de «pecados», segundo Lc 11, 4, ou de «dívidas» segundo Mt 6, 12), de facto nós somos sempre devedores: «Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros» (Rm 13, 8). A comunhão da Santíssima Trindade é a fonte e o critério da verdade de toda a relação. E é vivida na oração, sobretudo na Eucaristia:

«Deus não aceita o sacrifício do dissidente e manda-o retirar-se do altar e reconciliar-se primeiro com o irmão: só com orações pacíficas se podem fazer as pazes com Deus. O maior sacrifício para Deus é a nossa paz, a concórdia fraterna e um povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

SEGUNDA-FEIRA – 16/MARÇO/2015

SantoHeribertoDeColoniaBTA. BENEDITA (1214-1260). Em 1253, ela teve a pesada tarefa de suceder a STA. Clara como abadessa do convento de S.Damião de Assis. Após a morte de STA. Clara, os Irmãos Leo e Ângelo deram-lhe o breviário usado por S.Francisco. Sua vida brilhou pela prudência singular e grande reputação de virtude e milagres. Foi enterrada na Igreja de S. Jorge.

STO. HERIBERTO DE COLÓNIA (970-1021). Foi considerado o homem mais sábio de seu tempo e o imperador Otão III nomeou-o chanceler. Sua fama e popularidade cresceram e ele foi eleito bispo de Colónia, em 999. Tinha grande caridade visitando todos os dias os doentes de um hospital que fundara, cuidando deles pessoalmente.

Isaías 65, 17-21 ; Sal 29, 2. 4-6.11-12a.13b ; João 4, 43-54 Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 16/MARÇO/2015

CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS — Acto de contrição

CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS — “Exame de consciência” ←

CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS

Acto de contrição

Meu Deus, porque sois infinitamente bom
e Vos amo de todo o meu coração,
pesa-me de Vos ter ofendido e,
com o auxílio da Vossa divina graça,
proponho firmemente emendar-me
e nunca mais Vos tornar a ofender.
Peço e espero o perdão das minhas culpas
pela Vossa infinita misericórdia.
Ámen.

Ou

Recordai-Vos, Senhor, do vosso amor,
da Vossa fidelidade que é eterna.
Não recordeis os meus pecados:
recordai-Vos de mim na vossa misericórdia,
pela vossa vontade, Senhor.

Ou

Senhor Jesus, Filho de Deus,
tende piedade de mim, pecador.

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CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS — Exame de consciência

CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS — “O que confessar” ←

CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS

Exame de conciência

Consiste em interrogar-se sobre o mal cometido e o bem omitido: para com Deus, o próximo e se mesmos.

Na relação para com Deus 

Dirijo-me a Deus somente em caso de necessidade?
Participo na Missa ao Domingo e nas festas de preceito?
Nomeei em vão Deus, a Virgem Santa Maria, os Santos?
Tive vergonha de me demonstrar cristão?
O que faço para crescer espiritualmente? Como? Quando?
Rebelo-me perante os desígnios de Deus?
Pretendo que Ele cumpra a minha vontade?

Na relação para com o próximo

Sei perdoar, compadecer-me, ajudar o próximo?
Julgo sem piedade por pensamentos e palavras?
Caluniei, roubei, desprezei os pequenos e os indefesos?
Sou invejoso, colérico, parcial?
Cuido dos pobres e dos doentes?
Envergonho-me da carne do meu irmão, da minha irmã?
Sou honesto e justo com todos ou alimento a “cultura do descartável”.
Instiguei alguém a praticar o mal?
Observo a moral conjugal e familiar ensinada pelo Evangelho?
Como vivo as responsabilidades educativas em relação aos filhos?
Honro e respeito os meus pais?
Rejeitei a vida apenas concebida? Pus fim ao dom da vida? Ajudei a fazê-lo?
Respeito o ambiente?

Na relação consigo

Sou um pouco mundano e um pouco crente?
Exagero no comer, beber, fumar, divertir-me?
Preocupo-me em exagero pela saúde física, e dos meus bens?
Como uso o meu tempo? Sou preguiçoso?
Quero ser servido?
Amo e cultivo a pureza de coração, de pensamentos e de acções?
Medito vinganças? Nutro rancores?
Sou manso, humilde, construtor de paz?

→ CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS — “Acto de contrição”