Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 21 — FI_171_UnidadePastoral — FI_171_Alges
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SÁBADO – 20/SETEMBRO/2014
STO. SANDRÉ KIM TAEGON, PAULO CHANG E 101 CC (séc.XIX). Santos mártires da Coreia, canonizados em 1984.
1 Coríntios 15, 35-37. 42-49 ; Sal 55, 9ab.10-14 ; Lucas 8, 4-15
MISTERIOSO CRESCIMENTO (1Cor.15,35-37.42-49). Paulo tenta dizer o indizível recorrendo á imagem, mais ou menos satisfatória, do grão empenhado num misterioso processo de crescimento. Sendo assim, podemos reter a força da vida, a potência da transformação que está inscrita na criação. Mais ainda, podemos ver a existência presente como uma preparação, como uma gestação que nos leva, não sem dor, para uma realidade mais plena, mais densa. Quanto à nossa filação, em Adão e Cristo, não é ela uma unificação que passa pelo acolhimento do trabalho dO Espírito em todas as dimensões do nosso ser?
“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
SEXTA-FEIRA – 19/ETEMBRO/2014
S. JANUÁRIO (270-305). Bispo de Benevento, foi decapitado na perseguição de Diocleciano. O seu sangue, conservado numa ampôla na Catedral de Nápoles, liquefaz-se regularmente de forma inexplicável. Padroeiro da cidade de Nápoles.
1 Coríntios 15,12-20 ; Sal 16, 1. 6-8b.15 ; Lucas 8, 1-3
PLENITUDE DE COMUNHÃO COM DEUS (1 Cor.15,12-20). Negar a possibilidade da ressurreição dos mortos tem consequências graves. Desde logo, esvazia de sentido a ressurreição de Cristo, “primogénito de uma multidão de irmãos”, e mata a esperança de uma vida nova, inaugurada na Páscoa de Cristo que desencadeou um processo de libertação (“Se Cristo não ressuscitou, não estais livres dos vossos pecados). Claro que a nossa ressurreição é realidade de fé que não pode representar-se a não ser sob o ângulo duma plenitude de comunhão com Deus, da qual já saborearmos as primícias na oração, bem como a felicidade a que aspiramos.
“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
QUINTA-FEIRA – 18/SETEMBRO/2014
S. JOÃO DE MACIAS (1585-1645). Nascido em Ribera del Fresno na Estremadura espanhola, primeiro foi pastor na sua terra e depois, convidado a trabalhar para um proprietário rico do Peru, emigrou para a América. Conhecido pela sua piedade, dava tudo aos pobres. Aos 36 anos foi aceite nos Dominicanos onde, durante 20 anos, foi irmão porteiro e a quem ricos e pobres procuravam para aconselhamento. Era conhecido pelas suas visões e oração ininterrupta do Rosário pelas intenções das almas do purgatório. A tradição conta que a caridade e as orações de Juan de Macias terão levado ao céu mais de um milhão de almas. Foi canonizado em 1975 pelo Papa Paulo VI.
1 Coríntios 15, 1-11 ; Sal 117,16ab-17. 28 ; Lucas 7, 36-50
“ELE APARECEU-ME COMO A UM ABORTO…” (1Cor.15,1-11). Os especialistas discutem o sentido exacto desta palavra: criança mal formada, criança nascida de uma mãe morta… A palavra diz apenas que houve um arrancar violento que transformou a vida de Paulo. Em qualquer caso, evoca uma situação de fraqueza e de inferioridade relativamente aos outros discípulos: Paulo não conheceu Jesus na Sua vida terrestre. Ele sabe-o e está desconfortado, mas pouco importa! Como por efracção, ele introduz-se na formulação do kerigma (mensagem), na proclamação da fé cristã, já tradicional: “Ele apareceu-me também a mim”. Espectacular audácia!
“ÀQUELE A QUEM POUCO SE PERDOA POUCO AMA…” (Luc.7,36-50). “Ó Deus, envia-nos loucos. Que eles se empenhem a fundo, que amem mais do que por palavras, que se entreguem verdadeiramente até ao fim”. Mas quem é o maior louco, Jesus ou a mulher?: os 2! Jesus mostra a Sua loucura de amor perdoando sem aguardar nenhuma palavra de arrependimento. Ele deixa-Se tocar, não só por gestos mas pela angústia envolvida em ternura. Quanto à mulher que derrama abundantes lágrimas e perfumes, ela inverte a lógica das pessoas sensatas e arranca do coração de Jesus o que ninguém poderia
dar-lhe : a graça de ser liberta da escravidão do pecado. Simão !, escuta o que Cristo te diz hoje, e ama até à loucura.
“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
QUARTA-FEIRA – 17/SETEMBRO/2014
S. ROBERTO BELLARMINO (1542-1621). Jesuíta da Toscana. Pela sua palavra e pela escrita, dedicou-se a refutar ponto por ponto as afirmações dos reformadores numa defesa esclarecida da ortodoxia católica que fez a Igreja proclamá-lo Doutor.
1 Coríntios 12, 31–13,13 ; Sal 32, 2-5.12. 22 ; Lucas 7, 31-35
“MOVER MONTANHAS…”(1Cor.12,31–13,13). Paulo tinha certamente escutado os relatos relativos à frase de Jesus sobre a fé que move montanhas (Mat.17,20). Retomá-la-á ele aqui com algum humor? É certo que ele responde com firmeza aos Coríntios que comparavam entre si as qualidades e os dons, pretendendo cada um sobrepôr-se aos outros: os dons dO Espírito são múltiplos, e não podem ser reservados nem hierarquizados! Afinal, a fé também é um dom: uns são mais dotado para ter confiança sem se inqui-etar, outros, mais angustiados, são atingidos pela dúvida. Mas uma só coisa importa: O amor – agapè – que os faz viver em conjunto, os faz aceitar as diferenças, e colocarem-se ao serviço uns dos outros, no acolhimento, cuidado e perdão recíprocos.
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