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SEGUNDA-FEIRA – 12/MAIO/2014

BeataJoanaDePortugalBTA. JOANA DE PORTUGAL (1452-90).  Também chamada STA. Joana Princesa, embora oficialmente seja reconhecida pela Igreja Católica apenas como Beata, foi princesa portuguesa da Casa de Avis, filha do rei D.Afonso V e de sua 1ª mulher, a rainha D. Isabel.  Recusou várias propostas de casamento e viveu a maior parte da sua vida no Convento de Jesus de Aveiro, de 1475 até à morte, seguindo a regra e estilo vida das monjas. Foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII.

Actos 11, 1-18 ; Sal 41, 2-3; 42, 3-4 ; João 10,11-18

O que diferencia o pastor do mercenário é que as ovelhas são sua propriedade.   Eis o que pode ajudar-nos a meditar sobre a nossa pertença a Cristo : por causa, é certo, da Aliança Nova, selada na Páscoa, mas também por causa da Criação. Deus Pai, Filho e Espírito Santo está empenhado a nosso respeito; Seus “dons” e o Seu “chamamento” são “irrevogaveis” (Rom.11). É uma voz familiar, que soletra o nosso nome e reconhece cada um na sua personalidade. O Pastor tem autoridade: Ele é O Senhor. Para algumas análises sociológicas o conjunto das sociedades humanas caracteriza-se pela dialéctica dono/escravo, que opõe opressores e oprimidos numa luta sem fim.   De facto, o problema do poder exercido por um homem – ou por um grupo – sobre outros homens, é sempre lastimável.   Dominar, submeter os outros, crescer aos próprios olhos sem olhar a meios, obter poderio, tem um permanente fascínio a que poucos resistem.  Na verdade, isto é a expressão concreta do orgulho que – depois da queda – marca em profundidade, de forma quase metafísica, o coração humano. Porém, o poder de Jesus tem outras características: baseia-se na humildade e não no orgulho; é poder desejado não para a própria exaltação e grandeza, mas como poder de serviço e sacrifício de Si próprio. Pedro (1Pe.2,23-25) descreve assim o papel de Cristo, autêntico pastor : “…ao ser maltratado, não ameaçava (…) pelas Suas chagas fostes curados (…) e agora voltastes aO Pastor que vos guarda”.  A misteriosa poderosa autoridade que Jesus exerce sobre nós de que Ele é modelo, é a antítese perfeita da dialéctica dono/escravo presente no mundo: é a autoridade dO Senhor que Se faz escravo, do poder que Se transforma em “não-poder”, impotência radical – “kénose”, dizem os teólogos – respeito infinito pelo outro, na humildade e amor que abre espaço para a liberdade se desenvolver, e nutre o diálogo igualitário da amizade, onde cada um reconhece a voz do outro.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e apresentação: Jorge Perloiro.

IV DOMINGO DE PÁSCOA – 11/MAIO/2014 – DOMINGO DO BOM PASTOR

DIA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Em directo, 8h30: Santa Missa com ordenações sacerdotais.

Em directo, 11h: Regina coeli.

Hoje, Deus chama os homens e mulheres. Ele suscita o desejo de se darem. Hoje, os jovens terão tempo para discernir o caminho que irão seguir no encalço de Cristo. Apresentemo-los a Deus e cultivemos a nossa própria disponibilidade.

Actos 2, 14a. 36-41 ; Sal 22, 1-6 ; 1 Pedro 2, 20b-25 ; João 10,1-10

OBomPastor_IconeO PASTOR ENVIA OS SEUS SERVOS (Jo.10,1-10). As sociedades hoje são urbanas, mas nós continuamos familiarizados com a imagem dO Bom Pastor. Ela ajuda-nos a viver a nossa relação com Jesus-Cristo. A autoridade dO Pastor sobre a Sua Igreja passa pela chamada de cada um pelo nome recebido no baptismo, que é simultâneamente tranquilizador e exigente. A singularidade das nossas vidas não está baseada no colectivo anónimo. Mas o olhar amoroso do único Pastor da Igreja atravessa e renova todas as dimensões das nossas existências. Somos, por Ele, salvos e reunidos, arrancados ás nossas trevas e reconciliados uns com os outros. Mas este Pastor, que é ao mesmo tempo a“porta das ovelhas”, envia-nos como servos para o meio da sociedade.  Pela Sua morte e ressurreição, Ele derrubou todas as barreiras mesmo as barreiras da Igreja. Por isso é que o domingo dO Bom Pastor é dia de oração pelas vocações, em especial pelas vocações ao ministério ordenado. De facto, uma das intuições do Concílio Vaticano ll foi unir todos os ministérios ordenados a partir do bispo, garantindo a autenticidade apostólica da Igreja pela sua própria vida e pela missão que lhe está confiada. Assim, a experiência da Páscoa, na qual nós comungamos, é um movimento permanente para os outros. Hoje como ontem, a interpelação dos homens para serem diáconos, sacerdotes e bispos, é antes de mais tarefa dos cristãos. Não tenhamos neste dia receio de os interpelar: O Senhor chama, a Igreja necessita de ministros e o mundo aguarda essa vida nova dO único Pastor. Intimidade do amor : assim como O Pai O conhece, O Bom Pastor conhece as Suas ovelhas e elas conhecem-nO. As ovelhas pertencem-lhE, escutam a Sua voz e seguem-nO. Universalidade do amor : O Bom Pastor, com misericordiosa ternura, está incessantemente à procura das ovelhas perdidas, mesmo daquelas que não são do Seu rebanho ; Ele está permanente-mente a sair do seio dO Pai para as trazer de volta ao Seu redil. Suprema liberdade do amor: “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. Pastor, doce e humilde, transformado nO Cordeiro, Cristo não sofreu a morte, assumiu-a livremente. “Tenho o poder de dar a Minha vida, diz Ele e o poder de a retomar”. Intimidade , universalidade, liberdade do amor : nós, suas ovelhas, contamos verdadeiramente para Ele. Será que também contamos verdadeiramente com Ele? Será  que Ele é O nosso único Pastor e Guia?

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SÁBADO – 10/MAIO/2014

SÁBADO – 10/MAIO/2014

S. JOÃO D’ÁVILA (1499-1569). Quando STA. Teresa de Jesus soube da morte de S.João d’Ávila gritou : “Eu choro porque a Igreja perde uma das suas colunas e as almas  um socorro poderoso”. S. Pedro d’Alcântara também não hesitou em afirmar que ninguém ultrapassava este santo no conhecimento das veredas espirituais. O homem que merecia tais elogios era um teólogo, nascido na alvorada do século de ouro espanhol. Filho de uma família judia convertida, estudou em Salamanca e Alcalá e ordenado em 1525. Desejava anunciar o Evangelho no novo mundo, mas os “cristãos novos”  (judeus convertidos) não tinham o direito de embarcar para a América e, em alternativa, foi-lhe confiada a missão de reavivar a fé dos habitantes do sul de Espanha que tinham sofrido durante séculos a influência árabe. Verdadeiro “apóstolo da Andaluzia”, ele pregou com ardor em numerosas cidades, preso e absolvido pela Inquisição esteve na origem da conversão de S. João de Deus e S. Francisco de Bórgia.  Conselheiro do bispo de Granada e dos pobres, foi um dos inspiradores do Concílio de Trento. A  sua obra “Audi, filia et vide”, bem como numerosas cartas espirituais, colocam-no entre os maiores teólogos do séc.XVI. O Papa Bento XVl proclamou-o em 2012 Doutor da Igreja.

Actos 9, 31-42 ; Sal 115, 12-17 ; João 6, 60-69

“Também vós quereis partir ?” Apesar da magnífica profissão de fé de Pedro: “…Nós cremos e sabemos que Tu és O Santo de Deus”, ele abandonará o Mestre nos dias da Paixão. Hoje como ontem a verdade perturba, incomoda. Ela leva-nos a fazer a escolha de Cristo. Será que estamos preparados?

“Meditações Bíblicas”, Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard).  Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA – 9/MAIO/2014

SEXTA-FEIRA – 9/MAIO/2014

Actos 9, 1-20 ; Sal 116,1-2 ; João 6, 52-59

SaoPauloDerrubado_Damasco“ELE LEVANTOU-SE…” (Actos 9,1-20). O verbo “levantar-se” é um dos que apontam a ressurreição. Este primeiro relato da conversão de Saulo nos Actos dos Apóstolos descreve a entrada do jovem fariseu na Igreja, por meio de um percurso baptismal de iniciação à morte e ressurreição de Cristo. Saulo, derrubado pela visão, fica cego, e permanece três dias na noite, sem beber nem comer, passando pela morte. Mas todo o texto está saturado de verbos de ressurreição: “levanta-te”; “ele ergue-se”.  Quando Ananias lhe impõe as mãos, O Espírito de Deus ilumina Saulo e restitui-lhe a vista; o gesto do baptismo manifesta esta saída da morte que é ressurreição. Saulo recebe então o pão em alimento.

“Meditações Bíblicas”, Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard).  Recolha e síntese: Jorge Perloiro.