S. JOSÉ OPERÁRIO. Em 1955, o papa Pio XII colocou o 1º de Maio sob a protecção do humilde carpinteiro de Nazaré que“personifica junto de Deus e da santa Igreja a dignidade do trabalhador”.
Actos 5, 27-33 ; Sal 33, 2. 9.17-20 ; João 3, 31-36
O NOME DESTE HOMEM (Act.5,27-33). Ainda hoje há tantos lugares no mundo onde persiste a proibição do anúncio deste “Nome, que está acima de todo o nome” (Ef. 1,21)! Este nome que, “se o invocarmos, seremos todos salvos” (Rom..10,3), continua após tantos séculos um nome exposto, um nome “perigoso”! Nós somos convidados, através da meditação do mistério da Páscoa, a dizer e a ensinar mais que nunca, com o papa Francisco, o nome deste homem: Jesus de Nazaré.
“AQUELE QUE VEM DO ALTO ESTÁ ACIMA DE TODOS…” (João 3,31-36). Por um lado está Jesus que, com os discípulos, baptiza na região da Judeia. Por outro, João que está a baptizar em Enon. Entre os dois, estão aqueles que se interrogam, que querem saber de uma vez por todas a quem ir para serem purificados. Quais os critérios para se preferir Jesus a João? Esta passagem do evangelho é a resposta de João Baptista. Que diz ele ? Ele pressente que Jesus conhece melhor o manancial de Deus, porque Ele vem de Deus. E João vê ainda que Jesus não vem só, mas sim acompanhado dO Espírito Santo e dO Amor dO Pai. Ele não está sózinho, Ele “é” Três.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed. Bayard, Paris).
S. PIO V (1504-72). Eleito em 1566, o dominicano Miguel Ghislieri aplicou com determinação as decisões do Concílio de Trento, renovando a catequese e liturgia do tempo.
Actos 5, 17-26 ; Sal 33, 2-9 ; João 3,16-21
MANTENDE-VOS NO TEMPLO (Actos 5,17-26). A intervenção do anjo dO Senhor que abre as portas da prisão e faz sair os Apóstolos evoca simultâneamente a saída do Egipto como libertação do povo de Israel e a ressur-reição de Jesus, libertado da morte pelo mesmo poder de Deus. Compreende-se pois que o texto insista por três vezes sobre a presença dos Apóstolos no Templo de Jerusalém. Lugar santo por excelência, lugar da presença de Deus no meio dos Seus, Ele que os salvara de todas as escravaturas prossegue sem descanso a obra de libertação. É lá que Pedro e os outros discípulos vão anunciar a Boa Nova da Ressurreição, e ninguém será capaz de acorrentar a palavra de Deus que eles proclamam. De lá sai a salvação que deve expandir-se até aos confins da terra.
“DEUS AMOU TANTO O MUNDO QUE LHE DEU O SEU FILHO ÚNICO.” (João 3,16-21). Nicodemos veio no meio da noite procurar Jesus para O ouvir. Estaria a aurora quase a raiar quando o encontro acabou ? Mais fortes que o sol nascente são as palavras de Jesus a Nicodemos. “Deus amou tanto o mundo que lhe deu O Seu Filho Único”, eis o mistério do coração de Deus que ilumina as nossas existências. Com Nicodemos podemos pôr-nos a caminho, iluminados por dentro com esta luz da fé : Deus ama-nos e salva-nos. Baptizados na morte e ressurreição de Cristo, renascidos na água e nO Espírito, não abandonemos o lugar onde brilha a luz. Mantenhamos firmemente segura a Palavra de Deus, tal como o círio que recebemos no dia do baptismo foi mantido bem alto pelos nossos padrinhos. Que a Palavra nos ilumine!
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed. Bayard, Paris).
STA. CATARINA DE SENA(1347-80).Terciária dominicana, conseguiu convencer o Papa Gregório XI a voltar de Avinhão para Roma. Analfabeta, é autora de várias grandes obras místicas que ditava aos escribas. Doutora da Igreja e co-padroeira da Europa.
1João 1, 5–2-2 ; Sal 102, 1-4, 8-9.13-14.17-18a ; Lucas 10, 38-42
Nas nossas comunidades cristãs, nas nossas famílias, somos com frequência Martas, a criticar os outros por isto ou por aquilo… Até por vezes pretendemos dizer aO Senhor o que deve fazer! A crítica é fácil e nós julgamos ter sempre razão. Mas a epístola de S.João apela a que se faça luz em nós. Caminhar na luz, é estar em comunhão com O Senhor confessando o nosso distanciamento : Ele virá a nós, como veio a casa de Lázaro. Jesus não disse que uma estava errada e a outra certa, mas que Maria “escolhera a melhor parte”. É só aos pés de Jesus que se aprende a viver com O Senhor e nunca na agitação e na crítica. Todos podem receber a Boa Nova que liberta e alivia porque ela é repouso. Graças à Boa-Nova, STA. Catarina de Sena soube falar aos sábios e poderosos da sua época; nós, os discípulos, somos o conjunto da Igreja que recebe, na alegria, os tesouros com que a Palavra trabalha os corações.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed. Bayard, Paris).
S.LUIS-MARIA GRIGNION DE MONTFORT (1673-1716). Este infatigável pregador foi um grande apóstolo da piedade mariana. Fundou 2 congregações : a “Companhia de Maria” e as “Filhas da Sabedoria”, núcleo da futura grande família dos Monfortinhos. Canonizado em 1947.
SÃO PEDRO CHANEL (1803-41). Sacerdote marista françês, primeiro mártir da Oceania. Foi morto depois de converter ao cristianismo o filho do rei, quando evangelizava a população da ilha de Futuna. A sua devisa era: “Amar Maria e torná-la amada”. Pio Xll canonizou-o em 1954.
Actos 4, 23-31 ; Sal 2, 1-9 ; João 3,1-8
UM MODELO DE ORAÇÃO (Actos 4,23-31). Este trecho dos Actos dos Apóstolos é um modelo de oração. Orar é tratar Deus por tu, falar-lhE como se fala a um amigo. Esta convivialidade não é falta de respeito, pelo contrário, leva-nos à intimidade de Deus. Orar, é então reconhecer Deus e dizer-lhE o que Ele é para nós. Os Apóstolos reconhecem O Pai como Senhor da criação ; reconhecem O Filho como O Ungido; e na perseguição dO Filho, descobrem a própria vida. Então, eles podem pedir aO Senhor a força para caminharem com segurança na vida. O Pai e O Filho dão aos que entram na Sua intimidade o dom mais precioso : O Espírito Santo, que gera vida, força e paz.
“TU NÃO SABES DE ONDE VEM NEM PARA ONDE VAI.” (João 3,1-8). No início do tempo pascal, eis-nos levados pelO Espírito Santo que tantas surpresas nos reserva : na noite de Sexta-Feira Santa quem teria imaginado a manhã da Páscoa? E Nicodemos? Ele interrogou Jesus, mas daí a crer n’Ele… Todavia, sob a acção dO Espírito, ele tornar-se-á progressivamente um crente que há-de defender Jesus no momento difícil da Paixão e estar presente na Sua sepultura. Como o exemplo dos primeiros cristãos fortifica a nossa confiança! Nas suas atitudes, descobrimos como são fracas a nossa fé e esperança! Mas foi-nos aberto um futuro. Mantendo-nos no caminho da fé ela crescerá, numa confiança e alegria todos os dia maior. O Espírito é fonte de Vida.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed. Bayard, Paris).
Em directo, 9h — Canonização de João XXIII e João Paulo II
Actos 2, 42- 47 ; Sal 117, 2-4.13-15. 22-24 ; 1 Pedro 1, 3-9 ; João 20,19-31
UMA CADEIA DE TESTEMUNHAS. A Escritura transmite-nos a experiência de Tomé que, de longe, exprime a mais bonita confissão do evangelho de S.João, maior que Pedro, que será confirmado como pastor pelO Ressuscitado, maior que Maria Madalena, reconhecida na tradição cristã como apóstola dos Apóstolos pelo seu encontro com Cristo que a afastou dos túmulos. Estes nomes são preciosos, pois cada um deles lembra-nos a singularidade de uma existência humana, atravessada pela Ressurreição ao ponto de ver a vida transformada no interior, e coloca-da ao serviço da missão da Igreja. O evangelho recorda-nos portanto que a apostalicidade da fé está assegurada por pessoas precisas, únicas, reunidas pela sua relação com Jesus-Cristo. A exacta transmissão da experiência da Páscoa não está, em primeiro lugar, garantida por um texto, nem por um código de conduta, nem por um rito. Ela passa existência concreta de homens e mulheres que increvem na sua biografia a novidade da ressurreição de Cristo. Este domingo, essa lista de testemunhas, conhecidas ou não, é aumentada por dois homens do século XX , Ângelo e Karol, os papas João XXlll e João-Paulo ll, os quais marcaram profundamente a vida da Igreja e do mundo. Como bispos, em Veneza, em Carcóvia, e depois em Roma, estão inscritos na sucessão apostólica que, para nós, é comprovativa de que a Boa Nova anunciada pela Igreja é precisamente a que foi recebida pelos Apóstolos. Por isso, na unicidade de cada uma das nossas vidas, somos chamados a saborear o perdão que nos soergue nessa vida nova que recebemos em nome de Jesus-Cristo.
“RECEBEI O ESPíRITO SANTO…” (João 20,19-31). Os dois relatos de aparição dO Senhor aos discípulos têm o mesmo enquadramento.O Ressuscitado apresenta-se no meio deles com as portas do lugar “aferrolhadas”. O Senhor dirige nos dois igual saudação de paz. O relato sublinha as palavras dO Senhor mas ignora a Sua partida e o que os discípulos fazem a seguir. O primeiro relato refere-se ao envio dos discípulos que recebem O Espírito. O segundo trata da tremenda dificuldade em acreditar nO Ressuscitado sem prova palpável: é-lhes necessário acreditarem sem ver! Esta pequena conclusão adapta-se bem à totalidade do evangelho de S.João. Se os discípulos não têm provas, eles têm todavia os “sinais” dados por Jesus antes da Sua crucificação. Os 2 relatos das aparições vêm ao encontro das interrogações dos destinatários do evangelho de João. Jesus está sempre presente no meio deles mas de forma diferente à anterior à Sua morte. Sua acção prossegue através dos companheiros que escolhera e que envia a todos os homens. É pelos discípulos que a Boa Nova da salvação, do perdão dos pecados, alcançará o mundo. A partir de agora, o tempo depois da Páscoa é o tempo de “crer sem ver”. Jesus está verdadeiramente com os discípulos, e é de facto o mesmo Jesus, como sugere a narrativa da Sua paixão, mas a Sua presença é bem outra, ela já não é visivel. Ele está presente pelO Seu Espírito e Sopro invisivel. Tomé representa cada discípulo a quem se pede: “deixa de ser incrédulo, sê crente”. Áqueles que duvidam, o evangelista João remete-os para tudo o que Jesus disse e fez. As palavras e os gestos de Jesus são os únicos sinais que nos podem ajudar a “crer que Ele é O Messias, O Filho de Deus” e que deseja fazer-nos entrar na Sua vida divina.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed. Bayard, Paris).
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