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3 set 2021 Dias virão em que o noivo lhes será tirado… Nesses dias jejuarão

SEXTA-FEIRA DA SEMANA XXII DO TEMPO COMUM

Col 1, 15-20; Sal 99 (100), 2. 3. 4. 5; Lc 5, 33-39

anos ímpares

Primeira leitura
Col 1, 15-20
«Por Ele e para Ele tudo foi criado»
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses

Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; Porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

Salmo Responsorial
Salmo 99 (100), 2.3.4.5 (R. 2c)
Vinde à presença do Senhor com cânticos de alegria.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Entrai pelas suas portas, dando graças,
penetrai em seus átrios com hinos de louvor,
glorificai-O, bendizei o seu nome.

Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

EVANGELHO
Lc 5, 33-39
Dias virão em que o noivo lhes será tirado… Nesses dias jejuarão
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: «Os discípulos de João Baptista e os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem». Jesus respondeu-lhes: «Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão». Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém corta um remendo de um vestido novo, para o deitar num vestido velho, porque não só rasga o vestido novo, como também o remendo não se ajustará ao velho. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres ficarão perdidos. Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: ‘O velho é que é bom’».

2 out 2021 «Alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos Céus»

SÁBADO DA SEMANA XXVI DO TEMPO COMUM

Bar 4, 5-12. 27-29; Sal 68 (69), 33-35. 36-37; Lc 10, 17-24

anos ímpares

Primeira leitura
Bar 4, 5-12.27-29
«Aquele que vos infligiu estes males fará vir sobre vós a eterna alegria»
Leitura do Livro de Baruc

Tem coragem, meu povo, memorial de Israel. Fostes vendidos às nações, mas não para vossa ruína. Por terdes provocado a ira de Deus, fostes entregues aos vossos inimigos, pois irritastes Aquele que vos criou, oferecendo sacrifícios aos demónios e não a Deus. Esquecestes Aquele que vos sustentou, o Deus eterno, e contristastes também aquela que vos alimentou, Jerusalém. Ao ver cair sobre vós a ira de Deus, ela disse: «Ouvi, cidades vizinhas de Sião, Deus infligiu-me um grande sofrimento, pois vi o cativeiro dos meus filhos e filhas, que o Eterno fez cair sobre eles. Eu tinha-os alimentado com alegria, mas vi-os partir com pranto e aflição. Ninguém se alegre por causa de mim, vendo-me viúva e abandonada. Fiquei só, por causa dos pecados de meus filhos, porque se desviaram da Lei de Deus. Tende coragem, meus filhos, e clamai a Deus, pois Aquele que vos castigou lembrar-se-á de vós. Assim como tivestes o pensamento de abandonar a Deus, agora voltai para Ele e empenhai-vos dez vezes mais em procurá-l’O. Pois Aquele que vos infligiu estes males fará vir sobre vós a eterna alegria, juntamente com a vossa salvação».

Salmo Responsorial
Salmo 68 (69), 33-35.36-37 (R. cf. 34a)
O Senhor escuta o clamor dos pobres.

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres e não despreza os cativos.
Louvem-n’O o céu e a terra,
os mares e quanto neles se move.

Deus protegerá Sião, reconstruirá as cidades de Judá;
e hão-de voltar a ocupá-la os cativos.
Os seus servos a receberão em herança
e nela hão-de morar os que amam o seu nome.

Evangelho
Lc 10, 17-24
«Alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos Céus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no Céu». Naquele momento, Jesus exultou de alegria pela acção do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que vêem o que estais a ver, porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram».

2 set 2021 Deixaram tudo e seguiram Jesus

QUINTA-FEIRA DA SEMANA XXII DO TEMPO COMUM

Col 1, 9b-14; Sal 97 (98), 2-3ab. 3cd-4. 5-6; Lc 5, 1-11

anos ímpares

Primeira leitura
Col 1, 9b-14
«Libertou-nos do poder das trevas e transferiu-nos para o reino do seu Filho muito amado»
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses

Irmãos: Não cessamos de orar por vós e de pedir que chegueis ao pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e inteligência espiritual. Assim vivereis de maneira digna do Senhor, agradando-Lhe em tudo, realizando toda a espécie de boas obras e progredindo no conhecimento de Deus. Sereis fortalecidos com o seu poder glorioso, para que se confirme a vossa constância e longanimidade a toda a prova e, cheios de alegria, deis graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, o perdão dos pecados.

Salmo Responsorial
Salmo 97 (98), 2-3ab.3cd-4.5-6 (R. 2a)
O Senhor revelou a sua salvação.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.

EVANGELHO
Lc 5, 1-11
Deixaram tudo e seguiram Jesus
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

Carta aos diocesanos de Lisboa, no início do ano pastoral 2021-2022

Carta aos diocesanos de Lisboa, no início do ano pastoral 2021-2022

Caríssimos irmãos e irmãs do Patriarcado de Lisboa

1. É com muita proximidade e estima que vos saúdo no início do novo ano pastoral de 2021-22. Com os irmãos Bispos que comigo servem a Diocese, desejo que vos traga muitas oportunidades de crescimento na fé e na caridade de Cristo, em convivência fraterna e corresponsabilidade missionária. E especialmente agora, quando participamos responsavelmente no esforço da sociedade em geral para debelar a pandemia e garantir um bom futuro, que só o será se for realmente para todos. 

Documento final da caminhada sinodal de Lisboa (2014-2021), a que podeis aceder facilmente no “site” do Patriarcado, enumera no seu número 20 algumas “opções pastorais prioritárias” que devemos ter muito em conta. Proponho mesmo que nas reuniões que fizermos nesta altura com os colaboradores pastorais mais diretos, das paróquias e vigararias aos movimentos e grupos, se releia este número do Documento, no sentido de concretizar tais opções, conforme cada local ou setor. Na verdade, resume muito do que se pensou e ensaiou ao longo da caminhada sinodal, enriquecida com a colaboração e a oração de milhares de diocesanos – no próximo número da Vida Católica podereis ler quanto se refere à fase de receção do nosso Sínodo. 

2. A primeira alínea das referidas opções pastorais indica precisamente «dar continuidade ao processo de receção da Constituição Sinodal de Lisboa, promovendo dinâmicas sinodais…».
É também o melhor modo de correspondermos ao que o Papa Francisco nos pede em ordem ao próximo Sínodo dos Bispos, que versará a sinodalidade na Igreja. Não encontraríamos melhor modo de contribuir para tal objetivo do que partilharmos as conclusões do que fizemos e projetámos durante os últimos sete anos. E assim faremos certamente.

As opções pastorais prioritárias selecionadas pelo nosso caminho sinodal  sublinham, com a “promoção de dinâmicas sinodais”, a “pastoral juvenil e universitária”, a “resposta aos desafios que enfrentam as IPSS”, a “pertinência da constituição de unidades pastorais”, e “proporcionar verdadeiras experiências de anúncio do Evangelho no contexto da preparação e vivência da JMJ 2023”. A promoção de dinâmicas sinodais é transversal a todas as opções.
 
Não poderia ser doutro modo, pois é assim que Deus vive e atua – do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Foi também assim que Jesus atuou, chamando e enviando discípulos, cuja unidade garantiu a autenticidade cristã do que foram e fizeram, como agora acontecerá connosco. Educar para conviver e agir “sinodalmente” é parte essencial da iniciação cristã e da vida eclesial no seu todo. 
Conselhos pastorais e económicos, paróquia a paróquia e a nível diocesano, que realmente se estabeleçam e corretamente funcionem; encontros vicariais de ministros ordenados e de ministérios e serviços laicais: tudo isto é prioritário, como o nosso Sínodo realçou e muito importa cumprir.  
Por vezes, a urgência das respostas a dar e dos objetivos a atingir pode apressar em termos individuais o que devíamos realizar ouvindo e caminhando com os outros. Mas isso será trazer para o âmbito eclesial o que é da vida corrente, mais do que da vida cristã propriamente dita. Bem pelo contrário, o incremento da sinodalidade em todos os âmbitos da vida da Igreja, comunidade a comunidade e das vigararias à diocese, é indispensável para nos evangelizarmos na ação. 
Alguém lembrou já que “o mais importante de qualquer reunião é a própria reunião”, se for momento verdadeiramente eclesial, de reconhecimento mútuo e escuta atenta de cada um. Daí mesmo, e começando todos por escutar a Deus, sairá algo de evangelizador e criativo, como inúmeras passagens bíblicas nos repetem.

3. A pastoral juvenil e universitária é a segunda alínea das “opções prioritárias” que o nosso Sínodo indicou, propondo a criação de espaços de referência para o desenvolvimento espiritual e o acompanhamento vocacional e mútuo. Tudo o que respeita a este setor da pastoral tem especial acuidade no horizonte cada vez mais próximo da Jornada Mundial da Juventude, que é muito mais do que um evento a acontecer: é um processo em curso e criador de bom futuro.
Como já partilhei, a principal motivação que me levou a propor ao Papa Francisco a realização da JMJ em Lisboa proveio das realidades juvenis católicas, com várias interligações eclesiais (movimentos, dioceses, paróquias, institutos religiosos e seculares), que me sugeriram fazê-lo. Quem reparar no que vem acontecendo com Missões País, Núcleos de Estudantes Católicos, Campos de Férias e iniciativas de voluntariado juvenil, apercebe-se do grande potencial evangelizador que contêm. Ligam-se também a movimentos juvenis e universitários em cujos centros e espaços de referência se atingem os objetivos de formação cristã, acompanhamento espiritual e discernimento vocacional, com fruto comprovado. Contamos particularmente com o Escutismo Católico (CNE), que em 2023 completará o seu centenário em Portugal. 
Tudo isto se pode e deve incrementar, rumo à JMJ, como já vai acontecendo nos encontros do dia 23 de cada mês e com iniciativas missionárias que motivam a participação. Irão também aumentando os pedidos de colaboração à medida do tempo que se acelera. Momento alto será certamente a próxima Solenidade de Cristo Rei (21 de novembro) – Dia Diocesano da Juventude. Aliás, a última alínea das opções pastorais prioritárias que o nosso Sínodo deixou refere-se precisamente a experiências de anúncio do Evangelho no contexto da preparação e vivência da JMJ 2023. Com os jovens e para nos rejuvenescer evangelicamente a todos. 

4. É também sinodalmente, que poderemos responder aos “desafios que enfrentam as IPSS”, quer as que “são da Igreja” quer aquelas em que também “está a Igreja”, porque nelas estão cristãos. 
Além do setor público e do privado, o setor social em que se inserem as IPSS respondeu prontamente a muitas necessidades que a pandemia trouxe ou agravou. Dou graças a Deus por tanto bem que se fez através delas. Mas isto mesmo nos leva a redobrar esforços para as defender e fortalecer, como para evidenciar diante das entidades públicas e da população em geral que a existência e o bom funcionamento das IPSS são essenciais para desenvolver sentimentos e práticas que nos constituam somo “sociedade” propriamente dita.
Criámos na diocese a Federação Solicitude, para melhor atingirmos tal objetivo e verifico com gratidão e agrado que vai prosseguindo o seu bom caminho, aliás não exclusivo no vasto campo da entreajuda institucional. Importa muito que as comunidades, paroquiais e outras, sintam que as instituições sociocaritativas também são “suas” e lhes requerem a devida colaboração. Não está em causa a autonomia institucional que justamente têm, mas não se esquece a motivação comum que a todos nos liga. Centros Sociais Paroquiais e Cáritas (diocesana e paroquiais), Conferências Vicentinas e Misericórdias, Lares e muitas outras iniciativas solidárias: a tudo devemos interesse e apoio.

5. Outra opção pastoral indicada pelo Sínodo diocesano refere-se à pertinência da constituição de unidades pastorais, integrando as diversas realidades eclesiais, com maior interligação de entidades e clareza de gestão.
Por “unidade pastoral” não se entende meramente o facto de várias comunidades e instituições poderem estar confiadas a um ou mais ministros ordenados. Pretende-se, isso sim, que as paróquias e realidades eclesiais presentes em determinado espaço territorial ou sociocultural colaborem realmente na definição e prossecução de objetivos pastorais comuns. Colaboração que envolve certamente a padres e diáconos, mas não menos os fiéis leigos e os consagrados ali presentes e atuantes, tanto no que respeita à Palavra de Deus e à Catequese, como na Liturgia e na ação sociocaritativa. 
Alguma coisa se fez já nesse sentido – Missões Vicariais e Semanas Vicariais da Caridade, por exemplo, bem como muitos encontros de formação para fiéis de várias paróquias ou para a preparação de batismos e matrimónios – e por aqui havemos de prosseguir. Tanto mais quanto a urbanização generalizada faz com que a vida em geral também aconteça cada vez mais assim, originando vários contactos e pertenças, muito para além da residência territorial. Para já e sobretudo, atendamos ao que nos está mais próximo, paróquia a paróquia e setor a setor.  

Caríssimos diocesanos, desejo-vos as maiores felicidades pessoais, familiares e comunitárias neste novo ano pastoral. Deus vos abençoe e Nossa Senhora vos inspire – Ela que não demorou na primeira evangelização do mundo, levando em si mesma a Cristo, que todos aguardavam!

Lisboa, 1 de setembro de 2021

+ Manuel, Cardeal-Patriarca, com os irmãos Bispos que comigo servem a Diocese

1 set 2021 «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus»

QUARTA-FEIRA DA SEMANA XXII DO TEMPO COMUM

Col 1, 1-8; Sal 51 (52), 10. 11ab. 11cd; Lc 4, 38-44

anos ímpares

Primeira leitura
LEITURA I (anos ímpares) Col 1, 1-8
« A palavra da verdade chegou até vós e ao mundo inteiro»
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, aos cristãos de Colossos, irmãos fiéis em Cristo: A graça e a paz de Deus nosso Pai estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós. De facto, temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus. Esta esperança foi-vos anunciada pela palavra da verdade, o Evangelho, que chegou até vós. Assim como frutifica e se desenvolve no mundo inteiro, o mesmo sucede entre vós, desde o dia em que ouvistes falar da graça de Deus e tivestes dela conhecimento verdadeiro. Nela fostes instruídos por Epafras, nosso querido companheiro de serviço, que está, em vez de nós, como fiel ministro de Cristo e nos deu a conhecer a vossa caridade segundo o Espírito.

Salmo Responsorial
Salmo 51 (52), 10.11ab.11cd (R. 10b)
Confio na misericórdia de Deus para sempre.

Eu sou como oliveira viçosa na casa do meu Deus;
confio para sempre na sua misericórdia.

Hei-de louvar-Vos eternamente
pelo bem que me fizestes.

Na presença dos vossos fiéis proclamarei
como é bom o vosso nome.

EVANGELHO
Lc 4, 38-44
«Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre muito alta e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela. Jesus, aproximando-Se da sua cabeceira, falou imperiosamente à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e começou logo a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os. De muitos deles saíam demónios, que diziam em altos gritos: «Tu és o Filho de Deus». Mas Jesus, em tom severo, impedia-os de falar, porque sabiam que Ele era o Messias. Ao romper do dia, Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto. A multidão foi à procura d’Ele e, tendo-O encontrado, queria retê-l’O, para que não os deixasse. Mas Jesus disse-lhes: «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus, porque para isto fui enviado». E pregava pelas sinagogas da Judeia.