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7 abr 2021 «Reconheceram-n’O ao partir o pão»

QUARTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA

At 3, 1-10; Sal 104 (105), 1-2. 3-4. 6-7. 8-9; Lc 24, 13-35

Primeira leitura
Actos 3, 1-10
«Dou-te o que tenho: em nome de Jesus, levanta-te e anda»
Leitura dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias, Pedro e João subiam ao templo para a oração das três horas da tarde. Trouxeram então um homem, coxo de nascença, que colocavam todos os dias à porta do templo, chamada Porta Formosa, para pedir esmola aos que entravam. Ao ver Pedro e João, que iam a entrar no templo, pediu-lhes esmola. Pedro, juntamente com João, olhou fixamente para ele e disse-lhe: «Olha para nós». O coxo olhava atentamente para Pedro e João, esperando receber deles alguma coisa. Pedro disse- lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda». E, tomando-lhe a mão direita, levantou-o. Nesse instante fortaleceram-se-lhe os pés e os tornozelos, levantou-se de um salto, pôs-se de pé e começou a andar; depois entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus. Toda a gente o viu caminhar e louvar a Deus e, sabendo que era aquele que costumava estar sentado, a mendigar, à Porta Formosa do templo, ficaram cheios de admiração e assombro pelo que lhe tinha acontecido.

Salmo Responsorial
Salmo 104 (105), 1-2.3-4.6-7.8-9 (R. 3b)
Exulte o coração dos que procuram o Senhor.

Aclamai o nome do Senhor,
anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-Lhe salmos e hinos,
proclamai todas as suas maravilhas.

Gloriai-vos no seu santo nome,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.
Considerai o Senhor e o seu poder,
procurai sempre a sua face.

Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito,
O Senhor é o nosso Deus
e as suas sentenças são lei em toda a terra.

Ele recorda sempre a sua aliança,
a palavra que empenhou para mil gerações,
o pacto que estabeleceu com Abraão,
o juramento que fez a Isaac.

Evangelho
Lc 24, 13-35
«Reconheceram-n’O ao partir o pão»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?» Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias». E Ele perguntou: «Que foi?» Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?» Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de seguir para diante. Mas eles convenceram-n’O a ficar, dizendo: «Ficai connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão.

6 abr 2021 «Vi o Senhor e disse-me…»

TERÇA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA

At 2, 36-41; Sal 32 (33), 4-5. 18-19. 20 e 22; Jo 20, 11-18

Primeira leitura
Actos 2, 36-41
«Deus fê-l’O Senhor e Messias»
Leitura dos Actos dos Apóstolos

No dia de Pentecostes, disse Pedro aos judeus: «Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel que Deus fez Senhor e Messias esse Jesus que vós crucificastes». Ouvindo isto, sentiram todos o coração trespassado e perguntaram a Pedro e aos outros Apóstolos: «Que havemos de fazer, irmãos?» Pedro respondeu-lhes: «Convertei-vos e peça cada um de vós o Baptismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo, porque a promessa desse dom é para vós, para os vossos filhos e para quantos, de longe, ouvirem o apelo do Senhor nosso Deus». E com muitas outras palavras os persuadia e exortava, dizendo: «Salvai-vos desta geração perversa». Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o Baptismo e naquele dia juntaram-se aos discípulos cerca de três mil pessoas.

Salmo Responsorial
Salmo 32 (33), 4-5.18-19.20.22 (R. 5b)
A bondade do Senhor encheu a terra.

A palavra do Senhor é recta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a rectidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.

A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor.

Evangelho
Jo 20, 11-18
«Vi o Senhor e disse-me…»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, Maria Madalena estava a chorar junto do sepulcro. Enquanto chorava, debruçou-se para dentro do sepulcro e viu dois Anjos vestidos de branco, sentados, um à cabeceira e outro aos pés, onde estivera deitado o corpo de Jesus. Os Anjos perguntaram a Maria: «Mulher, porque choras?» Ela respondeu- lhes: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, sem saber que era Ele. Disse-lhe Jesus: «Mulher, porque choras? A quem procuras?» Pensando que era o jardineiro, ela respondeu-Lhe: «Senhor, se foste tu que O levaste, diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar». Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela voltou-se e respondeu em hebraico: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai. Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus». Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Vi o Senhor». E contou-lhes o que Ele lhe tinha dito.

5 abr 2021 «Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia»

SEGUNDA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA

At 2, 14. 22-33; Sal 15 (16), 5 e.8. 9-10. 11; Mt 28, 8-15

Primeira leitura
Actos 2, 14.22-33
«Deus ressuscitou Jesus e disso todos nós somos testemunhas.»
Leitura do livro de
Leitura dos Actos dos Apóstolos

No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, com os onze Apóstolos, ergueu a voz e falou ao povo: «Homens da Judeia e vós todos que habitais em Jerusalém, compreendei o que está a acontecer e ouvi as minhas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem acreditado por Deus junto de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus realizou no meio de vós, por seu intermédio, como sabeis. Depois de entregue, segundo o desígnio imutável e a previsão de Deus, vós destes-Lhe a morte, cravando-O na cruz pela mão de gente perversa. Mas Deus ressuscitou-O, livrando-O dos laços da morte, porque não era possível que Ele ficasse sob o seu domínio. Diz David a seu respeito: ‘O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei. Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso Santo sofrer a corrupção. Destes-me a conhecer os caminhos da vida, a alegria plena em vossa presença’. Irmãos, seja-me permitido falar-vos com toda a liberdade: o patriarca David morreu e foi sepultado e o seu túmulo encontra-se ainda hoje entre nós. Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que um descendente do seu sangue havia de sentar-se no seu trono, viu e proclamou antecipadamente a ressurreição de Cristo, dizendo que Ele não O abandonou na mansão dos mortos, nem a sua carne conheceu a corrupção. Foi este Jesus que Deus ressuscitou e disso todos nós somos testemunhas. Tendo sido exaltado pelo poder de Deus, recebeu do Pai a promessa do Espírito Santo, que Ele derramou, como vedes e ouvis».

Salmo Responsorial
Salmo 15 (16), 5 e 8.9-10.11 (R. 1)
Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.

Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra
e a minha alma exulta,
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.

Evangelho
Mt 28, 8-15
«Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Maria Madalena e a outra Maria, que tinham ido ao túmulo do Senhor, afastaram-se a toda a pressa, cheias de temor e de grande alegria, e correram a levar aos discípulos a notícia da Ressurreição. Entretanto, Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante d’Ele. Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia. Lá Me verão». Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade participar aos príncipes dos sacerdotes tudo o que tinha acontecido. Estes reuniram-se com os anciãos e, depois de terem deliberado, deram aos soldados uma soma avultada de dinheiro, com esta recomendação: «Dizei: ‘Os discípulos vieram de noite roubá-l’O, enquanto nós estávamos a dormir’. Se isto chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e faremos que vos deixem em paz». Eles rece¬¬beram o dinheiro e fizeram como lhes tinham ensinado. Foi este o boato que se divulgou entre os judeus, até ao dia de hoje.

Carta do Senhor Patriarca aos diocesanos sobre o processo de avaliação do Sínodo Diocesano 2016

Carta sobre o processo de avaliação do Sínodo Diocesano 2016

Aos caríssimos sacerdotes, diáconos, consagrados e fiéis leigos do Patriarcado de Lisboa, sobre a avaliação do Sínodo Diocesano:

Desejo-vos a todos um Tempo Pascal muito preenchido pela presença do Ressuscitado nas vossas vidas, comunidades e famílias. Presença que nos certifica da sua vitória sobre a morte e tudo o mais que nos entristece e definha, como a pandemia, que havemos de superar também, com responsabilidade e determinação.
O Tempo Pascal no Patriarcado será particularmente dedicado à avaliação do Sínodo Diocesano, realidade por nós vivida desde 2014. Um caminho relativamente longo, que empreendemos para pôr em prática o grande programa pastoral proposto à Igreja pelo Papa Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), de 24 de novembro de 2013.
No número 25 da exortação, o Papa esclareceu bem o seu objetivo: «Aquilo que pretendo deixar expresso aqui, possui um significado programático e tem consequências importantes. Espero que todas as comunidades se esforcem por usar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma simples “administração”. Constituamo-nos em “estado permanente de missão”, em todas as regiões da terra».
No número 31, acrescentou o Papa: «Na sua missão de promover uma comunhão dinâmica, aberta e missionária, deverá [o bispo diocesano] procurar o amadurecimento dos organismos de participação propostos pelo Código de Direito Canónico e de outras formas de diálogo pastoral […]. Mas o objetivo destes processos participativos não há de ser principalmente a organização eclesial, mas o sonho missionário de chegar a todos».

Foi para concretizar esta indicação papal que, ouvido o Conselho Presbiteral, lancei a 22 de janeiro de 2014, Solenidade de São Vicente, Padroeiro do Patriarcado, o nosso Sínodo Diocesano. Seguiram-se cinco etapas de PREPARAÇÃO, em que centenas de grupos sinodais, envolvendo cerca de vinte mil diocesanos, estudaram os cinco capítulos da exortação apostólica e enviaram conclusões para o secretariado entretanto constituído. Com base nessas conclusões, seguiu-se a REALIZAÇÃO ou CELEBRAÇÃO, em novembro/dezembro de 2016, da assembleia sinodal, da qual saiu a Constituição Sinodal de Lisboa. Essa assembleia coincidiu com o tricentenário da qualificação “patriarcal” de Lisboa. Podeis ver na Vida Católica, órgão oficial do Patriarcado (quarta série, número 13, dezembro de 2017), muito do que se fez e propôs nessas duas fases do Sínodo.
De então para cá, dedicámos quatro anos à RECEÇÃO sistemática da Constituição Sinodal de Lisboa, em torno de quatro números axiais, escolhidos pelas vigararias: Número 38: Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé. Número 46: Viver a liturgia como lugar de encontro (com Deus e a comunidade). Número 53: Sair com Cristo ao encontro de todas as periferias sociais e geográficas. E também o Número 60, transversal a todos os outros: Fazer da Igreja uma rede de relações fraternas, na corresponsabilidade comunitária.
Foram muitas as iniciativas para a respetiva concretização, provindas dos Departamentos diocesanos ou organizadas vicarial e localmente. Lembro, por exemplo, quanto se fez em relação à Palavra de Deus e às condições para a sua proveitosa leitura, meditação e transmissão comunitária. O mesmo em relação à Liturgia, sobretudo com as ações de formação feitas pelo respetivo Departamento nas dezoito vigararias. Também o que se tem feito no campo sociocaritativo, em especial com as “semanas vicariais da caridade”, tudo a partilhar no Congresso de maio próximo. E sem esquecer o incremento das instâncias de corresponsabilidade comunitária, como os conselhos pastorais e económicos das paróquias, com a colaboração da vigararia geral.

É sobre este caminho de sete anos que faremos agora a necessária AVALIAÇÃO. O Secretariado do Sínodo Diocesano, junta a esta carta as indicações necessárias para que tudo se faça com boa cadência, participação e resultado. Dessa avaliação sobressairá o que melhor resultou e mais precisa de ser continuado, para que a nossa Igreja de Lisboa cresça em louvor, caridade e missão. A assembleia final de avaliação acontecerá a 18 e 19 de junho. Mas será fruto do que fizermos até lá. Conto muito com a colaboração de todos e de cada um!

Na Páscoa da Ressurreição do Senhor!

Lisboa, 4 de abril de 2021

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

4 abr 2021 «Oito dias depois, veio Jesus…»

DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Act. 10, 34a, 37-43; Sal. 117(118), 1-2, 16ab-17, 22-23; Col. 3, 1-4; Jo 20, 1-9

Primeira leitura
Act. 10, 34a, 37-43
Leitura do livro dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: «Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele. Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém; e eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz. Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se¬, não a todo o povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que Ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. É d’Ele que todos os profetas dão o seguinte testemunho: quem acredita n’Ele recebe pelo seu nome a remissão dos pecados».

Salmo responsorial
Salmo Sal. 117(118)
Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a Sua misericórdia.

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
e é admirável aos nossos olhos.

Segunda leitura
Col. 3, 1-4
Leitura da Epístola do apóstolo S. Paulo aos Colossenses
Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo Se encontra, sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Porque vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, então também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória.

SEQUÊNCIA PASCAL
À Vítima pascal
Ofereçam os cristãos
sacrifícios de louvor
O Cordeiro resgatou as ovelhas:
Cristo, o Inocente,
reconciliou com o Pai os pecadores.
A morte e a vida
travaram um admirável combate:
depois de morto,
vive e reina o Autor da vida.
Diz-nos, Maria:
Que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo,
e a glória do ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
precederá os seus discípulos na Galileia.
Sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos:
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.

Evangelho
Jo 20, 1-9
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
«Oito dias depois, veio Jesus…»

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.