Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 05 — FI_173_UnidadePastoral — FI_173_Alges
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1º SÁBADO – 4/OUTUBRO/2014
S. FRANCISCO DE ASSIS (1181-1226). Francesco Bernadone viveu a sua vida num encontro com Cristo pobre, livre e feliz. Cortou com a riqueza da família e reconduziu, na paz, a Igreja a Cristo.
Job 42, 1-3. 5-6.12-16 ; Sal 118, 66. 71. 75. 91.125.130 ; Lucas 10,17-24
O ENSINO DE S. FRANCISCO. O evangelho deste dia ressoa bem com o santo que festejamos, porque nos propõe as atitudes que S.Francisco ensina à Igreja: a alegria e o louvor, que são expressão do reconhecimento da acção de Deus nas nossas vidas; a capacidade de agir em nome nome Cristo e em resposta ao Seu apelo, que implica uma coragem envagélica; a humildade de guardar o Seu lugar e não construir a vida sobre o nosso poder mas sobre o Amor de Deus. É isto que, “paira no ar”, no intercâmbio espiritual entre Jesus e os Seus discípulos. Um intercâmbio quotidiano, simples, espontâneo, que também somos chamados a viver.
“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
1ª SEXTA-FEIRA – 3/OUTUBRO/2014
S. FRANCISCO DE BORJA (1510-72). Nobre, vivia na corte de Espanha como bom cristão. Pai de 8 filhos, a morte súbita da imperatriz Isabel feriu-o profundamente : “Não continuarei a servir senhor que me possa morrer”, exclamou. Entrou nos Jesuítas onde chegou a Superior Geral.
Job 38,1.12-21; 40, 3-5 ; Sal 138, 1-3. 7-10. 13-14ab ; Lucas 10,13-16
DIÁLOGO COM DEUS (Job 38,1.12-21;40,3-5 ; Luc.10,1-13-16). Sem dúvida que a desgraça de Corazaim e Betsaida é maior que a de Job ! Elas não viram, não escutaram. Os seus habitantes não aceitaram a mudança de vida que Deus lhes propunha. Job, pelo contrário, é a figura do justo. A cabrunhado pelas desgraças sem ter feito qual-quer mal, não deixa de dirigir-se a Deus, mesmo que seja para gritar a sua cólera. E quando Deus fala, ele cala-se em sinal de respeito. Na nossa vida, como fazemos este diálogo com Deus, quaisquer que sejam as situações?Gritamos para Ele? Aceitamos calar-nos para escutar a Sua voz?
“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
1ªQUINTA-FEIRA – 2/OUTUBRO/2014
STOS. ANJOS DA GUARDA. A Igreja celebra hoje os STOS. Anjos da Guarda, aos quais Deus confiou a missão de assegurar junto dos homens uma presença fraternal.
BTO. ANTÓNIO CHEVRIER (1825-79).“Aos pobres primeiro. Não tenhais medo de levar Cristo a todos os lugares, até às periferias existenciais”: século e meio antes desta exortação tão cara ao papa Francisco, já este francês se sentia chamado a aproximar-se dos que mais afastados estavam de Cristo e do Seu Evangelho. Em 1861 tomou a iniciativa audaciosa de comprar uma antiga sala de baile de má fama – o Prado – que transformou com valentia e confiança numa obra de preparação para a primeira comunhão! Ali acolhia gratuitamente os jovens que “nada têm, nada sabem, nada valem”. O padre Chevrier vivia no meio deles dando-lhes instrução de base e uma educação cristã. A sua fé, paciência e bondade causavam nestes jovens, conversões espectaculares. Para prosseguir e amplificar a sua acção, teve a ideia de criar uma “escola clerical” dedicada à formação de “sacerdotes pobres, para os pobres”. Assim nasceu a “Sociedade do Prado”, cujos primeiros padres foram ordenados em 1877, em Roma. Apóstolo das populações operárias em plena revolução industrial, este admirador do Cura d’Ars a quem fora pedir conselho em 1847, tinha uma elevadíssima ideia da missão do sacerdote: “É necessário, dizia aos 1OS seminaristas, que vos torneis santos ; é necessário que sejais luzes para conduzir os homens no bom caminho, fogo para reaquecer os frios e os gelados, imagens vivas de Deus na terra, para servirdes de modelos a todos os cristãos”.
Êxodo 23, 20-23a ; Sal 90,1-6.10-11 ; Mateus 18,1-5.10
EM SEGURANÇA NO CAMINHO (Êx.23,20-23a; Mat.18,1-5.10). A presença dos anjos é um convite para entrar no caminho. A caminhada com companhia é mais segura. O Livro do Êxodo recorda-nos uma das atitudes fundamentais da vida cristã: docilidade à voz de Deus, que nos dá a capacidade para discernir, entre os ruídos do mundo, o caminho que Ele nos indica, na certeza que Ele o tomará conosco. Isto exige certamente humildade, que se espelha na imagem das crianças, presente no Evangelho. Aceitar arriscar-me num caminho, com docilidade, sabendo que Deus não me abandona: este é o “convite – Boa Nova” dos anjos!
“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
QUARTA-FEIRA – 1/OUTUBRO/2014
STA. TERESA DO MENINO JESUS (1873-97). Humilde carmelita, natural de Alençon, é uma das santas mais conhecidas e amadas, cuja intercessão se invoca no mundo inteiro! Entrou no Carmelo de Lisieux com apenas 15 anos de idade mas, nos poucos anos que ali viveu, pelo suas virtudes, retratadas no diário que escrevera (“História de uma Alma”, publicado depois da morte) depressa tornou reconhecido o seu caminho de infância espiritual e de abandono ao amor de Deus. São João-Paulo ll proclamou-a Doutora da Igreja em 1997.
Job 9, 1-12.14-16 ou Isaías 66,10-14c ; Sal 87,10bc-15 ; Mateus 18,1-5 ou Lucas 9, 57-62
FONTE ESCONDIDA (Is.66,10-14c). “A alegria interior mora no mais profundo da alma; pode ser possuída quer numa obscura prisão quer num palácio…”, dizia STA. Teresa de Lisieux. Ela falava duma alegria cuja fonte está escondida, duma alegria que não depende dos acontecimentos e brota da certeza deslumbrada de ser amados por Deus. É a alegria que Isaías celebra. Nós podemos acolher esta promessa de paz e de vida, deixando-a transformar-nos profundamente, mantendo-nos como crianças diante dela com a boca aberta de espanto.
“AQUELE QUE SE FIZER PEQUENO…” (Mateus 18,1-5). Sabe-se o acolhimento que Jesus reservava às crianças, mas conhece-se pior o estatuto das crianças, na cultura do Seu tempo. Nada que se compare ao da “criança-rei” contemporâneo! As crianças eram numerosas, morriam novas, e enquanto não atingiam a idade para se tornar úteis à sociedade, esses frágeis e dependentes pequeninos eram desprezados, porque, embora representassem a esperança do futuro, eram uma sobrecarga demasiado pe-sada nas famílias pobres. A tradução “fazer-se pequeno” suaviza o texto: Jesus lembra que a criança é um ser “humilhado” que deve a sua vida e sobrevivência aos outros. Eis o que Jesus nos convida a acolher, eis, sobretudo, o estatuto que nos convida a aceitar!
“EU SEGUIR-TE-EI…” (Luc.9,57-62). É relativamente fácil responder “conjugando o futuro” : Eu seguir-Te-ei ! Porém Jesus põe-nos em guarda contra as ilusões : trata-se sempre do dia de hoje, deste instante em que Deus me faz sinal e me chama. Tudo depende do nosso acolhimento – agora, neste instante – da Presença divina. Nada mais conta: os nossos raciocínios e sabedoria, as nossas conveniências familiares ou até a nossa piedade filial, nada mais serão do que obstáculos quando Deus nos quiser chamar para O seguir! Será que terei de renunciar a algumas coisas? Terei, sobretudo, que encontrar o sentido dessas renúncias! A iniciativa de Deus – porque Ele me ama primeiro – não vem sobrepor-se à minha vida, e, menos ainda, contrariá-la. Serei eu hoje capaz de ouvir o apelo de Cristo? Será que vou viver ao ritmo de Deus, interiorizando o Tempo de Deus?
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