S. CAMILO DE LÉLLIS (1550-1614). Orfão desde o berço, viveu até aos 25 anos uma vida de libertino e jogador ao ponto de ter de mendigar. Chagas nos pés levaram-no ao hospital durante 4 anos, onde conviveu com S.Filipe de Néri. Foi ao ver a forma negligente como os assalariados tratavam os doentes que teve a idéia de fundar a “Congregação dos Ministros dos Enfermos” que também prestassem assistência corporal e espiritual aos do-entes em casas particulares. O tratamento dos empestados em Nápoles e Roma foram a prova de fogo destes religiosos enfermeiros que, dizia S.Camilo de Léllis, deviam ter sempre “as mãos empapadas de caridade”.
Isaías 1,10-17 ; Sal 49, 8-9. 16bc-17. 21. 23 ; Mateus 10, 34-11,1
A COERÊNCIA NECESSÁRIA (Is.1,10-17). Em Isaías, Deus revela-Se muito severo sobre a forma como estamos ausentes nas nossas orações, nas oferendas e nas nossas assembleias: Ele espera de nós coerência entre a liturgia que celebramos e o coração com que O habitamos, entre a nossa intenção e os actos que a confirmam. Revestido de uma tarefa missionária, podia esperar-se que Isaías partisse de imediato para longe, para terras de pagãos, como Jonas. Mas não, ele dirigiu-se aos mais próximos. Se é verdade que todo o cristão é missionário pelo baptismo, na maioria dos casos será ao seu meio habitual, no qual vive, que deve primeiro levar a Boa-Nova. Não apenas aos pagãos que o rodeiam, mas também a todos os cristãos com quem convive. Será sobretudo aí que esse jogo de paz e de guerra (simbolizado pela espada) irá decorrer.
PERDER A VIDA POR CAUSA DE CRISTO (Mateus 10,34–11,1). É igualmente num contexto familiar que termina o ensino de Jesus, relatado por Mateus, sobre a missão. Será aí, nos encontros, permanentes ou inesperados, que aprendemos a tornar-nos dignos d’Aquele por quem militamos, ao mesmo tempo missionários e evangelizados. E isto “perdendo” a própria vida. Por exemplo, aturando um parente ou alguém que nos incomoda mas tem necessidade de ser ouvido; isso será como dar um copo de água a um “pequenino”: não fica sem recompensa. Por vezes, será ainda talvez resistir à tentação de abandonar a assembleia dominical só porque nos desagrada a liturgia. Se porém perseverarmos, O Senhor far-nos-á compreender que é nessa oração comunitária, que vive-remos e sentiremos verdadeiramente o coração da Igreja. Ser apóstolo e missionário, aqui e agora, onde Deus nos colocou, não é pois tarefa que possa ser malbaratada, visto ser O próprio Deus que no-la dá; hoje e sempre.



Deverá estar ligado para publicar um comentário.