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SEGUNDA-FEIRA – 31/MARÇO/2014

SEGUNDA-FEIRA – 31/MARÇO/2014

SaoBenjamimS. BENJAMIM (422). Diácono, evangelizava a Pérsia com o seu bispo e convertia muitos magos e sacerdotes adoradores do deus sol. O rei Varanes proibiu-o de continuar a fazer prosélitos mas ele recusou obedecer-lhe. Torturado, sofreu o sacrifício da empalação, sem renegar a fé.

Isaías 65,17-21 ; Sal 29, 2. 4-6.11-12a.13b ; João 4, 43-54

JesusCuraOFilhoDoFuncionarioRealA VIDA É UM CAMlNHO PARA A FÉ PURA. As leituras desta semana começam com a nota feliz de Isaías que nos faz antecipar a Páscoa e a alegria da renovação de todas as coisas no mistério de Cristo. Isaías descreve-nos a felicidade escatológica e, no evangelho, S.João, no milagre da cura do filho do funci- onário pagão que prefigura todos aqueles que serão baptizados, faz-nos contemplar as suas primícias. Por duas vezes, o funcionário real acredita em Jesus. Primeiro, ao ouvi-lO dizer: “Vai, o teu filho vive”. Depois, ao chegar a casa e constatar a cura do filho. Será que a fé deste homem na palavra de Jesus não era verdadeira ? Claro que era ! Só que acreditar não é o mesmo que carregar num interruptor. A nossa fé é um caminho de crescimento, com combates difíceis e progressos inesperados. Na Sua misericórdia, Cristo envia-nos si-nais para nos dinamizar a fé. Todos caminhamos para a luz, o amor, a vida. Agradeçamos-lhE os Seus dons, sem todavia nos apegar-mos a eles. O Senhor convida-nos à fé pura. Tal como o oficial romano, ser-nos-á necessário acreditar, ou melhor, será necessário que deixemos entrar em nós o dom da fé ; então, na Páscoa, a vida nova penetrar-nos-á e a luz iluminará tudo à nossa volta. Aparentemente isto é coisa pobre e pequena e acontece sem nada de extraordinário visivel exteriormente, mas, ainda que seja só um pequeno passo interior, criará em todos os que a ela se abrirem uma rede da graça invisível tão sólida que será capaz de manter o mundo e os homens vivos, na força dO Ressuscitado.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)

IV DOMINGO DA QUARESMA – 30/MARÇO/2014

IV DOMINGO DA QUARESMA – 30/MARÇO/2014

Directo, 11h: Angelus Domini

SaoJoaoClimacoS. JOÃO CLÍMACO (575-649). Autor de um tratado de espiritualidade “A escada do Paraíso”, onde descreve o itinerário a seguir para se alcançar a perfeição cristã em total união com Deus. Viveu no Sinai cinquenta anos, primeiro como eremita depois como monge.

1 Samuel 16,1b. 6-7.10-13a ; Sal 22,1-6 ; Efésios 5, 8-14 ; João 9,1-41

OCegoDeNascencaLavaSeNaPiscinaO GESTO DA CRIAÇÃO (João 9,1-41). O episódio do cego de nascença constituiu uma cura “banal” entre muitas outras, mas se o evangelista lhe dá relevo e a descreve tão pormenorizadamente é porque viu neste milagre uma imagem do baptismo cristão. Nesta perspectiva o texto sugere-nos muitas reflexões. O cego nada pede a Jesus. São os discípulos que se interrogam : “Porque nasceu este homem cego ?” Jesus responde com uma acção de cura fazendo sobre o cego o gesto da criação: “Cuspiu no chão e, com a saliva, fez lama que aplicou nos olhos do cego”. E disse-lhe: “Vai lavar-te à piscina de Siloé”. O cego não sabe aparentemente nada acerca de Jesus mas obedece e, quando volta, recuperou a vista. A deficiência deste homem e a sua cura tornou-se caminho de fé. Mas o caminho da fé é cheio de dificuldades. Os vizinhos ficam divididos a seu respeito, os fariseus importunam-no com perguntas e, colocando em dúvida a sua enfermidade, interrogam os parentes que lhes dizem: “Ele já tem idade para responder por si mesmo”. É também o nosso caso, porque, apesar da maioria ter recebido o baptismo em idade inconsciente, não se é cristão só por se ter nascido numa família cristã ou por se ter estudado numa instituição de religiosos ou de religiosas, mas por um dia se ter feito uma escolha pessoal, consciente, relativamente a Cristo. No centro das dificuldades, o ex-cego progride na fé em Jesus. Ele reconhece nesse “homem chamado Jesus” um“profeta” e pergunta com humor aos fariseus : “ Será que também quereis tornar-vos seus discípulos?” Por fim diz algo evidente, impossivel de contestar: “Se Ele não viesse de Deus, nada poderia fazer” e ainda menos o que tinha feito : abrir-lhe os olhos a ele, cego de nascença ! E levando o testemunho até ao fim, confessa a sua fé prostrando-se:“Eu creio, Senhor!” Ao proceder assim, ele entra na luz de Jesus. Trata-se duma escolha que tem de ser renovada todos os dias, porque O Espírito, tal como o corpo, necessita alimentar-se e“respirar”diariamente. “Tu crês nO Filho de Deus ? Acreditas que só Ele tem poder para abrir os olhos a um cego de nascença ? Palavras que nos interpelam ainda mais fortemente com a aproximação da Páscoa. Sim, eu creio Senhor !

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)

SÁBADO – 29/MARÇO/2014

SÁBADO – 29/MARÇO/2014

S.BERTHOLD (séc.XII). Cruzado francês, que criou um ermitério no Monte Carmelo, na Terra Santa.

Oseias 6, 1-6 ; Sal 50, 3-4.18-19. 20-21 ; Lucas 18, 9-14

OPublicanoEOFariseuQUEM IRÁ PARA O CÉU? (Luc.18,9-14).  Eis uma história autêntica. Na juventude, uma mulher terá  respondido à sogra, que a interrogava inquieta com a sua pouca saúde : “Eu não estou nada preocupada.  Se eu não for para o Céu, não sei quem irá !” Esta jovem estava de completa boa fé.   Apresentava-se como bom exemplo pela sua piedade, satisfeita com a sua conduta. Um pouco como o fariseu do evangelho. O orgulho pode cegar-nos, ao ponto de não notarmos, com o publicano, como é enorme a necessidade de sermos salvos por Deus. Quer a nossa conduta seja próxima da do fariseu ou do publicano, façamos nossa a oração daquele que se humilha : “Meu Deus, tem piedade do pecador que eu sou !”

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris).

SEXTA-FEIRA – 28/MARÇO/2014

SEXTA-FEIRA – 28/MARÇO/2014

BeatoManuelDomingosSolBTO. MANUEL DOMINGOS SOL (1838-1909).  Santo apóstolo das vocações sacerdotais, fundou em Espanha os “Colégios de S. José” para seminaristas pobres. Instituiu a “Irmandade dos Sacerdotes Operários Diocesanos do Coração de Jesus” presente em vários países e que já deu muitos santos à Igreja (só na Guerra Civil Espanhola morreram 30).  “O escapulário é o meu escudo, defesa e esperança, pois representa o amor, a protecção e as promessas da minha mãe”.  Beatificado pelo Papa João Paulo ll (1987).

Oseias 14, 2-10 ; Sal 80, 6c-11ab.14.17 ; Marcos 12, 28b-34

“EU SEREI PARA lSRAEL COMO O ORVALHO…” (Os.14,2-10). Se desejamos verdadeiramente conhecer Deus, meditemos e deixemo-nos penetrar pelas comparações utilizadas na Escritura.  Hoje a 1ª leitura fala-nos do orvalho com os seus efeitos na floração e enraizamento, com as imagens de beleza e perfume daí decorrentes.

OEscribaEJesusDAR A SUA VIDA (Marc.12,28b-34).  “Tu não estás longe dO Reino de Deus”. O louvor de Jesus ao escriba surpreeende. Este compreendera que o amor de Deus e o amor do próximo “valem mais que todas as oferendas e sacrifícios”. A vida cristã não se limita às ofertas de dinheiro ou de tempo, ao sacrifício dos prazeres ou de alimento.  Ela empenha-nos por inteiro : “Tu não quiseste nem oferenda nem sacrifício (… ) então eu disse : “Eis-me aqui”, afirma o salmista. O orvalho dO Espírito fará renascer e desenvolver em nós os dois mandamentos : amar a Deus e amar o próximo. A profundidade e intensidade da acção do orvalho, compreender-se-á melhor se meditarmos nas expressões “totalitárias” do evangelho: com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu espírito e com toda a tua força!

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris).