Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 23 — FI_154_UnidadePastoral — FI_154_Alges
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SÁBADO – 22/MARÇO/2014
SÁBADO – 22/MARÇO/2014
Miqueias 7,14-15.18-20 ; Sal 102,1-4. 9 ; Lucas 15,1-3.11-32
“TU LANÇARÁS OS NOSSOS PECADOS AO FUNDO DO MAR…” (Miqueias 7,19c). Que imagem tão poderosa do perdão de Deus! A imensidade do mar, o abismo das profundezas, evocam admiravelmente a infinita misericórdia divina, a totalidade sem falhas do Seu perdão.
“ELE ESTAVA PERDIDO E FOI REENCONTRADO.” (Luc.32b). A Quaresma permite-me ver claro a medida do convite de Cristo para me deixar renovar por Ele. Talvez eu também tenha, qual filho pródigo, delapidado a minha herança espiritual, devido ao desregramento dos meus pecados. Talvez sinta o desejo de reconsti-tuição do meu ser dividido: embora “ainda longe”, procuro como fazê-lo. Mas todos nós somos sobretudo procurados. E Aquele que nos procura e nos descobre ainda longe, corre para nos voltar a entregar tudo o que perdemos : a sólida limpidez do amor divino.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)
Morreu o “pai” das famílias numerosas (RR)
Fernando Castro dedicou-se à causa da natalidade e da defesa dos direitos das famílias com mais de dois filhos. O corpo está em câmara ardente na Igreja de São Domingos de Rana, havendo missa às 21h00. O funeral realiza-se no sábado.
Porque um dos filhos é o P. Marcos Castro, que recebeu o sacramento da Ordem com o P. Ivo Santos, a nossa referência e oração.
Fernando Castro recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Santo Padre Bento XVI.
SEXTA-FEIRA – 21/MARÇO/2014
SEXTA-FEIRA – 21/MARÇO/2014
Génesis 37, 3-4,12-13a.17b-28 ; Sal 104,16-21 ; Mateus 21, 33-43. 45-46
“ESTE É O HERDEIRO : MATÊMO-LO!” Isaac é poupado : Deus provou até ao fim a obediência de Abraão. José é poupado : Rubem convence os irmãos a lançarem-no antes à cisterna. Ambos são figuras anunciadoras d’Aquele que, esse sim, não será poupado : forma particular do pecado, a inveja faz de nós confiscadores. O poeta Artur Rimbaud, provocador, escreveu que Cristo é “o eterno ladrão das energias”(As Primeiras Comunhões, 1871). Cristo é o único verdadeiro confiscador. Ele confiscou a morte, para nos dar a energia da Páscoa. A parábola da “vinha” do evangelho deve ler-se ao nivel da época : a “obra do dono do campo” é a Aliança de Deus com Israel, e os “vinhateiros”, a quem ela foi confiada, são os chefes e os doutores do povo. Não se diz que eles não tenham trabalhado, mas fizeram o trabalho para seu proveito: para o poder espiritual sem dúvida, mas também para a riqueza. Foi a falta de desprendimento que os impediu de servirem a Aliança em profundidade, de reconhecerem os profetas quando estes surgiram e os levaram a matar Jesus.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)
QUINTA-FEIRA – 20/MARÇO/2014
QUINTA-FEIRA – 20/MARÇO/2014
Jeremias 17, 5-10 ; Sal 1,1-4. 6 ; Lucas 16,19-31
STA. FOTINA (mesma raiz de PHOTOS, «luz», ou seja, a «Luminosa») (séc.I). Na tradição grega, ela é a Samaritana do Evangelho de S. João (4,11-42), aquela que encontrou Jesus no poço de Jacob. Terá sofrido o martírio em Roma, no tempo do imperador Nero, juntamente com os seus dois filhos José e Victor.
MALDITO SEJA O HOMEM…,BENDlTO SEJA O HOMEM…(Jer.17,5-10). Na primeira leitura e no salmo referem-se dois homens cujas atitudes são absolutamente contrárias. Será que são duas pessoas muito diferentes ? A reflexão de Jeremias, tão desagradável, acerca do ser humano: “O coração do homem é complicado e doente”, diz-nos que não. Simultâneamente santo e pecador, egoísta e generoso, consciente de Deus e apoiando-se, como num absoluto no que não é de Deus, eis a realidade do homem !
PROVA, CONVICÇÃO, e FÉ-CONFIANÇA (Luc.16,19-31). A parábola do rico mau e do pobre Lázaro completa as duas primeiras leituras. Também em nós há um rico e um pobre. O “rico” que somos, ou pensamos ser diante dos homens, pode não nos saciar e até deixar morrer de fome o “pobre” que somos diante de Deus. Esta parábola lembra-nos que a escuta confiante da Palavra é uma bússola que permanentemente temos a apontar-nos a rota do bem, da caridade, da partilha e do perdão. A “prova”- que eventualmente receberíamos de alguém que regressasse dos mortos: “faz o bem enquanto ainda tens tempo” – não pode substituir a “fé-confiança”, nem dar-nos a “convicção” e o desejo de persistir no bem através do combate espiritual. Jesus faz ressurgir Abraão do fundo dos séculos, para para nos fazer compreender como um coração doente e complicado pode curar-se e simplicar-se. Tenho que escutar a Palavra e fazê-la passar para a minha vida!
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