Arquivo da categoria: Início

VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 2/MARÇO/2014

VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 2/MARÇO/2014

Directo 11h: Angelus Domini

S. NICOLAU DE FLUE (1447-1487). Pai de família piedoso, nos últimos vinte anos da sua vida retirou-se, com o consentimento da mulher, para um ermitério próximo de casa.  A sua oração contínua e a sua mortificação (vivia em jejum permanente) tornaram-no conhecido e todos acorriam a pedir-lhe conselho. Mediador no conflito entre os Cantões da Suiça, evitou uma guerra eminente entre eles. Por isso é considerado o “pai da Suiça” e seu Padroeiro. O papa João Paulo ll na homilia pela paz, em Flueli (1984), apresentou-o como alguém que recorda a nossa rsponsabilidade pela paz do mundo.“Senhor, arranca de mim tudo aquilo que afasta de Ti. Senhor, dá-me também tudo o que me conduz a Ti. Senhor, segura-me a mim próprio e dá-me tudo o que é próprio de Ti.

Isaías 49,14-15 ; Sal 61, 2-3. 6-9ab ; 1 Cor.4,1-5 ; Mateus 6, 24-34

OSermaoDaMontanhaANTECIPAR A SOLICITUDE DE DEUS (Mat.6,24-34). O Pai celeste alimenta as aves do céu e veste os lírios do campo… garante-nos o evangelho deste domingo. Porém, esta solicitude de Deus connosco nem sempre é também evidente, quando por exemplo se acaba de perder o emprego, se está doente ou magoado pela morte de um familiar. Promessa vã? O evangelho testemunha que, por vezes, é necessário antecipar a solicitude de Deus. Se Maria não visse que faltava o vinho nas bodas de Caná, será que Jesus teria transformado a água das talhas ?  Se os dis-cípulos não se preocupassem em alimentar a multidão que seguia Jesus, teria Ele multiplicado os pães ? E se Marta não tivesse organizado e preparado o serviço para acolher Jesus e os Seus discípulos…? Compete-nos ter o cuidado das coisas temporais, sobretudo quando se tratar da solidariedade para com os outros.  Não podemos excusar-nos do serviço aos outros, sob o pretexto que Deus providenciará. O cuidado do outro é indispensavel para fazer chegar o reino de Deus.“Procurai primeiro O Seu Reino e a Sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo” (Mateus 6,33). Ora nós sabemos pela experiência que esta palavra nem sempre se cumpre.  Então, ou rompemos o contacto com Deus ou aceitamos que nem sempre compreendemos e mantemos a relação com Ele quaisquer que sejam as condições. Job, Marta Robin, Etty Hillesum, Alexandrina de Balazar e tantos outros menos conhecidos, testemunham que é possivel atravessar o sofrimento sem interromper o diálogo com Deus.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

1º SÁBADO – 1/MARÇO/2014

1º SÁBADO – 1/MARÇO/2014

SaoRosendoS. ROSENDO, BENEDITINO (907-77). Nasceu em Monte Córdova, concelho de STO. Tirso. Eleito bispo de Mondoñedo com 18 anos dedicou-se à reconstrução cristã, formando o clero, criando obras de caridade e reorganizando os mosteiros (fundou o Mosteiro de Celanova, dinamizador da cultura e do desenvolvimento dos reinos da reconquista cristã).

Tiago 5,13-20 ; Sal 140,1-3. 8 ; Marcos 10,13-16

OS GESTOS DE TERNURA. As duas leituras de hoje evocam gestos. Gestos de Jesus que abraça crianças, abençoa-as e impõe-lhes as mãos; gestos dos discípulos que não hesitam tocar os corpos doentes para os ungir com óleo perfumado. As palavras, mesmo de oração, não são suficientes para expressar a ternura de um Deus que veio desposar a carne do homem.
Ao pedir-nos que sejamos“como as criancinhas”, Jesus faz-nos, olhar para a nossa origem. Cada um de nós foi um dia uma criança ainda próxima dO Pai, com algo de puro de inocência, de confiança total. Na verdade, a imagem de Deus está inscrita em nós desde o início e só temos que deixá-la remontar do íntimo do coração, onde Deus permanece vivo. Mas Jesus faz-nos também olhar para o nosso destino de filhos de Deus. É disto que devemos ganhar consciência, é este o objectivo que devemos cultivar. Somente nesta dimensão filial estaremos verdadeiramente vivos, face a Deus nosso Pai.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)

SEXTA-FEIRA – 28/FEVEREIRO/2014

SEXTA-FEIRA – 28/FEVEREIRO/2014

Visita do Santo Padre Francisco ao Seminário maior de Roma (vídeo não publicado a partir de Roma).

BTO. DANIEL BROTTIER (1876-1936).  Sacerdote da “Congregação do Espírito Santo”(Espiritanos), é considerado o 2º fundador do orfanato “Orfãos Aprendizes d’Auteuil” (quando foi nomeado director eram 140 os orfãos e, na data da sua morte, já eram 1400).  Conseguiu-o à custa de muito trabalho e imaginação, colocando-se sempre nas mãos de Deus e da sua intercessora STA. Teresinha do Menino Jesus.

Tiago 5, 9-12 ; Sal 102,1-4. 8-9.11-12 ; Marcos 10,1-12

BENÇÃO (Salmo 102).  O Salmo coloca-nos num ambiente de bênção. Se o homem pode bendizer Deus é porque Deus o abençoou primeiro : dando-lhe a vida (Génesis 1), recriando-o em Cristo (Efésios 1, 5). Que será dar graças, senão maravilhar-se com o que este Deus é , e  com o que Ele cumpriu – como se canta nos versículos 1-4. 8-9. 11-12 escolhidos?  O salmista exorta-se a si próprio no mais íntimo. A bênção implica descer àquele lugar do coração onde O Espírito está a agir, onde o acto de fé,  de esperança e de caridade se torna possível, até no meio do sofrimento e dos combates.

O QUE DEUS UNIU, NÃO O SEPARE O HOMEM (Marcos 10,1-12).  Jesus reconduz-nos aqui a um valor hoje fora de moda, mas  essencial: a fidelidade, que tem por fonte o amor e a confiança ; é-se fiel por acreditar no outro.    E se é verdade que somos fracos e inconstantes, Deus, pelo contrário, permanece fiel porque o Seu amor por nós é eterno e o Seu olhar aguarda-nos sempre. Múltiplas vezes Ele renovou a Sua aliança, quebrada pelo povo de Israel, e é Cristo que junta pessoalmente cada um de nós numa aliança eterna. Pelo dom que Ele faz de Si mesmo, Jesus guarda-nos na Sua fidelidade e, é nela, que marido e mulher se recebem um ao outro.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

QUINTA-FEIRA – 27/FEVEREIRO/2014

QUINTA-FEIRA – 27/FEVEREIRO/2014

SaoGabrielDeNossaSenhoraDasDoresS. GABRIEL DE NªSª DAS DORES (1838-1862).  Exemplo para a juventude do nosso tempo (morreu com apenas 24 anos), entrou em 1856 na “Congregação da Paixão de Jesus Cristo” (Passionistas) onde viveu uma vida aberta à união com Deus e ao exercício de todas as virtudes, em especial a humildade e a obediência.   Distinguiu-se pela devoção a NªSª e pelo seu amor incondicional a Jesus crucificado.  Canonizado em 1920 pelo Papa Bento XV.

Tiago 5, 9-12 ; Sal 48,14-20 ; Marcos 9, 41-50

A EXIGÊNClA DA SANTIDADE (Marcos 9,41-50).  As imagens são chocantes se esquecermos o que elas querem significar : a exigência de santidade que obriga muitas vezes a escolhas radicais.  Assim, podemos escutar neste evangelho um convite a determinar o que nos afasta ou aproxima de Deus, aquilo que nos dilata coração e o torna atento aos outros.    A resposta tem de ser pessoal e presupõe esse sal da sabedoria que é dom de Deus, esse sal da aliança (Levít.2,13) sabiamente revivificado na oração e na escuta da Palavra. De facto, como avaliar uma situação, para além das simples aparências, sem a ajuda dO Espírito?