Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 26 — FI_146_UnidadePastoral — FI_146_Alges
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III DOMINGO DO TEMPO COMUM – 26/JANEIRO/2014
III DOMINGO DO TEMPO COMUM – 26/JANEIRO/2014
STA. MARGARIDA,da HUNGRIA (1242-1270). “Aprecio infinitamente mais O Rei do Céu e a inconcebível felicidade de possuir Jesus Cristo do que a corôa que me oferecia o rei da Boémia”, escreveu esta dominicana, irmã mais nova de STA. Cunegundes da Polónia e sobrinha de STA. Isabel da Hungria.
STA. PAULA (347-404). S.Jerónimo convenceu esta viúva romana a consagrar a sua vida, depois de já ter criado os filhos. Com a filha, futura STA. Eustochium, foi para Belém onde fundou 2 mosteiros.
Isaías 8, 23b–9.3 ; Sal 26, 1. 4.13-14 ; 1Coríntios 1,10-13.17 ; Marcos 4,12-23
“O POVO QUE ANDAVA NAS TREVAS VIU UMA GRANDE LUZ…” (Isaías 8,23). Jesus inicia a Sua vida pública. A profecia de Isaías para o povo que caminhava nas trevas realiza-se. João Baptista fora preso e “a partir desse momento”, Jesus surge : põe-Se a proclamar a iminência dO Reino de Deus. A partir daí, tudo muda para Jesus, para os Seus contemporâneos e para a história da humanidade: Deus
revela-Se como Pai ; O Filho é um homem no meio do Seu povo ; O Espírito colabora na difusão da Boa-Nova. Jesus chama os discípulos. Desde o início, O Filho de Deus não ficou sózinho. A fim de assumir a Sua missão escolheu homens e mulheres para com Ele anunciarem o Evangelho. Juntos percorrem toda a Galiléia ensinando nas sinagogas, proclamando a vinda dO Reino e curando os doentes. Os “pescadores de homens”, companheiros da 1ª hora foram Simão-Pedro e o irmão André, e Tiago e João, filhos de Zebedeu. Ah, se os nossos nomes pudessem continuar hoje esta lista ! Mateus dá-nos neste evangelho duas indicações muito concretas. A primeira, é a insistência sobre o lugar geográfico da prégação de Jesus: Galileia terra de miscigenação étnica, longe do “establishment” religioso e social do Seu tempo. A segunda é a citação de Isaías (Isa.8,23) que fala precisamente destes territórios tornados província da Assíria em 734~732 a.C. Assim Mateus põe a prégação de Jesus na perspectiva do cumprimento das promessas de Deus a respeito do Seu povo. Com a vinda de Cristo já não se trata de uma libertação pontual mas de uma libertação definitiva das trevas da morte e do pecado.
Talvez possamos deter-nos nas oposições luz- trevas, imobilismo (posição sentada) – movimento (erguer-se, caminhar, seguir). Deixemo-las entrar nas profundezas da nossa vida, pois o acolhimento da luz que nos é pedido não é primeiro de ordem moral. Trata-se sobretudo de voltar-se para alguém, para Cristo, “luz nascida da luz”, e perceber a dimensão do dom que a Sua presença e chamamento constituem. Uma presença que nos transforma se o consentirmos e incita a “mudar-nos” para os lugares interiores e exteriores de “miscigenação” e de criatividade, afim de a Boa Nova dO Reino se difundir. Para ser assim, criemos raízes na oração, na meditação das Escrituras e no melhor da tradição da Igreja, capazes de vencer os medos e de caminhar para o desconhecido, como fizeram Simão, André, Tiago e João.
“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris.
SÁBADO – 25/JANEIRO/2014
SÁBADO – 25/JANEIRO/2014
8ºDIA DO OITAVÁRIO: JUNTOS, PROCLAMAMOS O EVANGELHO. Deus de todas as graças, Tu que com o poder dO Espírito Santo, enviaste O Teu Filho Jesus Cristo para resgatar Teu povo. Uni-nos na nossa diversidade, afim de poder professar e anunciar juntos a Boa Nova da vida, morte e ressurreição de Cristo, num mundo que aguarda o Seu Evangelho.
CONVERSÃO DE S.PAULO. Na estrada de Damasco, Cristo ressuscitado revelou-Se a Saulo, intransigente defensor da tradição hebraica, e transformou-o no Apóstolo Paulo, que levaria a mensagem cristã para fora dos meios judeus.
Actos 22, 3-16 ou 9, 1-22 ; Sal 116,1-2 ; Marc 16,15-18
No final do “OITAVÁRIO”, recordemos a pessoa e a mensagem de Paulo sob este ângulo específico da unidade. Não deixou ele unificar-se e reconciliar-se consigo mesmo por Cristo, que acolheu como seu Senhor e procurou conhecer mobilizando todas as energias ?
Não trabalhou para derrubar as barreiras do ódio e da desconfiança no seio das primeiras comunidades, favorecendo a integração dos cristãos vindos do paganismo ? Sejamos nós também artífices da unidade, aceitando o indispensável trabalho de pacificação interior.
“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)
SEXTA-FEIRA – 24/JANEIRO/2014
SEXTA-FEIRA – 24/JANEIRO/2014
7ºDIA DO OITAVÁRIO: JUNTOS, PERTENCEMOS A CRISTO. Nós Te damos graças, Ó nosso Deus, pela benção que concedes a todos e a cada um dos membros dO Corpo de Cristo, através dos dons dO Teu Espírito. Ajuda-nos a apoiar-nos uns aos outros, a respeitar as nossas diferenças, e a trabalharmos pela unidade de todos os que na terra invocam Jesus como Senhor.
S. FRANCISCO DE SALES (1567-1622).“A humildade aperfeiçoa-nos perante Deus e a mansidão perante o próximo”, dizia este bispo de Genebra-Annecy, um dos grandes espíritos do seu tempo. Prégador e escritor, foi co-fundador, com STAJoana Francisca de Chantal, da “Ordem das Visitação”. É Doutor da Igreja desde 1877.
1 Samuel 24, 3-21 ; Sal 56, 2-4. 6.11 ; Marcos 3,13-19
A CADA UM, UMA MISSÃO ÚNICA (Marc.3,13-19). Lermos que Jesus “chama quem quer”, pode fazer-nos sen- tir incomodados. Não será isso uma forma de arbitrariedade divina ? Como compreender a noção de eleição ?
Talvez recordando-nos que o amor de Deus é diferenciado, que cada um tem uma identidade específica e uma missão única na história da salvação. Se nós estamos aqui a tentar ler a Palavra e a procurar compreendê-la, não será porque Cristo nos procura e nos pede para ser membros bem vivos do Seu Corpo (que não se confunde com uma posição na hierarquia, pois ela não existe) ?
“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)
QUINTA-FEIRA – 23/JANEIRO/2014
QUINTA-FEIRA – 23/JANEIRO/2014
6º DIA DO “OOUC” :JUNTOS, PROCURAMOS ESTAR DE ACORDO. Deus de amor, Tu dás-nos testemunhas proféticas nos tempos de conflitos e divisões. Quando Te procurarmos, Senhor, envia-nos O Teu Espírito Santo para que faça de nós artífices da reconciliação, unidos num igual espírito e pensamento. Nós To pedimos por Jesus Cristo, Nosso Senhor.
STA. MARlANA COPE (1838-1918). Irmã franciscana de Siracusa, Sicília, que se dedicou durante 35 anos a cuidar dos leprosos das ilhas Hawai. Canonizada por Bento XVl em 2012.
1 Samuel 18, 6-9;19,1-7 ; Sal 55, 2-3. 9-13 ; Marcos 3, 7-12
“… ATRÁS DELE IA UMA GRANDE MULTlDÃO” (Marcos 3,7-12). Com a multidão variada do evangelho, tentemos ir hoje até Jesus, deixando-nos tocar e viver pela Sua Palavra e reconhecendo os nossos males e as nossas faltas como todos aqueles homens e mulheres, desejosos de serem curados. Saibamos reconhecer que, demasiadas vezes, nós vivemos, lamentamo-nos e alegramo-nos como se Ele não existisse.
O gesto destes doentes manifesta uma esperança louca: desespero e respeito misturam-se.
Mas não nos apressemos a classificar o seu comportamento como supersticioso ou mágico.
É necessário primeiro saber que o verbo “precipitar-se” aqui usado significa “agarrar”ou ainda “reter”. Aqueles que sofrem aproximam-se de Jesus e tentam retê-lO. A cura passa pelo corpo, pelo contacto corporal, que com a sua ternura e proximidade manifesta comunhão. “Deus connosco”, é no Seu corpo que Jesus sentirá a violência dos homens e conhecerá o sofrimento ; é com O Seu corpo“transfigurado”, restaurado em Deus que entrará na glória.
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