24 jan 2017

01-24_san_francesco_di_sales_agMEMÓRIA DE SÃO FRANCISCO DE SALES, Bispo, Doutor da Igreja, +1622

Nasceu na Sabóia no ano 1567. Ordenado sacerdote, trabalhou muito pela restauração da fé católica na sua pátria. Eleito bispo de Genebra, mostrou-se verdadeiro pastor do clero e dos fiéis, instruindo-os com os seus escritos e obras, feito modelo para todos. Morreu em Lião a 28 de Dezembro de 1622, mas foi sepultado definitivamente em Annecy a 24 de Janeiro do ano seguinte.

A Segunda Leitura do Ofício propõe uma passagem da sua obra «Introdução à Vida Devota», sobre a devoção nos diversos estados de vida (Parte 1, cap. 3) (Sec. XVII):

Na criação Deus ordenou às plantas que produzissem os seus frutos, cada qual segundo a sua espécie; do mesmo modo ordena Ele aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzam frutos de devoção, cada qual segundo a sua qualidade, o seu estado e a sua vocação.
A devoção deve ser exercida de maneira diferente pelo fidalgo e pelo operário, pelo criado e pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; e não somente isto: é necessário acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em particular.
Pergunto-vos, Filoteu, se estaria certo que um bispo quisesse viver na solidão como os Cartuxos; que os casados não quisessem amealhar mais que os Capuchinhos; que o operário passasse o dia na Igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre sujeito a toda a espécie de encontros para serviço do próximo como o bispo. Não seria ridícula, desordenada e inadmissível tal devoção?
Contudo este erro acontece frequentemente. E no entanto, Filoteu, a devoção não prejudica ninguém quando é verdadeira, antes tudo aperfeiçoa e consuma; e quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é sem dúvida falsa.
A abelha extrai o mel das flores sem lhes fazer mal, deixando-as intactas e frescas como as encontrou; todavia, a verdadeira devoção age melhor ainda, porque não somente não prejudica qualquer espécie de vocação ou de tarefa, como ainda as engrandece e embeleza.
Todas as variedades de jóias lançadas no mel se tornam mais brilhantes, cada qual segundo a sua cor; assim também cada um se torna mais agradável e perfeito na sua vocação se esta for conjugada com a devoção: a atenção à família torna-se mais paciente, o amor entre marido e mulher mais sincero, mais fiel o serviço que se presta ao príncipe, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.
É um erro, se não mesmo uma heresia, querer banir a vida devota do regimento dos soldados, da oficina dos operários, da corte dos príncipes, do lar das pessoas casadas. É certo, Filoteu, que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa não pode exercer-se em tais ocupações; mas para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem nos estados seculares.
Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à vida perfeita.

LEITURAS:

Hebr 10, 1-10
Sal 39 (40), 2 e 4ab. 7-8a. 10-11
Mc 3, 31-35

ESTE DIA:

09:00 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
10:15 SEMINÁRIO OLIVAIS Jornadas de Formação Permanente do Clero “A vida sob o olhar de Deus”
17:30 MIRAFLORES Confissões
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
18:30 ALGÉS Confissões
19:00 ALGÉS Santa Missa

22 jan 2017

saovicente_02SOLENIDADE DE SÃO VICENTE, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa

Feliz solenidade.
São Vicente morreu mártir em Valência (Espanha), em 304, durante a perseguição de Diocleciano. O seu culto propagou-se rapidamente por toda a Igreja. A segunda leitura do Ofício testemunha este facto, com as palavras de Santo Agostinho: «Vicente venceu onde o mundo foi vencido». Citamos uma passagem do seu Sermão 276:

«Como nos admiraremos então, caríssimos, que Vicente tenha vencido n’Aquele que venceu o mundo? Neste mundo haveis de sofrer, diz o Senhor: o mundo persegue, mas não triunfa; ataca, mas não vence. O mundo conduz uma dupla batalha contra os soldados de Cristo: lisonjeia-os para os enganar, aterroriza-os para os quebrar. Não nos preocupe o nosso bem-estar, não nos assuste a crueldade alheia, e vencido está o mundo.
A ambas as brechas acorre Cristo, e o cristão não é vencido. Se neste martírio se considera a capacidade humana de o suportar, o facto torna-se incompreensível; mas se se reconhece o poder divino, nada tem de espantoso.
Era tanta a crueldade que afligia o corpo do mártir e tanta a tranquilidade que transparecia na sua voz, era tanta a dureza com que eram maltratados os seus membros e tão grande a segurança que ressoava nas suas palavras, que poderia parecer que, de algum modo maravilhoso, enquanto Vicente suportava o martírio, fosse torturada uma pessoa diferente da que falava.»

LEITURAS:

Sir 51, 8-17
Salmo 58 (59)
2 Cor 1, 3-7
Mt 10, 17-22 ou
Jo 12, 24-26

ESTE DIA:

09:00 ALGÉS Laudes
09:30 ALGÉS Santa Missa
11:00 ALGÉS Santa Missa
11:00 MIRAFLORES Catequese das crianças
12:15 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
12:15 MIRAFLORES Santa Missa
15:00 SÉ PATRIARCAL Santa Missa presidida pelo Patriarca Dom Manuel Clemente Transmissão em directo Tomada de posse dos novos Cónegos e Vigários. Renovação das promessas diaconais dos diáconos permanentes
16:30 ALGÉS Catequese de Adultos Preparação para o Crisma
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
19:00 ALGÉS Santa Missa

Equipas de Nossa Senhora – sector Oeiras B

NO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES

Celebrando o o centenário das aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos, as Equipas de Nossa Senhora de Queijas decidiram organizar um terço todos os dias 13 de cada mês e será na Igreja de Queijas pelas 21h.
A primeira vez é já esta sexta feira, 13 de janeiro.

2 jan 2017

Resultado de imagem para santi basilio e gregorioTEMPO DO NATAL
Memória dos Santos Basílio Magno e Gregório de Nazianzo

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 293, para a Natividade de João Batista

«Eu sou a voz que clama no deserto»

João era a voz, mas «no princípio era o Verbo» (Jo 1,1). João era uma voz para um tempo; Cristo é a Palavra desde o princípio, a Palavra eterna. Sem a Palavra, o que é a voz? Onde não há nada para compreender, há um ruído vazio. A voz sem a palavra entra no ouvido, mas não chega ao coração. Descubramos, pois, como as coisas se encadeiam no nosso coração, que tem de ser edificado. Se eu penso naquilo que devo dizer, a palavra está já no meu coração; mas, quando quero falar-te, procuro a maneira de passar para o teu coração o que já existe no meu. Se procuro como pode a palavra que já existe no meu coração encontrar-te e ficar no teu coração, sirvo-me da voz, e é com esta voz que te falo: o som da voz conduz até ti a ideia contida na palavra. Então, é verdade que o som se esvai; mas a palavra que o som conduziu até ti está doravante no teu coração, sem ter abandonado o meu. Logo que a palavra passa para ti, não é verdade que o som parece dizer, como João Batista, «Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3,30)? O som da voz ressoou para realizar a sua função, e desaparece como se dissesse: «Essa é a minha alegria, que agora é completa» (29). Guardemos pois a Palavra; não deixemos partir a Palavra, concebida no mais fundo do nosso coração.

LEITURAS:

1 Jo 2, 22-28
Sal 97 (98), 1. 2-3ab. 3cd-4
Jo 1, 19-28

ESTE DIA:

09:00 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
17:30 MIRAFLORES Confissões
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
18:30 ALGÉS Confissões
19:00 ALGÉS Santa Missa

1 jan 2017

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

Que este tempo de Natal em que somos atraídos para o presépio de Belém, possa dar a certeza de que, acolhendo Jesus, há sempre recomeço para uma vida nova. Que o Menino Jesus possa dar paz nos momentos de tristeza e esperança no meio das dúvidas. No presépio espera-nos uma vida nova.
Que Deus o abençoe, a si e à sua família e cuide neste ano que está a começar.
Que Nossa Senhora de Fátima o(a) proteja com a sua ternura e intercessão junto do Seu Filho.

Os sacerdotes que vos servem,
Pe. Bernardo, Pe. Gonçalo e Pe. António


Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco para o

Dia Mundial da Paz – 1 de Janeiro de 2017

«A não violência: estilo de uma política para a paz»


in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

Proclo de Constantinopla (c. 390-446), bispo
Sermão n.° 1 ; PG 65, 682

«Quando foi a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» (Gal 4,4)

Que a natureza estremeça de alegria e que exulte todo o género humano […]. Que a humanidade dance em coro […]: «Onde o pecado abundou, superabundou a graça» (Rom 5,20). Reúne-nos aqui a santa Mãe de Deus, a Virgem Maria, tesouro puríssimo de virgindade, paraíso espiritual do segundo Adão, ponto de união das duas naturezas, lugar de troca onde se concluiu a nossa salvação, câmara nupcial em que Cristo desposou a nossa carne. Ela é a sarça ardente que o fogo do parto de um Deus não consumiu, a nuvem ligeira que transportou Aquele que tem o trono acima dos querubins, o velo puríssimo que recebeu o orvalho celeste […], Maria, serva e mãe, virgem, céu, ponte única entre Deus e os homens, tear da encarnação em que se achou admiravelmente confecionada a túnica da união das duas naturezas – e o Espírito Santo foi o tecelão. Na sua bondade, Deus não desdenhou nascer de uma mulher, mesmo que Aquele que dela ia ser formado fosse a própria vida. Mas, se a Mãe não tivesse permanecido virgem, esta gestação não teria nada de espantoso; seria simplesmente o nascimento de um homem. Uma vez, porém, que ela permaneceu virgem mesmo após o parto, como poderia não se tratar de Deus e de um mistério inexprimível? Nasceu de maneira inefável, sem mancha, Aquele que mais tarde entrará sem obstáculo, com todas as portas fechadas, e diante de quem Tomé exclamará, contemplando a união das duas naturezas: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28) Por nosso amor, Aquele que por natureza era incapaz de sofrer expôs-Se a numerosos sofrimentos. Cristo não Se tornou Deus pouco a pouco; de modo nenhum! Mas, sendo Deus, a sua misericórdia levou-O a tornar-Se homem, como a fé nos ensina. Não pregamos um homem que Se tornou Deus, proclamamos um Deus feito carne, que tomou por Mãe uma serva, Ele que pela sua natureza não conhece mãe, e que, sem pai, encarnou no tempo.

LEITURAS:

Num 6, 22-27
Sal 66 (67), 2-3. 5- 6 e 8
Gal 4, 4-7
Lc 2, 16-21

ESTE DIA:

09:00 ALGÉS Laudes
09:30 ALGÉS Santa Missa
11:00 ALGÉS Santa Missa
12:15 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
12:15 MIRAFLORES Santa Missa
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
19:00 ALGÉS Santa Missa