30 dez 2016

sagrada-familiaFESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ

Na santa Missa, em Miraflores (Igreja da Santíssima Trindade) a celebração de bênção e a renovação dos compromissos matrimoniais dos esposos.

Hoje é o feliz dia de agradecer a Deus, nosso Pai, pela família. Nas Palavras do Beato Paulo VI (ofício de leitura):

(Alocução pronunciada em Nazaré a 5 de janeiro de 1964) (Séc. XX)

As lições de Nazaré

Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho.

Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo.

Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido.

Aqui, nesta escola, compreende-se a necessidade de uma disciplina espiritual para quem quer seguir o ensinamento do Evangelho e ser discípulo do Cristo.

Ó como gostaríamos de voltar à infância e seguir essa humilde e sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos, junto a Maria, de recomeçar a adquirir a verdadeira ciência e a elevada sabedoria das verdades divinas.

Mas estamos apenas de passagem. Temos de abandonar este desejo de continuar aqui o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. Não partiremos, porém, antes de colher às pressas e quase furtivamente algumas breves lições de Nazaré.

Primeiro, uma lição de silêncio. Que renasça em nós a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito; em nós, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos em nossa vida moderna barulhenta e hiper-sensibilizada. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo.

Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu carácter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social.

Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! É aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor económico, dos valores que constituem o seu fim. Finalmente, como gostaríamos de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor.

LEITURAS:

Sir 3, 3-7. 14-17a (gr. 2-6. 12-14); Sal 127 (128), 1-2. 3. 4-5
ou Col 3, 12-21
Mt 2, 13-15. 19-23

ou:
Gen 15, 1-6; 21, 1-3; Sal 104 (105), 1b-2. 3-4. 5-6. 8-9
ou Hebr 11, 8. 11-12. 17-19
Mt 2, 13-15. 19-23

ESTE DIA:

09:00 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
17:30 MIRAFLORES Confissões
18:00 MIRAFLORES Santa Missa ACÇÃO DE GRAÇAS, BÊNÇÃO E RENOVAÇÃO DOS COMPROMISSOS MATRIMONIAIS
18:30 ALGÉS Confissões
19:00 ALGÉS Santa Missa

05 dez 2016

pedras_angulares_sao_martinho_dumeSantos do dia : S. Geraldo, bispo, +1108,  S. Martinho de Dume, bispo, +579,  S. Frutuoso, bispo, +665

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 50; PL 52, 339

«Que estais a pensar nos vossos corações?»
Por causa da fé de outrem, a alma do paralítico ia ser curada antes do seu corpo. «Ao ver a fé daquela gente», diz o evangelho. Notai aqui, irmãos, que Deus não Se preocupa com o que querem os homens insensatos, nem espera encontrar fé entre os ignorantes […], ou entre os que se portam mal. Pelo contrário, não recusa vir em socorro da fé de outrem. Esta fé é um presente da graça e está de acordo com a vontade de Deus. […] Na sua divina bondade, este médico que é Cristo tenta atrair à salvação, mesmo contra a vontade, aqueles que foram atingidos pelas doenças da alma, esmagados até ao delírio pelo peso dos seus pecados e das suas faltas. Mas eles não querem deixar-se mover.
Ó meus irmãos, se nós quiséssemos, se quiséssemos todos ver até ao fundo a paralisia da nossa alma! Notaríamos que, privada de forças, ela jaz num leito de pecados. A ação de Cristo seria para nós uma fonte de luz. Compreenderíamos que Ele olha todos os dias para a nossa falta de fé, que nos é tão prejudicial, que Ele nos conduz para os remédios da salvação e pressiona veementemente a nossa vontade rebelde. «Meu filho», diz Ele, «os teus pecados estão perdoados.»

LEITURAS:

Is 35, 1-10;
Sal 84 (85), 9ab-10. 11-12. 13-14
Lc 5, 17-26

ESTE DIA:

09:00 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
10:00 MIRAFLORES Retiro paroquial de Advento  | Centro pastoral Santa Teresinha – Miraflores |
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
18:30 ALGÉS Confissões
19:00 ALGÉS Santa Missa

04 dez 2016

Resultado de imagem para giovanni battista precursorein evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

São Gregório Magno
Homilias sobre o Evangelho, n.º 20

«Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas»

È evidente para todo o leitor que João não pregou apenas, mas também conferiu um batismo de penitência. Não pôde, no entanto, dar um batismo que remisse os pecados, pois a remissão dos pecados só nos é dada no batismo em Cristo. Por isso o evangelista diz que ele «pregava um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados» (Lc 3,3); não podendo ele próprio dar um batismo que perdoasse os pecados, anunciava esse, ainda por vir. Tal como as suas palavras de pregação eram precursoras da Palavra do Pai feita carne, assim o seu batismo […] precedia o do Senhor, como sombra da verdade (Col 2,17).

Este mesmo João, interrogado sobre quem era, respondeu: «Eu sou a voz daquele que grita no deserto» (Jo 1,23; Is 40,3). O profeta Isaías chamara-lhe «voz», pois ele precedia a Palavra. Aquilo que gritava é-nos ensinado a seguir: «Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas». O que faz aquele que prega a fé verdadeira e as boas obras, senão preparar a estrada nos corações dos ouvintes para o Senhor que vem? Possa a graça toda-poderosa penetrar nestes corações, iluminá-los com a luz da verdade […].

Acrescenta S. Lucas: «Todos os vales sejam levantados, todas as montanhas e colinas sejam abaixadas». Que designam aqui estes vales, senão os humildes, e os montes e as colinas, senão os orgulhosos? Com a vinda do Redentor, segundo a sua própria palavra, «quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado» (Lc 14,11). Pela fé no mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo feito homem (1Tim 2,5), aqueles que nele creem receberam a plenitude da graça, enquanto os que se recusam a crer foram humilhados no seu orgulho. Todos os vales serão levantados porque os corações humildes, ao acolherem a palavra da santa doutrina, serão cumulados pela graça das virtudes, segundo o que está escrito: «Das fontes fez jorrar rios, que serpenteiam nos vales» (Sl 104,10).

LEITURAS:

Is 11, 1-10; Sal 71 (72), 2. 7-8. 12-13. 17
Rom 15, 4-9
Mt 3, 1-12

ESTE DIA:

09:00 ALGÉS Laudes
09:30 ALGÉS Santa Missa
11:00 ALGÉS Santa Missa
12:15 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
12:15 MIRAFLORES Santa Missa
13:30 MIRAFLORES Almoço no primeiro Domingo (convívio e angariação)
15:30 MIRAFLORES Encontro de preparação para o Baptismo das Crianças | Com os pais e padrinhos | (até às 18:00)
16:30 ALGÈS Encontro de preparação para o Crisma
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
19:00 ALGÉS Santa Missa

03 dez 2016

Neste dia 3 de Dezembro a Igreja faz memória de São Francisco Xavier, padroeiro das Missões.
Escutemos as suas palavras sobre a missão da Igreja que se lêem hoje no Ofício.

in Ofício de Leitura

Comentário do dia

São Francisco Xavier
Das cartas de São Francisco Xavier, presbítero, a Santo Inácio

«Ai de mim se não anunciar o Evangelho»

Viemos por povoações de cristãos, que se converteram há uns oito anos. Nestes sítios não vivem portugueses, por a terra ser muitíssimo estéril e extremamente pobre. Os cristãos destes lugares, por não terem quem os instrua na nossa fé, somente sabem dizer que são cristãos. Não têm quem lhes diga Missa e, ainda menos, quem lhes ensine o Credo, o Pai–Nosso, a Ave-Maria e os Mandamentos. Quando eu chegava a estas povoações, baptizava todas as crianças por baptizar. Desta forma, baptizei uma grande multidão de meninos que não sabiam distinguir a mão direita da esquerda. Ao entrar nos povoados, as crianças não me deixavam rezar o Ofício divino, nem comer, nem dormir, e só queriam que lhes ensinasse algumas orações. Comecei então a saber por que é deles o reino dos Céus. Como seria ímpio negar-me a pedido tão santo, comecei pela confissão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pelo Credo, Pai-nosso, Ave-Maria, e assim os fui ensinando. Descobri neles grande inteligência. Se houvesse quem os instruísse na fé, tenho por certo que seriam bons cristãos.
Muitos deixam de se fazer cristãos nestas terras, por não haver quem se ocupe de tão santas obras. Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos colégios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o juízo e, principalmente, à Universidade de Paris, falando na Sorbona aos que têm mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas. Quantas almas deixam de ir à glória e vão ao inferno por negligência deles! E, se assim como vão estudando as letras, estudassem a conta que Deus Nosso Senhor lhes pedirá delas e do talento que lhes deu, muitos se moveriam a procurar, por meio dos Exercícios Espirituais, conhecer e sentir dentro de suas almas a vontade divina, conformando-se mais com ela do que com suas próprias afeições, dizendo: «Senhor, eis-me aqui; que quereis que eu faça? Mandai-me para onde quiserdes; e se for preciso, até mesmo para a Índia».

LEITURAS:

Is 30, 19-21. 23-26
Sal 146 (147), 1-2. 3-4. 5-6
Mt 9, 35 – 10, 1. 6-8

ESTE DIA:

–:– ALGÉS Peregrinação a Fátima no 1.º Sábado
09:00 ALGÉS Santa Missa
09:30 ALGÉS Confissões
14:30 CRUZ QUEBRADA Actividade Agrupamento CNE77 (em geral)
17:00 N. S. DO CABO Santa Missa Liturgia antecipada de Domingo (só no primeiro Sábado de cada mês)
18:00 MIRAFLORES Santa Missa Liturgia antecipada de Domingo
17:45 CRUZ QUEBRADA Catequese
19:00 CRUZ QUEBRADA Santa Missa  Liturgia antecipada de Domingo
19:15 ALGÉS Santa Missa  Liturgia antecipada de Domingo

27 nov 2016

Resultado de imagem para prima domenica avvento anno aO tempo do Advento tem dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus aos homens; simultaneamente é tempo em que, comemorando esta primeira vinda, o nosso espírito se dirige para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por estes dois morivos, o Advento apresenta-se-nos como um tempo de piedosa e alegre expectativa (CR 39; EDREL 887).

Para o Ofício Divino toma-se o I volume da Liturgia das Horas. Para a Missa tomam-se os leccionários: dominical (Advento – Ano A); ferial (Advento – IV).

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense
Sermão para o Advento do Senhor (PL 195, 363; PL 184, 818)

«Velai, pois, orando continuamente, […] para aparecerdes firmes diante do Filho do Homem» (Lc 21,36)»

Este tempo do Advento representa as duas vindas do Senhor; em primeiro lugar, a dulcíssima vinda do «mais belo dos filhos dos homens» (Sl 45,3), do «Desejado de todos os povos» (Ag 2,8 [Vulgata]), do Filho de Deus que manifestou visivelmente ao mundo, na carne, a sua presença há muito esperada e desejada ardentemente por todos os Patriarcas — a vinda que O trouxe a este mundo para salvar os pecadores. Mas este tempo relembra-nos também a vinda que aguardamos com uma esperança firme e da qual devemos todos os dias recordar-nos com lágrimas: aquela que terá lugar quando o próprio Senhor Se manifestar na sua glória, ou seja, no dia do Juízo, quando Ele Se manifestar para julgar. A sua primeira vinda foi conhecida por muito poucos homens; na segunda, Ele manifestar-Se-á aos justos e aos pecadores, como anuncia o profeta: «E todos verão a salvação de Deus» (Is 40,5; Lc 3,6). […]

Assim, irmãos caríssimos, sigamos o exemplo dos Patriarcas, reavivando o desejo que eles tiveram e inflamando as nossas almas com o amor e o anseio por Cristo. Bem sabeis que a celebração deste tempo foi instituída para renovar em nós este desejo dos antigos pela vinda do Senhor e para que, seguindo o seu exemplo, possamos nós também suspirar pelo seu regresso. Consideremos todo o bem que o Senhor nos alcançou com a sua primeira vinda — quanto maiores bens nos alcançará Ele quando regressar! Com este pensamento, teremos ainda maior estima pela sua vinda passada e um maior desejo do seu regresso! […]

Se queremos conhecer a paz quando Ele vier, esforcemo-nos por acolher com fé e amor a sua vinda passada, permanecendo fielmente nas obras que então nos manifestou e nos ensinou; nutramo-nos, de coração, do amor de Cristo e, por ele, do seu desejo, para que, logo que chegue o Senhor, o Desejado de todos os povos, possamos levantar os olhos para Ele com toda a confiança.

LEITURAS:

Is 2,1-5
Sal 121 (122), 1-2.4-5.6-7.8-9
Rom 13,11-14
Mt 24,37-44

ESTE DIA:

27 nov 2016 Domingo I do Advento
09:00 ALGÉS Laudes
09:30 ALGÉS Santa Missa
11:00 ALGÉS Santa Missa Entrega da Palavra (4.º volume de catequese)
12:15 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
12:15 MIRAFLORES Santa Missa
16:30 ALGÉS Preparação para o Crisma – Catequese – Adultos
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
19:00 ALGÉS Santa Missa