QUARTA-FEIRA – 27/MAIO/2015

A_SantoAgostinhoCantuariaSTO. AGOSTINHO DE CANTUÁRIA (604). Era superior num convento beneditino, em Roma, quando o papa S. Gregório Magno o escolheu para, com mais trinta monges, ir evangelizar a Inglaterra. Foram muito bem recebidos pelo rei saxão Etelberto e sua esposa, convertidos pouco depois com toda a corte e muito povo. As recomendações do papa, que Agostinho seguiu docilmente seriam : primeiro, não destruir os templos pagãos mas convertê-los em igrejas; segundo, não alterar o calendário das festividades pagãs mas convertê-las em festas cristãs, mudando os banquetes em honra dos ídolos em banquetes em honra dos santos; terceiro, dividir o país em três dioceses: Cantuária, Londres e York, nomeando-o arcebispo de Cantuária.

Ben-Sirá 36,1 -2a. 5-6.13-19 ; Sal 78, 8-9. 11 .13 ; Marcos 10, 32-45 Continue a ler QUARTA-FEIRA – 27/MAIO/2015

TERÇA-FEIRA – 26/MAIO/2015

A_SaoFilipeNeriS. FILIPE NÉRI (1515-95). Sacerdote dotado duma personalidade original que seduzia os contemporâneos. Iniciou aos 17 anos uma vida em Roma de “eremita urbano”: orava de dia nas igrejas e à noite nas catacumbas, pedindo a Deus para lhe revelar o desígnio que tinha a seu respeito. Começou a cuidar dos doentes nos hospitais, a falar com a alegria da fé cristã às pessoas dos bairros. Após a ordenação, dedicou-se à confissão e à direcção espiritual. Reunia em casa os jovens romanos desempregados. Durante os encontros, cantava-se ria-se, orava-se, e falava-se do Evangelho ! Deste apostolado surgiu a “Congregação do Oratório”, sociedade de sacerdotes seculares unidos sem votos, congregados apenas pelo espírito comum de caridade fraterna. O carácter independente de Néri e as suas iniciativas atípicas (tal como a “peregrinação às 7 igrejas”), tornaram-no suspeito às autoridades eclesiásticas romanas. S. Pio V mandou vigiá-lo e a desconfiança só terminou em 1575 quando o “Oratório” foi reconhecido pelo sucessor papa Gregório XIII. Devido à humildade e caridade escondidas nas suas fácecias, o povo de Roma chamava-o de carinhosamente de “Pippo buono” (bom Filipe). Foi canonizado em 1622, com Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Teresa d’Ávila e Isidro, O Lavrador. Os habitantes de Roma, sempre mordazes, comentavam : “Quatro espanhóis e um santo!”

Ben-Sirá 35,1 -15; Sal 49, 5-8.14. 23; Marcos 10, 28-31 Continue a ler TERÇA-FEIRA – 26/MAIO/2015

SEGUNDA-FEIRA – 25/MAIO/2015

A_queHeiDeFAzerS. BEDA VENERÁVEL (673-735). Abade da ordem de S. Bento; Doutor da Igreja. As suas obras de espiritualidade, de exegese e de teologia fizeram lei (eram lidas nas igrejas, nos mosteiros e nas escolas da Igreja latina) até à escolástica de S.Tomás. Foi o primeiro ausar o inglês (traduziu o Evangelho de S.João e escreveu a “História dos Ingleses”, das origens até ao ano 731).

S. GREGÓRIO VII, 157º Papa (1086). Enérgico, tomou medidas para corrigir o relaxamento dos costumes eclesiásticos e emancipar a Igreja do jugo de príncipes e imperadores e foi exilado. “Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio”, disse antes de morrer.

STA. MARlA MADALENA DE PAZZI (1566-1607). Carmelita, mística dO Espírito Santo. Aos 10 anos, no dia da sua 1ª comunhão, agradecida, resolveu consagrar a Deus a sua virgindade. Escolheu as Carmelitas por aí ser diária a comunhão. Durante cinco anos sofreu tentações horriveis mas depois veio a paz e a alegria. O zelo das almas consumia-a e Deus favoreceu-a com o dom dos milagres e da profecia. Foi canonizada pelo papa Clemente IX em 1669.

Ben-Sirá 17, 20-28 ; Sal 31 ,1 -2. 5-6. 7 ; Marcos 10,17-27 Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 25/MAIO/2015

DOMINGO DO PENTECOSTES – 24/MAIO/2015

NossaSenhoraAuxiliadoraNOSSA Sª AUXILIADORA. A invocação “Maria, auxílio dos cristãos” iníciou-se no séc.XVI. Em 1571, a vitória sobre os turcos, na batalha naval de Lepanto, foi atribuída a NªSª do Rosário devido à oração do rosário pedida pelo papa. Em 1683, 90.000 turcos sitiaram Viena e a derrota deveu-se à intercessão da Virgem Maria. O sul da Alemanha, no tempo da Reforma protestante, ficou católica graças à Mãe do Céu, invocada hoje como “Maria Auxiliadora” numa capela de Passau. No final da 2ª Guerra Mundial, foi uma cadeia de oração do Rosário de todo o povo austríaco que impediu a Áustria de ficar sob o domínio comunista. S. João Bosco encontrou esta devoção no norte de Itália e ergueu uma basílica, em Turim, com a invocação de “Maria Auxiliadora”, numa devoção à Virgem que carateriza o espírito e o apostolado dos “Salesianos”.

Act. 2,1-11 ; Sal 103,1ab. 24ac. 29bc-31. 34 ; Gálatas 5, 16-25 ; Jo.15, 26-27; 16,12-15 Continue a ler DOMINGO DO PENTECOSTES – 24/MAIO/2015

SÁBADO – 23/MAIO/2015

Actos 28, 16-20. 30-31 ; Sal 10, 4-5. 7 ; João 21, 20-2

“O MUNDO lNTElRO PARA OS LIVROS QUE SE DEVERIAM ESCREVER…” (João 21,20-25). Imagino um mundo cheio de livros com os relatos que falariam do que Jesus fez. Livros por toda a parte, as casa cheias, a cidade e o campo, as estradas entulhadas de livros, as margens do mar a transbordar de obras até ao cimo das montanhas! Mas não é para este imaginário que S. João nos remete. Trata-se, isso sim, do testemunho de todos os discípulos de Cristo através do tempo e da História. Em qualquer lugar, nós somos chamados a dizer o que Cristo é – e fez – por nós ; somos chamados a anunciar o Seu amor, a tornar–nos sempre antes de mais seus irmãos e irmãs. Para que a Sua Boa-Nova ressoe por toda a parte. O Espírito de Pentecostes que aguardamos há-de impelir-nos a viver, e a testemunhar, Cristo para além de todas as fronteiras!

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Supl.Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.