SEGUNDA-FEIRA – 11/MAIO/2015

a_SantoInacioDeLaconiSTO. INÁCIO DE LACONI (1701-1781). Natural da Sardenha, entrou em 1721 no convento dos Capucinhos de Buoncammino, em Cágliari, onde foi 1º alfaiate dos hábitos dos frades e depois escolhido como pedinte nos bairros pobres, no porto e nas tabernas. Pedia e dava ao mesmo tempo. Impressionando todos com a sua serenidade espiritual e alegria permanente, passou a ser conhecido como “o padre santo”. Foi canonizado pelo papa S.Pio Xll, em 1951.

STOS. ABADES DE CLUNY : ODON, MAJOLO, ODlLÃO, HUGO e PEDRO VENERÁVEL. Cluny foi um mosteiro beneditino, fundado em 910, que pretendia restaurar na sua pureza primitiva a regra de S.Bento, num local onde os monges, dentro do conceito das três ordens, desejavam ser os privilegiados intermediários entre o céu e a terra, dedicando-se só à Lectio divina, à oração, ao trabalho e à remissão dos pecados.

Actos 16,11-15 ; Sal 149,1-6a. 9b ; João 15, 26–16, 4a
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VI DOMINGO DA PÁSCOA – 10/MAIO/2015

a_PermaneceiNoMeuAmorS. DAMIÃO DE MOLOKAI (1840-1889). Nos meados do séc.XlX, a lepra começou a disseminar-se nas ilhas do Havai. Inquietas com a propagação desta terrível doença então incurável, as autoridades tomaram uma deci-
são brutal, radical: reunir todos os leprosos e isolá-los numa das ilhas do arquipélago, Molokai.
Entretanto o bispo D. Maigret de Honolulu, que não podia resignar-se a abandonar aqueles seres humanos a um destino tão trágico, solicitou sacerdotes voluntários que se revezassem para assegurar junto deles uma
presença fraterna. O 1º a ir foi o sacerdote belga José Veuster que, ao entrar com 19 anos na Congregação dos “Sagrados Corações de Jesus e de Maria”, tinha escolhido o nome de Damião. Cinco anos mais tarde aportou a Honolulu como missionário, em vez do seu irmão Pamfílio que, gravemente doente, não tinha podido partir. Dois dias apenas após a sua chegada, escrevia ao superior: “Terá de haver um sacerdote residente neste lugar (…) Eu quero sacrificar-me pelos pobres leprosos”. E, de facto, em 16 anos, Damião iria transformar esse inferno a céu aberto, essa ilha prisão, numa verdadeira comunidade humana. Não podia curar os doentes, mas nada o impedia de os consolar, de os amar e de tentar recuperar-lhes o gosto pela vida. Rapidamente se espalhou no mundo inteiro a fama do heróico servo dos leprosos: as ajudas financeiras afluiram, o que permitiu ao padre Damião construir casas, uma igreja, um orfanato, um hospital… “A minha maior felicidade é servir O Senhor nos seus pobres filhos doentes, regeitados pelos os homens”, escrevia. Em 1884, o padre Damião descobriu que ele próprio tinha contraído a lepra. Morreu a 15/Abril/1889, no início da Semana Santa. Pela sua doação total aos mais pobres, Damião exerceu uma influência decisiva sobre várias grandes figuras da caridade cristã: STAMariana Cope, Raoul Follereau, BTATeresa de Calcutá, irmã Emmanuelle… Foi beatificado em 1895 pelo papa S.João-Paulo ll e canonizado pelo papa Bento XVl, em 2009.

Actos 10, 25-26. 34-35. 44-48 ; Sal 97, 1-4 ; 1João 4, 7-10 ; João 15, 9-17

“COMO O PAl ME AMOU…”(João 15,9-17). Já foram lidas na semana passada (na 5ª e 6ª feira) as duas passagens que constituem o evangelho de hoje. Mas, ao domingo, é bom relê-las em conjunto porque, assim reunidas, ganham uma cor nova. Nos primeiros versículos deste magnífico texto, os temas do amor e da alegria estão firmemente entrelaçados : “Permanecei no Meu amor (…) Disse-vos isto para que a Minha alegria esteja em vós, e que a vossa alegria seja completa (…) Amai-vos uns aos outros…” Na verdade, no dia dO Senhor é possível ver desenhar-se melhor o grande mistério do amor criador e salvador – que dO Pai jorra para O Filho, de Cristo sai para os discípulos e, a seguir, irriga todas as nossas relações mesmo quando até nos esquecemos de as reportar à fonte. O amor de Deus é O primeiro e precede-nos sempre em tudo. “Na verdade – escreve João Tauler, místico do século XIV – Deus deseja-nos como se toda a Sua felicidade dependesse de nós”. O Seu amor pede-nos uma resposta de amor, que será tanto mais livre quanto mais ela for iluminada pela revelação trazida pelO Filho: “Dei-vos a conhecer tudo o que aprendi de Meu Pai”. Este amor recíproco não se fecha portanto sobre si mesmo : é um amor expansivo, que se dá para irradiar, para “produzir frutos”. É um amor Pascal: amor que passa através de nós e transforma o mundo.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SÁBADO – 9/MAIO/2015

a_DeusAmouTantoOMundoS.TA CATARlNA DE BOLONHA (1413-1463). Religiosa Clarissa, mística, taumaturga. “Doutora do Purgatório”.

Actos 16, 1-10 ; Sal 99, 2. 3. 5 ; João 15, 18-21

“SE O MUNDO VOS ODElA…”(João 15,18-21). A meio destes dias da “quaresma de alegria” que sucedem à Páscoa, é um pouco surpreendente ouvir no evangelho falar de perseguições e, mais ainda, de ódio… Todavia, a explicação final ajuda-nos a recolocar as coisas no seu devido lugar : “Tratar-vos-ão assim por Minha causa, porque não conhecem Aquele que Me enviou”. É, portanto, mais por ignorância que por maldade que “o mundo” peca. Devemos, por isso, procurar encontrar a atitude correcta : não pactuar com o “espírito do mundo”, que leva à injustiça, ao confronto, à desesperança, mas amar o mundo da nossa humanidade, criado por Deus e – tal como Jesus – pôr-nos ao seu serviço. “Deus amou tanto o mundo que lhe deu O Seu Filho único”. Se por vezes encontrarmos – por causa de Continue a ler SÁBADO – 9/MAIO/2015

SEXTA-FEIRA– 8/MAIO/2015

a_SenhoraDeTodasAsGraçasNOSSA SENHORA MEDlANElRA DE TODAS AS GRAÇAS. Título glorioso da Virgem Maria fundado na sua dupla maternidade : natural, em relação a Jesus ; espiritual, em relação aos homens. Nossa Senhora é colaboradora activa na obra da redenção : sofreu no seu íntimo com o sacrifício de Jesus. Jacinta, a pastorinha de Fátima, avisava a prima Lúcia : “Diz a toda a gente que Deus nos concede todas as graças por meio do Coração Imaculado de Maria… que lhe peçam a paz, pois Deus a concedeu a Ela”.

Actos 15, 22-31 ; Sal 56, 8-11 ; João 15, 12-17 Continue a ler SEXTA-FEIRA– 8/MAIO/2015

1ª QUINTA-FEIRA – 7/MAIO/2015

B.TA MARlA LUíSA DE JESUS TRlCHET(1684-1759).Com Luís-Maria Grignion de Montfort, fundou a Congregação das “Filhas da Sabedoria”, ao serviço dos pedintes, enfermos e doentes. Foi beatificada, em 1993, por S.João-Paulo ll.

Actos 15, 7-21 ; Sal 95, 1-3.10 ; João 15, 9-11

PERMANECER NO AMOR. Habitar, guardar…; em apenas 3 pequenos versículos são usados 5 vezes estes verbos. Será que isso significa que as palavras de Cristo estão marcadas pelo selo de um deplorável conservadorismo? Não! É necessário contextualizá-las na sua época e evitar “colar-lhes” as grelhas de interpretação actuais. Toda a Bíblia nos fala de um deus que Se faz próximo dos homens. Mas como pode o homem, por seu lado, aproximar-se de Deus ?
Guardando os Seus mandamentos! Pôr em prática o que Deus nos pede é a forma de dar vida à nossa relação com Deus. Ficamos na presença de Deus quando procuramos pôr em prática aquilo que Ele nos pede. O amor da Lei não é apresentado na Bíblia de uma maneira meramente exterior, legalista. É, pelo contrário, mostrado como meio concreto de viver unido Àquele que dá essa Lei, esses mandamentos. Não é um fardo pesado de levar, mas sim um meio concreto para se viver na proximidade de Deus e aí encontrar a nossa alegria. Mas teremos de ser nós a abrir-nos à presença e ao amor de Cristo que em nós vive.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.