TERÇA-FEIRA – 12/MAIO/2015

a_BeataJoanaDePorugalBTO. ÁLVARO DEL PORTILLO (1914-1994). 1º sucessor de S.Josemaria à frente do Opus Dei. Homem fiel e trabalhador incansável ao serviço da Igreja, recebeu a primeira comunhão a 12/Maio/1921 e manteve esta devoção viva, diariamente, até à morte. Em 1983 confidenciou : “São 62 ou 63 anos a comungar diariamente, é uma carícia de Deus”. Também foi grande devoto da Virgem Maria, num tradicionalismo aberto à novidade dO Espírito, a vi-ver com humildade e audácia a “corrida” da propagação dO Reino. Beatificado em 2014.

BTA. JOANA DE PORTUGAL (1452-90). Princesa portuguesa, filha do rei D.Afonso V e de sua 1ª mulher, a rainha D. Isabel. Recusou várias propostas de casamento e, embora não tenha professado, viveu no convento de Jesus de Aveiro, como monja dominicana.

Actos 16, 22-34 ; Sal 137, 1-3. 7c-8 ; João 16, 5-11 Continue a ler TERÇA-FEIRA – 12/MAIO/2015

SEGUNDA-FEIRA – 11/MAIO/2015

a_SantoInacioDeLaconiSTO. INÁCIO DE LACONI (1701-1781). Natural da Sardenha, entrou em 1721 no convento dos Capucinhos de Buoncammino, em Cágliari, onde foi 1º alfaiate dos hábitos dos frades e depois escolhido como pedinte nos bairros pobres, no porto e nas tabernas. Pedia e dava ao mesmo tempo. Impressionando todos com a sua serenidade espiritual e alegria permanente, passou a ser conhecido como “o padre santo”. Foi canonizado pelo papa S.Pio Xll, em 1951.

STOS. ABADES DE CLUNY : ODON, MAJOLO, ODlLÃO, HUGO e PEDRO VENERÁVEL. Cluny foi um mosteiro beneditino, fundado em 910, que pretendia restaurar na sua pureza primitiva a regra de S.Bento, num local onde os monges, dentro do conceito das três ordens, desejavam ser os privilegiados intermediários entre o céu e a terra, dedicando-se só à Lectio divina, à oração, ao trabalho e à remissão dos pecados.

Actos 16,11-15 ; Sal 149,1-6a. 9b ; João 15, 26–16, 4a
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VI DOMINGO DA PÁSCOA – 10/MAIO/2015

a_PermaneceiNoMeuAmorS. DAMIÃO DE MOLOKAI (1840-1889). Nos meados do séc.XlX, a lepra começou a disseminar-se nas ilhas do Havai. Inquietas com a propagação desta terrível doença então incurável, as autoridades tomaram uma deci-
são brutal, radical: reunir todos os leprosos e isolá-los numa das ilhas do arquipélago, Molokai.
Entretanto o bispo D. Maigret de Honolulu, que não podia resignar-se a abandonar aqueles seres humanos a um destino tão trágico, solicitou sacerdotes voluntários que se revezassem para assegurar junto deles uma
presença fraterna. O 1º a ir foi o sacerdote belga José Veuster que, ao entrar com 19 anos na Congregação dos “Sagrados Corações de Jesus e de Maria”, tinha escolhido o nome de Damião. Cinco anos mais tarde aportou a Honolulu como missionário, em vez do seu irmão Pamfílio que, gravemente doente, não tinha podido partir. Dois dias apenas após a sua chegada, escrevia ao superior: “Terá de haver um sacerdote residente neste lugar (…) Eu quero sacrificar-me pelos pobres leprosos”. E, de facto, em 16 anos, Damião iria transformar esse inferno a céu aberto, essa ilha prisão, numa verdadeira comunidade humana. Não podia curar os doentes, mas nada o impedia de os consolar, de os amar e de tentar recuperar-lhes o gosto pela vida. Rapidamente se espalhou no mundo inteiro a fama do heróico servo dos leprosos: as ajudas financeiras afluiram, o que permitiu ao padre Damião construir casas, uma igreja, um orfanato, um hospital… “A minha maior felicidade é servir O Senhor nos seus pobres filhos doentes, regeitados pelos os homens”, escrevia. Em 1884, o padre Damião descobriu que ele próprio tinha contraído a lepra. Morreu a 15/Abril/1889, no início da Semana Santa. Pela sua doação total aos mais pobres, Damião exerceu uma influência decisiva sobre várias grandes figuras da caridade cristã: STAMariana Cope, Raoul Follereau, BTATeresa de Calcutá, irmã Emmanuelle… Foi beatificado em 1895 pelo papa S.João-Paulo ll e canonizado pelo papa Bento XVl, em 2009.

Actos 10, 25-26. 34-35. 44-48 ; Sal 97, 1-4 ; 1João 4, 7-10 ; João 15, 9-17

“COMO O PAl ME AMOU…”(João 15,9-17). Já foram lidas na semana passada (na 5ª e 6ª feira) as duas passagens que constituem o evangelho de hoje. Mas, ao domingo, é bom relê-las em conjunto porque, assim reunidas, ganham uma cor nova. Nos primeiros versículos deste magnífico texto, os temas do amor e da alegria estão firmemente entrelaçados : “Permanecei no Meu amor (…) Disse-vos isto para que a Minha alegria esteja em vós, e que a vossa alegria seja completa (…) Amai-vos uns aos outros…” Na verdade, no dia dO Senhor é possível ver desenhar-se melhor o grande mistério do amor criador e salvador – que dO Pai jorra para O Filho, de Cristo sai para os discípulos e, a seguir, irriga todas as nossas relações mesmo quando até nos esquecemos de as reportar à fonte. O amor de Deus é O primeiro e precede-nos sempre em tudo. “Na verdade – escreve João Tauler, místico do século XIV – Deus deseja-nos como se toda a Sua felicidade dependesse de nós”. O Seu amor pede-nos uma resposta de amor, que será tanto mais livre quanto mais ela for iluminada pela revelação trazida pelO Filho: “Dei-vos a conhecer tudo o que aprendi de Meu Pai”. Este amor recíproco não se fecha portanto sobre si mesmo : é um amor expansivo, que se dá para irradiar, para “produzir frutos”. É um amor Pascal: amor que passa através de nós e transforma o mundo.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SÁBADO – 9/MAIO/2015

a_DeusAmouTantoOMundoS.TA CATARlNA DE BOLONHA (1413-1463). Religiosa Clarissa, mística, taumaturga. “Doutora do Purgatório”.

Actos 16, 1-10 ; Sal 99, 2. 3. 5 ; João 15, 18-21

“SE O MUNDO VOS ODElA…”(João 15,18-21). A meio destes dias da “quaresma de alegria” que sucedem à Páscoa, é um pouco surpreendente ouvir no evangelho falar de perseguições e, mais ainda, de ódio… Todavia, a explicação final ajuda-nos a recolocar as coisas no seu devido lugar : “Tratar-vos-ão assim por Minha causa, porque não conhecem Aquele que Me enviou”. É, portanto, mais por ignorância que por maldade que “o mundo” peca. Devemos, por isso, procurar encontrar a atitude correcta : não pactuar com o “espírito do mundo”, que leva à injustiça, ao confronto, à desesperança, mas amar o mundo da nossa humanidade, criado por Deus e – tal como Jesus – pôr-nos ao seu serviço. “Deus amou tanto o mundo que lhe deu O Seu Filho único”. Se por vezes encontrarmos – por causa de Continue a ler SÁBADO – 9/MAIO/2015