GUARDA O TEU CORAÇÃO – Índice

ENSINAMENTOS DE JESUS

As bem-aventuranças do Evangelho
Sede perfeitos
Perdoai
Acumulai tesouros no Céu
Não julgueis
A regra de ouro
Fazei a vontade do Pai
O mandamento novo

A FÉ DA IGREJA

O Credo
Os mistérios principais da fé

AS TRÊS VIRTUDES TEOLOGAIS


Esperança
Caridade

OS SETE SACRAMENTOS

Baptismo
Confirmação
Eucaristia
Penitência
Unção dos enfermos
Ordem
Matrimónio

A LUZ DO ESPÍRITO DE CRISTO

Os sete dons do Espírito Santo
Os doze frutos do Espírito Santo

MANDAMENTOS E PRECEITOS

Os dez mandamentos
Os cinco preceitos da Igreja

OBRAS DE MISERICÓRDIA

As sete obras de misericórdia corporais
As sete obras de misericórdia espirituais

VIRTUDES E VÍCIOS

As quatro virtudes cardeais
Os sete vícios capitais

PRÁTICAS ESPIRITUAIS

A “lectio divina”
Guardar o coração

CONFISSÃO E PERDÃO DOS PECADOS 20

Porquê confessar-se
Como confessar-se
O que confessar
Exame de consciência
  Na relação com Deus
  Na relação com o próximo
  Na relação consigo
Acto de contrição

INTENÇÕES DO SANTO PADRE – ABRIL 2015

DeusCriadorTextos: Apostolado da Oração
Intenções de cada dia: Calendário de Abril 2015

Universal: Respeitar e cuidar a criação
Para que as pessoas aprendam a respeitar a criação e a cuidá-la como dom de Deus.
Pela Evangelização: Disponibilidade para a missão
Para que os cristãos perseguidos sintam a presença reconfortante do Senhor Ressuscitado e a solidariedade de toda a Igreja.

Em união com o Santo Padre

Oferecimento do dia: Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus e por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares. Eu Vo-los ofereço de modo particular pelas intenções do Santo Padre para este mês:

Intenção Universal: Para que as pessoas aprendam a respeitar a criação e a cuidá-la como dom de Deus.

Intenção pela Evangelização: Para que os cristãos perseguidos sintam a presença reconfortante do Senhor Ressuscitado e a solidariedade de toda a Igreja.

Eucaristia: Em reparação de todos os abusos cometidos no uso da criação e por todos os cristãos perseguidos, para que encontrem a sua força no Senhor Ressuscitado.

Oferecer o dia

Na espiritualidade própria do Apostolado da Oração, ocupa um lugar central a tradicional oração do «Oferecimento das obras do dia». Esta oração lindíssima e profunda não é mais do que o melhor modo de começar cada dia, dispondo-se interiormente a fazer a vontade de Deus ao longo da jornada. Oferecendo aquilo que nos irá acontecer, unidos às intenções do Santo Padre, tornando-nos verdadeiros apóstolos, fazendo da vida o lugar onde o Evangelho encarna para o bem do mundo. Afinal, nada na nossa vida está fora daquilo que Deus pode fazer em nós e através de nós.

Senhor, ensina-nos a rezar – 6 (15/MARÇO)

«O pão nosso de cada dia nos dai hoje»

Texto do Catecismo da Igreja Católica (§§ 2828- 2837)

2828. «Dai-nos»: como é bela a confiança dos filhos, que tudo esperam do Pai! «Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e chover sobre justos e injustos» (Mt 5, 45); dá a todos os seres vivos «de comer a seu tempo» (Sl 104, 27). É Jesus quem nos ensina esta petição que, de facto, glorifica o nosso Pai porque é o reconhecimento de quanto Ele é bom, acima de toda a bondade.

2829. «Dai-nos» é também expressão da Aliança: nós somos d’Ele e Ele é nosso, é para nós. Mas este «nós» reconhece-O também como Pai de todos os homens, e nós pedimos-Lhe por todos, solidários com as suas necessidades e os seus sofrimentos.

2830. «O pão nosso». O Pai que nos dá a vida não pode deixar de nos dar o alimento necessário para a vida e todos os bens «convenientes», materiais e espirituais. No sermão da montanha, Jesus insiste nesta confiança filial que coopera com a providência do nosso Pai. Não nos incita a qualquer espécie de passividade, mas quer libertar-nos de toda a inquietação ansiosa e de qualquer preocupação. Assim é o abandono filial dos filhos de Deus:

«Àqueles que procuram o Reino e a justiça de Deus, Ele promete dar tudo por acréscimo. Com efeito, tudo pertence a Deus: nada faltará àquele que possui a Deus se ele próprio não faltar a Deus».

2831. Mas a presença daqueles que têm fome por falta de pão revela outra profundidade desta petição. O drama da fome no mundo chama os cristãos que oram com sinceridade a assumir uma responsabilidade efectiva em relação aos seus irmãos, tanto nos seus comportamentos pessoais como na solidariedade para com a família humana. Esta petição da oração do Senhor não pode ser isolada das parábolas do pobre Lázaro e do Juízo final.

2832. Tal como o fermento na massa, a novidade do Reino deve levedar a terra com o Espírito de Cristo. Há-de manifestar-se pela instauração da justiça nas relações pessoais e sociais, económicas e internacionais, sem nunca esquecer que não há nenhuma estrutura justa sem homens que queiram ser justos.

2833. Trata-se do «nosso» pão, de «um» para «muitos». A pobreza das bem-aventuranças é a virtude da partilha. Ela convida a comunicar e a partilhar os bens materiais e espirituais, não por coacção, mas por amor, para que a abundância de uns remedeie às necessidades dos outros.

2834. «Ora e trabalha». «Orai como se tudo dependesse de Deus, e trabalhai como se tudo dependesse de vós». Tendo nós feito o nosso trabalho, o alimento continua a ser uma dádiva do nosso Pai; é bom pedir-Lho dando-Lhe graças por ele. Tal o sentido da bênção da mesa numa família cristã.

2835. Esta petição e a responsabilidade que comporta valem também para outra fome de que os homens morrem: «O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Deus» (Mt 4, 4), quer dizer, da sua Palavra e do seu Sopro. Os cristãos devem mobilizar todos os esforços para «anunciar o Evangelho aos pobres». Há uma fome na terra que «não é fome de pão nem sede de água, mas de ouvir a Palavra do Senhor» (Am 8, 11). É por isso que o sentido especificamente cristão desta quarta petição tem a ver com o Pão da Vida: a Palavra de Deus, que deve ser acolhida na fé, e o corpo de Cristo, recebido na Eucaristia.

2836. «Hoje» é outra expressão de confiança. É o Senhor que no-la ensina; a nossa presunção não poderia inventá-la. Tratando-se sobretudo da sua Palavra e do corpo do seu Filho, este «hoje» não é somente o do nosso tempo mortal: é o «Hoje» de Deus:

«Se em cada dia recebes o pão, cada dia é hoje para ti. Se Cristo é para ti hoje, todos os dias Ele ressuscita para ti. Como é isso? “Tu és o Meu Filho, Eu hoje Te gerei” (Sl 2, 7). Hoje quer dizer: quando Cristo ressuscita».

2837. «De cada dia». Esta palavra «epioúsios» não é usada em mais lado nenhum no Novo Testamento. Tomada num sentido temporal, é uma repetição pedagógica do «hoje» para nos confirmar numa confiança «sem reservas». Tomada no sentido qualitativo, significa o necessário para a vida e, de um modo mais abrangente, todo o bem suficiente para a subsistência. Tomada à letra (epioúsios, «sobre-substancial»), designa directamente o Pão da Vida, o corpo de Cristo, «remédio de imortalidade», sem o qual não temos a vida em nós. Enfim, ligado ao antecedente, é evidente o sentido celestial: «este dia» é o do Senhor, o do banquete do Reino, antecipado na Eucaristia que é já o antegozo do Reino que vem. É por isso conveniente que a liturgia Eucarística seja celebrada em «cada dia».

«A Eucaristia é o nosso pão de cada dia […]. A virtude própria deste alimento é a de realizar a unidade a fim de que, reunidos no corpo de Cristo, tornados seus membros, sejamos o que recebemos. […] E também são pão de cada dia as leituras que em cada dia ouvis na igreja; e os hinos que escutais e cantais, são pão de cada dia. Estes são os mantimentos necessários para a nossa peregrinação».

O Pai celeste exorta-nos a pedir, como filhos do céu, o Pão celeste. Cristo «é Ele mesmo o Pão que, semeado na Virgem, levedado na carne, amassado na paixão, cozido no forno do sepulcro, guardado em reserva na Igreja, levado aos altares, fornece cada dia aos fiéis um alimento celeste».

IV DOMINGO DA QUARESMA – 15/MARÇO/2015

NicodemosSTA. LUíSA DE MARILLAC (1591-1660. Co-fundadora, com S.Vicente de Paulo, das “Filhas da Caridade”. Filha ilegítima, esposa experiente, viúva contemplativa e activa, mãe preo- cupada e grande mãe, serena, educadora e cuidadosa, assistente social e promotora da Caridade, ela continua inspirando inúmeros homens e mulheres, dentre os quais 21.000 Filhas da Caridade, chamadas “Irmãs de São Vicente de Paulo”, que servem no mundo inteiro.  Em 1960, S.João XXlll proclamou-a  padroeira das obras sociais cristãs.

BTO. PLÁCIDO RICCARDI (1844-1915). Padre dominicano italiano, reitor do mosteiro de Farfa na Sabina durante vinte anos com uma intensa vida de pregação e zelo apostólico pelas populações vizinhas. Passava horas no confessionário.  S.Pio Xll beatificou-o em 1954.

2 Crónicas 36, 14-16. 19-23 ; Sal 136, 1-6 ; Efésios 2, 4-10 ; João 3,14-21 Continue a ler IV DOMINGO DA QUARESMA – 15/MARÇO/2015