TERÇA-FEIRA – 3/MARÇO/2015

SantaCatarinaDrexelSTA. CATARINA  DREXEL (1858-1955). Filha de um pai banqueiro católico de  Filadélfia, consagrou a sua fortuna e a
sua vida a melhorar a situação dos negros e índios americanos. Já  na juventude distribuia os seus bens às  obras
missionárias e pedagógicas destas minorias. Depois de professar, por sugestão do papa Leão XIII, fundou a Congregação das  “Irmãs do Santíssimo Sacramento”. Mulher de muita oração, encontrou sempre na Eucaristia a fonte do seu amor pelos pobres. Determinou que seria prioridade absoluta da Congregação a fundação, em toda a américa, de escolas com bons professores para todos os índios e afro-americanos.  Foi canonizada no ano 2000.

Isaías 1,10.16-20; Sal 49,8-9.16bc-17.21.23 ; Mateus 23,1-12 Continue a ler TERÇA-FEIRA – 3/MARÇO/2015

SEGUNDA-FEIRA – 2/MARÇO/2015

SantaInesDePragaSTA. INÊS DE PRAGA (1208-82). Filha de Premislau I, rei da Boémia, actual República Checa, e da rainha Constância da Hungria. Aos 3 anos foi entregue ao cuidado de STA. Edwiges no seu mosteiro cisterciense, que lhe ensinou a fé. Fascinada com a espiritualidade de STA. Clara de Assis recusou o casamento de vários pretendentes reais, dizendo ser consagrada a Cristo. Fundou 1 hospital para pobres e 2 conventos franciscanos, um masculino e outro feminino.

BTO. CARLOS O BOM (1081-1127). Conde da Flandres, teve vida ascética a cuidar dos pobres. Foi assassinado numa igreja de Bruges, durante a missa de Quarta-feira de Cinzas.

Daniel 9,4b-10; Sal 78,8-9.11.13; Lucas 6,36-38 Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 2/MARÇO/2015

Mensagem aos pais

19 de Março, na Igreja paroquial
18h30, Terço
19h, Eucaristia com a entrega do Pai nosso

Chegou o momento em que a Igreja se reúne e recebe as crianças, que caminham na sua iniciação cristã, para lhes entregar o tesouro precioso da oração que é o Pai Nosso.

No mundo inteiro a Igreja reza com as palavras de Jesus esta oração na Celebração Eucarística.

É a oração dos filhos de Deus.

Entregamos-te esta oração, que também nós recebemos, porque, pela fé, sabemos e acreditamos que tens o sinal de Jesus e confiamos que, com a ajuda da Graça a podes viver de verdade.

Jesus ensinou os Apóstolos a rezar. Igreja confia à criança, que está a crescer na fé, a oração mais perfeita entre todas as que possam existir. Esta é a oração mais perfeita porque foi a que Jesus fez, Jesus que é perfeito em tudo.

A entrega do Pai Nosso realiza-se no dia do Pai. Qual o sentido?

Na família cristã, o pai é chamado a ser a imagem da paternidade de Deus para os seus filhos. Imitando São José, os pais vivem nas suas casas esta vocação à paternidade: ser, na peregrinação terrena, um rosto de fortaleza e afecto, de sabedoria e paciência, de humildade e alegria.

Escolher esta data é também dar graças a Deus pelo pai de cada criança e por este grande desafio.

Toda a vida de Jesus se conhece na sua relação com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Ele veio para fazer e mostrar que o Seu Pai é o nosso Pai. E nós somos todos filhos de Deus.

Pai Nosso…

Ser pai – 2 – Audiência geral com o Papa Francisco 4/2/2015

Texto in vatican.va

Se alguém pode explicar até ao fundo a oração do «Pai-Nosso» ensinada por Jesus, é precisamente quem vive pessoalmente a paternidade. Sem a graça do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos.

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de apresentar a segunda parte da reflexão sobre a figura do pai de família. Na última catequese falei sobre o perigo dos pais «ausentes», e hoje quero considerar acima de tudo o aspecto positivo. Também são José teve a tentação de deixar Maria, quando descobriu que ela estava grávida; mas interveio o anjo do Senhor, que lhe revelou o desígnio de Deus e a sua missão de pai putativo; e José, homem justo, «recebeu em casa a sua esposa» (Mt1, 24), tornando-se o pai da família de Nazaré.

Todas as famílias têm necessidade do pai. Hoje meditamos sobre o valor do seu papel, e gostaria de começar com algumas expressões que se encontram no Livro dos Provérbios, palavras que um pai dirige ao próprio filho, dizendo assim: «Meu filho, se o teu espírito for sábio, o meu coração alegrar-se-á contigo! Os meus rins estremecerão de alegria, quando os teus lábios proferirem palavras rectas» (Pr 23, 15-16). Não se poderia expressar melhor o orgulho e a emoção de um pai que reconhece que transmitiu ao seu filho aquilo que realmente conta na vida, ou seja, um coração sábio. Este pai não diz: «Sinto-me orgulhoso de ti, porque és precisamente igual a mim, repetes as palavras que pronuncio e aquilo que faço». Não, não se limita simplesmente a dizer-lhe algo. Diz-lhe uma coisa muito mais importante, que poderíamos interpretar assim: «Serei feliz cada vez que te vir agir com sabedoria e comover-me-ei todas as vezes que te ouvir falar com rectidão. Foi isto que desejei deixar-te, para que se tornasse algo teu: a atitude de ouvir e agir, de falar e julgar com sabedoria e rectidão. E para que pudesses ser assim, ensinei-te coisas que não sabias, corrigi erros que não vias. Fiz-te sentir um afago profundo e ao mesmo tempo discreto, que talvez não tenhas reconhecido plenamente quando eras jovem e incerto. Dei-te um testemunho de rigor e de firmeza que talvez não entendesses, quando só querias cumplicidade e tutela. Fui o primeiro que tive de me pôr à prova da sabedoria do coração e velar sobre os excessos do sentimento e do ressentimento, para poder carregar o peso das incompreensões inevitáveis e encontrar as palavras certas para me fazer entender. Agora — continua o pai — comovo-me quando vejo que tu procuras comportar-te assim com os teus filhos e com todos. Estou feliz por ser teu pai!». É isto que diz um pai sábio, um pai maduro.

Um pai sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta meiguice e quanta firmeza. No entanto, que consolação e recompensa se recebe, quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que compensa todos os esforços, que supera qualquer incompreensão e cura todas as feridas.

Portanto, a primeira necessidade é precisamente esta: que o pai esteja presente na família. Que se encontre próximo da esposa, para compartilhar tudo, alegrias e dores, dificuldades e esperanças. E que esteja perto dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; pai presente, sempre. Estar presente não significa ser controlador, porque os pai demasiado controladores anulam os filhos e não os deixam crescer.

O Evangelho fala-nos da exemplaridade do Pai que está nos céus — o único, diz Jesus, que pode chamar-se verdadeiramente «Pai bom» (cf. Mc 10, 18). Todos conhecem a extraordinária parábola denominada do «filho pródigo», ou melhor, do «pai misericordioso», que se lê no capítulo 15 do Evangelho de Lucas (cf. 15, 11-32). Quanta dignidade e quanta ternura na expectativa daquele pai que está à porta de casa, à espera do regresso do filho! Os pais devem ser pacientes. Muitas vezes nada se pode fazer, a não ser esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, generosidade e misericórdia.

Um pai bom sabe esperar e perdoar, do profundo do coração. Sem dúvida, também sabe corrigir com firmeza: não se trata de um pai fraco, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem aviltar é o mesmo que sabe proteger sem se poupar. Certa vez ouvi numa festa de casamento um pai dizer: «Às vezes tenho que bater um pouco nos filhos… mas nunca no rosto, para não os humilhar». Que bonito! Tem o sentido da dignidade. Deve punir, mas fá-lo de modo correcto e vai em frente.

Por conseguinte, se alguém pode explicar até ao fundo a oração do «Pai-Nosso» ensinada por Jesus, é precisamente quem vive pessoalmente a paternidade. Sem a graça do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos. Farão de tudo para não o admitir, para não o revelar, mas precisam dele; quando não o encontram, abrem-se-lhes feridas difíceis de cicatrizar.

A Igreja, nossa mãe, está comprometida em apoiar com todas as suas forças a presença boa e generosa dos pais nas famílias, porque para as novas gerações eles são guardiões e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, da fé na justiça e da salvaguarda de Deus, como são José.

Papa Francisco