A tradição da Oração dominical (Pai nosso)

JesusEnsinaNosARezarIntrodução

A entrega da oração do Pai nosso, sendo feita no dia da Solenidade de São José, junta alguns significados que embora complementares entre si, derivam todos da revelação de Jesus Cristo como «Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai» (Jo 1,18).

As tradições na Igreja

São duas as tradições no itinerário catecumenal pelas quais a Igreja entrega aos eleitos os documentos do Símbolo da fé (o credo) e da Oração dominical (o Pai nosso). A Igreja entrega aos catecúmenos, «num gesto de grande amor, os documentos que, desde os tempos antigos, são considerados como o compêndio da sua fé e da sua oração» (RICA, 181).

Para os fiéis que foram baptizados como infantes, entretanto, chegou o momento de receberam na Igreja, de forma pessoal e consciente a oração que Jesus dirige ao Pai em relação filial. Na celebração do Baptismo, tinham sido ditas as palavras pronunciadas pelo celebrante que, de alguma forma antecipavam o momento que estamos a referir:

Irmãos caríssimos: Renascido (Renascida) pelo Baptismo, este menino (esta menina) é chamado (chamada), e é de verdade, filho (filha) de Deus. […]; membro da Igreja, há-de chamar a Deus seu Pai. Em nome dele (dela), no espírito de Filhos adoptivos que todos recebemos, ousamos agora rezar como o Senhor nos ensinou (RCBC, 103).

A singular santidade de São José

O Martirologio Romano refere a «Solenidade de São José, esposo da Santíssima Virgem Maria, homem justo, da descendência de David, que exerceu a missão de pai do Filho de Deus, Jesus Cristo, o qual quis ser chamado filho de José e lhe foi submisso como um filho a seu pai. A Igreja venera com especial honra como seu patrono aquele que o Senhor constituiu chefe da sua família».

A Solenidade de São José, a 19 de Março celebra-se na Quaresma, no tempo a Iluminação e da Purificação.

A vocação à paternidade. Em S. José os esposos e pais encontram um modelo e intercessor

Neste caminho comum de reflexão sobre a família, gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos estar mais atentos: a ausência da figura paterna da vida das crianças e dos jovens causa lacunas e feridas que podem até ser muito graves. Com efeito os desvios das crianças e dos adolescentes em grande parte podem estar relacionados com esta falta, com a carência de exemplos e de guias respeitáveis na sua vida de todos os dias, com a falta de proximidade, com a carência de amor por parte dos pais. É mais profundo de quanto pensamos o sentido de orfandade que vivem tantos jovens (AG 28/1/2015).

Recomendando-nos, pois, à protecção daquele a quem o próprio Deus «confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos e maiores», aprendamos com ele, ao mesmo tempo, a servir a «economia da salvação». Que São José se torne para todos um mestre singular no serviço da missão salvífica de Cristo, que, na Igreja, compete a cada um e a todos: aos esposos e aos pais, àqueles que vivem do trabalho das próprias mãos e de todo e qualquer outro trabalho, às pessoas chamadas para a vida contemplativa e às que são chamadas ao apostolado (RC 32).

LEITURAS

FRANCISCO (Papa), Audiência geral. O Pai, 28/1/2015.
FRANCISCO (Papa), Audiência geral. O Pai (bis), 4/2/2015.

SIGLAS E ABEVIATURAS

AG — Audiência geral
RC — SÃO JOÃO PAULO II, Redemptoris custos, 15/8/1989.
RCBC — Ritual Romano. Celebração do Baptismo das Crianças.
RICA — Ritual Romano. Iniciação Cristã dos Adultos.

COMENTÁRIO DO BISPO FULTON SHEEN

Ser pai – 1 – Audiência geral com o Papa Francisco 28/1/2015

Texto in vatican.va

O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invadente dos pais, mas ao contrário a sua ausência, o seu afastamento.

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Retomamos o caminho das catequeses sobre a família. Hoje deixamo-nos guiar pela palavra «pai». Uma palavra que a nós cristãos é muito querida, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a dirigir-nos a Deus: pai. O sentido deste nome recebeu uma nova profundidade precisamente a partir do momento em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua relação especial com Ele. O mistério bendito da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus, é o coração da nossa fé cristã. Continue a ler Ser pai – 1 – Audiência geral com o Papa Francisco 28/1/2015

II DOMINGO DA QUARESMA – 1/MARÇO/2015

Transfiguracao_BlS. ROSENDO(907-977). Natural de S.TO Tirso  (antes da fundação do  condado  Portucalense) numa família galega nobre,  foi nomeado,  com 18 anos,  bispo  de  Medonhedo  e depois de Dume, na região de  Braga. Modelo de fé, humildade e confiança  em  Deus,  reconstruiu mosteiros e igrejas, libertou escravos e levou outros a fazê-lo. Fundou o grande mosteiro
beneditino  de Celanova  (Orense)  e terminou como bispo  na  já  então famosa  diocese de Santiago de Compostela (968-977), assolada por invasões normandas, que ele combateu.

STO. AUBIN (ALBINO)(469-550) Abade de Tintillant foi eleito, já sexagenário, bispo de Angers. Teve a coragem de se opôr  com firmeza aos costumes dissolutos dos senhores Merovíngios. Taumaturgo, era conhecido pela sua generosidade para com os pobres, doentes, viúvas, orfãos e prisioneiros. É padroeiro da cidade de Angers.

Génesis 22,1-2.9a.10-13.15-18; Sal 115,10.15-19; Rom.8,31b-34; Marcos 9, 2-10 Continue a ler II DOMINGO DA QUARESMA – 1/MARÇO/2015

SÁBADO – 28/FEVEREIRO/2015

BTO. CARLO GNOCCHI (1902-56). Padre Milanês, após a II Guerra Mundial em que foi capelão militar, dedicou-se às crianças mutiladas da guerra, orfãos e doentes. Sua obra continua graças à Fund.ãoCarlo Gnocchi. Foi beatificado em 2009.

Deuteronómio 26, 16-19 ; Sal 118, 1-2. 4-5. 7-8 ; Mateus 5, 43-48

“SEDE PERFElTOS…”(Mat.5,20-26). Não podemos esquivar-nos, não somos pagãos. Então, o mandamento evangélico
“Portanto, sede perfeitos, como é perfeito O vosso Pai celeste” dirige-se directamente a nós: exigência inacessivel, porque a nós, pobres humanos é dito ser como O Pai. Legítimo desencorajamento, se contarmos com as próprias forças, se esquecermos a oração de STO. Agostinho : “Dá-me a força para fazer o que Tu mandas e então ordena-me o que Tu queres”. É necessário remeter-nos totalmente aO Senhor, num profundo acto de fé. Aquilo que nos manda e as forças para o cumprirmos, é Ele que no-lo dá na Sua graça. Na condição de sentirmos esse desejo ardente : um desejo de salvação e portanto de conversão.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). selecção e síntese: Jorge Perloiro.