29 mai 2022 Ascensão do Senhor – Solenidade

ASCENSÃO DO SENHOR – SOLENIDADE – ANO C

At 1, 1-11; Sal 46 (47), 2-3. 6-7. 8-9; Ef 1, 17-23 ou Hebr 9, 24-28; 10, 19-23; Lc 24, 46-53

Primeira leitura
Atos 1, 1-11
«Elevou-Se à vista deles»
Leitura dos Actos dos Apóstolos

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

Salmo Responsorial
Salmo 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)
Refrão: Por entre aclamações e ao som da trombeta,
ergue-Se Deus, o Senhor. Repete-se

Ou: Ergue-Se Deus, o Senhor,
em júbilo e ao som da trombeta.

Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o Rei soberano de toda a terra.

Deus subiu entre aclamações,
o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai hinos a Deus, cantai,
cantai hinos ao nosso Rei, cantai.

Deus é Rei do universo:
cantai os hinos mais belos.
Deus reina sobre os povos,
Deus está sentado no seu trono sagrado.

Segunda leitura
Ef 1, 17-23
«Colocou-O à sua direita nos Céus»
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios

Irmãos: O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

Evangelho
Lc 24, 46-53
«Enquanto os abençoava, foi elevado ao Céu»

Conclusão do santo Evangelho segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto». Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.

22 mai 2022 «O Espírito Santo vos recordará tudo o que Eu vos disse»

DOMINGO VI DO TEMPO PASCAL – ANO C

At 15, 1-2. 22-29; Sal 66 (67), 2-3. 5. 6 e 8; Ap 21, 10-14. 22-23 ou Ap 22, 12-14. 16-17. 20; Jo 14, 23-29 ou Jo 17, 20-26

Primeira leitura
Actos 15, 1-2.22-29
«O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são necessárias»
Leitura dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias, alguns homens que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos de Antioquia: «Se não receberdes a circuncisão, segundo a Lei de Moisés, não podereis salvar-vos». Isto provocou muita agitação e uma discussão intensa que Paulo e Barnabé tiveram com eles. Então decidiram que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém, para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos. Os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja, decidiram escolher alguns irmãos e mandá-los a Antioquia com Barnabé e Paulo. Eram Judas, a quem chamavam Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos. Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia. Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras, resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo, homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões. O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis: abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus».

Salmo Responsorial
Salmo 66 (67), 2-3.5.6.8 (R. 4)
Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.
Na terra se conhecerão os vossos caminhos
e entre os povos a vossa salvação. Refrão

Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a terra.

Os povos Vos louvem, ó Deus,
todos os povos Vos louvem.
Deus nos dê a sua bênção
e chegue o seu louvor aos confins da terra.

Segunda leitura
Ap 21, 10-14.22-23
«Mostrou-me a cidade santa, que descia do Céu»
Leitura do Livro do Apocalipse

Um Anjo transportou-me em espírito ao cimo de uma alta montanha e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, resplandecente da glória de Deus. O seu esplendor era como o de uma pedra preciosíssima, como uma pedra de jaspe cristalino. Tinha uma grande e alta muralha, com doze portas e, junto delas, doze Anjos; tinha também nomes gravados, os nomes das doze tribos dos filhos de Israel: três portas a nascente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas a poente. A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes e neles doze nomes: os dos doze Apóstolos do Cordeiro. Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro.

Em vez da leitura precedente pode utilizar-se a seguinte:
LEITURA II Ap 22, 12-14.16-17.20

«Vem, Senhor Jesus»

Leitura do Livro do Apocalipse
Eu, João, ouvi uma voz que me dizia: «Eis que venho em breve e trago comigo a recompensa, para dar a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Felizes os que lavam as suas vestes, para terem direito à árvore da vida e poderem entrar, pelas portas, na cidade. Eu, Jesus, enviei o meu Anjo para vos dar testemunho no que diz respeito às Igrejas. Eu sou o rebento da descendência de David, a estrela brilhante da manhã». O Espírito e a Esposa dizem: «Vem!». E aquele que ouvir diga: «Vem!». Quem tem sede, venha; e quem a deseja, receba de graça a água da vida. Aquele que dá testemunho destas coisas diz: «Sim, Eu venho em breve». Amen! Vem, Senhor Jesus!

Evangelho
Jo 14, 23-29
«O Espírito Santo vos recordará tudo o que Eu vos disse»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».

Em vez do Evangelho precedente pode utilizar-se o seguinte com o respectivo aleluia.

ALELUIA cf. Jo 14, 18
Refrão: Aleluia. Repete-se
Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:
vou partir, mas virei de novo
e alegrar-se-á o vosso coração. Refrão

EVANGELHO Jo 17, 20-26
«Sejam consumados na unidade»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste. Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um: Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim. Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te e estes reconheceram que Tu Me enviaste. Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu esteja neles».

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA ROCHA – 200 ANOS

Rocha22Terá lugar no próximo dia 29 de Maio, a comemoração do bicentenário da aparição da imagem da Virgem Maria, Nossa Senhora da Rocha. Às 11h00 desse Domingo, estará a presidir à Santa Missa o Senhor Cardeal Patriarca, seguindo-se a procissão solene a meio da tarde.

Os primeiros sinais do extraordinário encontro foram percebidos por sete jovens com idades entre os 11 e os 15 anos, os primeiros a entrar na gruta a 28 de Maio de 1822. No dia 31, para confirmar as primeiras notícias, foram estes acompanhados de mais gente e tochas para alumiar lá dentro da gruta, e foi quando encontraram, à luz acendida, a pequena, antiga e bela Imagem da Senhora da Conceição da Rocha.

Nos duzentos anos destes acontecimentos, agradeçamos a Maria e por Maria, a presença de Deus no meio de nós.

Nossa Senhora da Rocha – história e devoção (por Pe. Alexandre Alexandre Santos)

22 a 26 jun 2022 – Festa da Família – Casais Jubilares

* Casais Jubilares 2022 *

Os casais que fazem 10, 25, 50, 60 ou mais anos de casados em 2022 podem

  • receber o Diploma com a bênção do Cardeal Patriarca de Lisboa
  • reservar lugar sentado na Missa de Encerramento da Festa da Família.

*Inscrições e informações aqui*: https://forms.gle/LphqgtLyiZKvK33w5

b_202205_QR Code Formulário Inscrição Casais Jubilares

MISSA DE ENCERRAMENTO DA FESTA DA FAMÍLIA

 

15 mai 2022 – Dia Internacional da Família – Mensagem do Senhor Patriarca

Por ocasião do Dia Internacional da Família, (domingo, 15 de maio), o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, convoca todas as famílias para o X Encontro Mundial das Famílias que se realizará na Diocese de Lisboa no próximo mês de junho.

Caras famílias do Patriarcado de Lisboa
A todos saúdo com muita proximidade e estima, confiando na protecção da Sagrada Família de Nazaré para todos e cada um de vós.
Também para vos convocar para o X Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em cada uma das dioceses de todo o mundo, em simultâneo com Roma, nos dias 22 a 26 de junho. Terá a sua abertura nas paróquias na quarta 22, um evento na Vigararia de Mafra na quinta 23, oração nas paróquias e nas famílias a 24, a possibilidade de participar no Congresso Teológico Pastoral “A vocação ao Amor e à Santidade dos jovens e das famílias” na paróquia de Santa Joana Princesa (Lisboa) das 10 às 19 horas, no sábado 25.
Convido-vos muito especialmente para a Festa da Família, grande encontro presencial diocesano, que decorrerá em Vialonga, Vigararia de Vila Franca de Xira, no Domingo 26 de junho, com o tema “Famílias a caminho da Jornada Mundial da Juventude”. Sobre todas estas acções, podereis encontrar informação no Sector da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa.
Como sabeis, será na primeira semana de agosto de 2023 que Lisboa acolherá uma multidão de jovens do mundo inteiro, para viverem com o Papa Francisco essa ocasião única e marcante das suas vidas, como certamente será. Dedicada aos jovens, a JMJ mobiliza-nos a todos, mesmo aos que somos “jovens há mais tempo” e conservamos na memória os ideais dessa idade bonita, que agora partilhamos com quem vive dos 15 aos 30 anos. Partilha que acontece muito nas famílias, igrejas domésticas e local por excelência de intercâmbio de gerações. Também no que à transmissão da fé diz respeito, como já São Paulo disse ao seu jovem discípulo Timóteo: «Trago à memória a tua fé sem fingimento, que se encontrava já na tua avó Loide e na tua mãe Eunice e que, estou seguro, se encontra também em ti» (2 Tm 1, 5).
Representantes das paróquias e dos movimentos familiares católicos, por todos espero em Vialonga no Domingo 26 de Junho, que será muito preenchido de momentos de partilha, festa e celebração. Precisamos de nos ver e rever, para assim reforçarmos a certeza e a beleza da proposta familiar cristã, tão urgente hoje em dia e entre nós!
Terei todo o gosto em oferecer diplomas de Bênção aos casais que completam este ano 10, 25, 50, 60 ou mais anos de matrimónio. São magníficos marcos duma existência que acontece todos os dias. O modo de inscrição para tal também é indicado pelo Sector da Pastoral Familiar com a colaboração dos párocos.

Com oração e muita estima,
+ Manuel Clemente