Apartes

TERÇA-FEIRA – 7/OUTUBRO/2014

Anunciacao_TiepoloNOSSA SENHORA DO ROSÁRIO. Esta festa recorda-nos que a recitação do Rosário, centrado sobre os mistérios de Jesus e de Maria, coloca a sua contemplação ao alcance do povo cristão. Invoquemos e oremos a Nossa Senhora do Rosário para que nos dê um desejo sempre mais enraízado de meditarmos com ela os mistérios de Cristo. Para que a sua presença ao nosso lado nos alcance mais assiduamente o gosto de viver como ela, nossa mãe e irmã mais velha na fé, “segundo a Palavra”. Hoje podemos pedir à Virgem Maria que nos faça atravessar a densidade e intensidade de tudo o que é alegria, luz, dor e glória nas nossas vidas, com uma confiança e esperança renovadas!

Actos 1, 12-14 ; Lucas 1, 46-55 ; Lucas 1, 26-38

“COBRIR-TE-Á COM A SUA SOMBRA…” (Luc.1,26-38). A imagem da expressão “estender a sombra, ornar, cobrir” ganha sentido graças aos ecos que desperta na Escritura. Esta evoca em primeiro lugar o relato da Criação no início do Génesis, quando O Espírito de Deus pairava sobre as águas; ela recorda também a presença da nuvem, na qual O Senhor acompanhava o Seu povo, no Êxodo, para o salvar.
Mas o verbo é sobretudo retomado por Lucas na cena da Transfiguração: a nuvem de onde vem a voz de Deus cobre com a sua sombra Jesus e os discípulos; eles compreendem então ser Ele “O Filho” (Luc.9,34). É assim anunciado que, em Maria, Deus vem preparar um mundo novo, liberto das forças do mal e da morte: Jesus é O Filho primogénito de uma nova Criação.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

Sínodo 2016 – Textos para a meditação / 01

Semana 5-11/10/2014

SinodoLisboa2016_B1A ALEGRIA DO EVANGELHO

Capítulo I: «A Transformação Missionária da Igreja»

TEXTOS PARA REFLEXÃO NO TEMPO DE ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Cruz Quebrada (5ª Feira, às 9h30). Miraflores (5ª Feira, às 17h00); Algés (Domingo, às 17h00); Capela de Nª Sra do Cabo (1º Sábados, às 18h00).

INÍCIO DA ADORAÇÃO EUCARÍSTICA

CÂNTICO

PRIMEIRO MOMENTO DE REFLEXÃO:

Da Exortação Apostólica Alegria do Evangelho do papa Francisco:

A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20). Nestes versículos, aparece o mo-mento em que o Ressuscitado envia os seus a pregar o Evangelho em todos os tempos e lu-gares, para que a fé n’Ele se estenda a todos os cantos da terra (nº19).

O dinamismo missionário está presente em cada um de nós?

SEGUNDO MOMENTO DE REFLEXÃO:

Da Exortação Apostólica Alegria do Evangelho do papa Francisco:

Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de «saída», que Deus quer provocar nos crentes. Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra (cf. Gn 12, 1-3). Moisés ouviu a chamada de Deus: «Vai; Eu te envio» (Ex 3, 10), e fez sair o povo para a terra prometida (cf. Ex 3, 17). A Jeremias disse: «Irás aonde Eu te enviar» (Jr 1, 7). Naquele «ide» de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova «saída» missionária. Cada cristão e cada comunidade há-de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho (nº 20).

As nossas comunidades respiram a urgência de levar a todos, sem excepção, o anúncio do Evangelho?

TERCEIRO MOMENTO DE REFLEXÃO:

Da Exortação Apostólica Alegria do Evangelho do papa Francisco:

A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. Experimentam-na os setenta e dois discípulos, que voltam da missão cheios de alegria (cf. Lc 10, 17). Vive-a Jesus, que exulta de alegria no Espírito Santo e louva o Pai, porque a sua revelação chega aos pobres e aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). Sentem-na,

cheios de admiração, os primeiros que se convertem no Pentecostes, ao ouvir «cada um na sua própria língua» (Act 2, 6) a pregação dos Apóstolos. Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar. Mas contém sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além. O Senhor diz: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim» (Mc 1, 38). Ele, depois de lançar a semente num lugar, não se demora lá a explicar melhor ou a cumprir novos sinais, mas o Espírito leva-O a partir para outras aldeias (nº 21).

Limitamo-nos a acolher quem nos procura ou partimos, pelas encruzilhadas dos caminhos, em busca dos afastados e excluídos?

PRECES ESPONTÂNEAS

ORAÇÃO DO SÍNODO

Maria, Mãe da Igreja
ajudai-nos a dizer o nosso «sim».
Dai-nos a audácia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Virgem da escuta e da contemplação,
intercedei pela nossa Igreja de Lisboa,
em caminho sinodal,
para que nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a resplandecer
com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivo,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Ámen.

CÂNTICO

REPOSIÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

XXVIl DOMINGO DO TEMPO COMUM – 5/OUTUBRO/2014

SantaMariaFaustina_bl_02STA. MARIA FAUSTINA KOWALSKA (1905-38). Esta polaca, professou no convento de Varsóvia das “Irmãs de Nª Sª da Misericórdia” onde, durante 13 anos desempenhou com diligência e humildade todo o tipo de trabalhos. Apesar dos dons extraordinários que recebia (revelações, visões, estigmas ocultos, participação na Paixão dO Senhor, dom da bilocação, da leitura das almas, da profecia e o raro dom do casamento místico) nunca confundiu estas graças com a santidade : “Nem as graças, nem as revelações, nem os êxtases, nem os dons concedidos a uma alma a tornam perfeita, mas apenas a sua íntima união com Deus…”, escreveu no diário. S. João Paulo II canonizou-a em 2000.

SantaFlor_extase_blSTA. FLOR (1300-47). Natural de Ars, fez-se religiosa e entrou muito nova no hospício dos cavaleiros de S.João de Jerusalém, em Beaulieu, Quercy.  Ali, dedicou a sua vida a cuidar dos doentes e a acolher os peregrinos. Seus êxtases por vezes duravam desde a missa da manhã até às vésperas da tarde. É Padroeira de todas as mulheres com o nome de flores.

Isaías 5, 1-7 ; Sal 79, 9.12-16.19-20 ; Filipenses 4, 6-9 ; Mateus 21, 33-43

PORQUÊ ? (Sal.79,9.12-16.19-20). “Mostra-nos o Teu rosto e seremos salvos…” Os versículos do Salmo realçam simultâneamente o Cântico de amor e a profecia do Julgamento.  O Amor de Deus é sublinhado por uma série de verbos que falam de toda a atenção e cuidados tidos com Israel.   Ora este amor de Deus ficara sem resposta. A sua tonalidade afectiva (amigo; bem-amado; querido) é típica do universo profético que trata a Aliança não como um contrato respeitado ou quebrado, mas em termos duma relação de amor honrada ou traída : marido/mulher; pai/mãe/filho ; amigo. O fruto esperado da vinha de Israel diz respeito à justa relação com Deus e o outro, e portanto com o duplo mandamento do amor, utilizando uma expressão evangélica. Ora nós sabemos que a prosperidade e a paz tinham levado O Reino de Judá a um adormeci-mento das consciências, quer no plano moral quer religioso. Talvez nos sintamos incomodados com as ameaças proferidas a propó-sito da vinha infecunda? Não nos dão elas a imagem de um Deus vingador cujo amor, ou orgulho, é facilmente ferido? Mas recordemo-nos que este tipo de oráculos não têm outra finalidade para além de conduzirem os ouvintes à conversão. Prestar culto aos deuses da fertilidade, esmagar os pobres ou ignorá-los, não será apartar-se de Deus, fonte de toda a vida? Apelemos agora à nossa memória bíblica e descobriremos outro Cântico que retoma a mesma temática da vinha mas alterando a mensagem: “Cantai a vinha excelente ! Eu, O Senhor, sou O Seu guarda ; Eu a rego a cada momento e a guardo dia e noite (…). Já não Me enfureço mais com ela, mas se encontrar espinhos e silvas, abrirei guerra contra ela (…).  Dias virão em que Jacob lançará novas raízes, Israel florescerá com botões e flores e encherá o mundo com os seus frutos”(Is. 27,2-6). Que coisa magnífica contemplar um Deus cujo amor é tal que irá até ao ponto de Se encarnar e partilhar a condição do Homem, para O restabelecer na Sua intimidade!

A VINHA OU O MUNDO ? (Mateus 21,33-43). A Palavra arrisca-se a não ser entendida por aquilo que Ela na verdade é : nada menos que Palavra de Deus.   Ela revela-nos Jesus-Cristo, sempre objecto de resistência ou até de violência. Ela interpela-nos sobre a forma como a recebemos, e depois sobre a maneira como a oramos e a celebramos. Cabe-nos a tarefa de prolongar a palavra até ao infinito, vivendo-a interiormente e inserindo-a nos actos quotidianos. Seremos nós a produzir os frutos que o mundo espera. A vinha deixou de ter os limites dos claustros, a vinha é o mundo, no qual nós contribuimos para dar a vida, em particular aos que mais a necessitam.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

1º SÁBADO – 4/OUTUBRO/2014

SaoFranciscoDeAssis_pglS. FRANCISCO DE ASSIS (1181-1226). Francesco Bernadone viveu a sua vida num encontro com Cristo pobre, livre e feliz. Cortou com a riqueza da família e reconduziu, na paz, a Igreja a Cristo.

Job 42, 1-3. 5-6.12-16 ; Sal 118, 66. 71. 75. 91.125.130 ; Lucas 10,17-24

O ENSINO DE S. FRANCISCO.  O evangelho deste dia ressoa bem com o santo que festejamos, porque nos propõe as atitudes que S.Francisco ensina à Igreja: a alegria e o louvor, que são expressão do reconhecimento da acção de Deus nas nossas vidas; a capacidade de agir em nome nome Cristo e em resposta ao Seu apelo, que implica uma coragem envagélica; a humildade de guardar o Seu lugar e não construir a vida sobre o nosso poder mas sobre o Amor de Deus. É isto que, “paira no ar”, no intercâmbio espiritual entre Jesus e os Seus discípulos. Um intercâmbio quotidiano, simples, espontâneo, que também somos chamados a viver.

“Meditacões Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.