Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 15 — FI_166_UnidadePastoral — FI_166_Alges
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SÁBADO – 14/JUNHO/2014
1 Reis 19,19-21 ; Sal 15,1-2a. 5-10 ; Mateus 5, 33-37
ELIAS LANÇOU O SEU MANTO SOBRE ELISEU (1 Reis 19,19-21). O gesto explica-se pelo forte simbolismo do traje na Bíblia ; o homem nu está dessocializado, a veste traduz quer a função quer a dignidade. A capa de Elias é sinal que o poder de Deus desceu sobre Eliseu. A preposição “para, sobre” é tanto usada para o manto como para O Espírito. Eliseu recebe esse poder quando Elias é arrebatado aos céus; então Eliseu pegará na capa para apartar as águas do Jordão. Isto pode tornar-nos mais atentos ao significado das roupas nos relatos evangélicos:Jesus foi despojado das Suas vestes, disputadas ás sortes. Ele morreu nu; mas O Espírito subverte todas as simbolologias sociais e revestiu com a Sua glória o Seu corpo humilhado e elevou-O vivo para junto de Deus.
UM SIM FRANCO E INCONDICIONAL (Mat.5,33-37). Cristo convida-nos a dizer um sim que não passe pelo intermediário de um juramen-to “sobre” ou “por” qualquer coisa. Isto, juntamente com o “fora de Mim, nada podeis fazer” do evangelho de João (Jo.15,5), é como se Jesus nos dissesse que todos os nossos “sins” têm de passar por Ele mesmo. São sins de adesão incondicional, que não necessitam verificação, nem de passar por substitutos, porque estão ancorados no absoluto da confiança. É com O próprio Deus, que eu confio em Jesus e desejo, assim, poder dizer-lhE um Sim franco e incondicional. Há duas razões para não jurar: primeiro, para não instrumentalizar as coisas sagradas. Que pode Deus acrescentar aos nossos protestos de boa fé? E porquê falar como se a Sua Palavra estivesse na balança? Segundo, as palavras de um cristão devem ser sinceras e verídicas, sem que seja necessário reforçá-las invocando Deus. Aliás, é por Ele que podemos dizer “amen” a Deus -para a Sua glória – e, tal como Jesus, dizer sim a tudo o que seja um sinal, pequeno ou grande, da vontade de Deus na nossa vida : um acontecimento, um encontro… Tal como Maria – no dia de sábado que lhe é dedicado – vou dizer sim aO Deus que me pede para deixar a Sua Palavra nascer e crescer em mim. “Eis a serva(o) dO Senhor!”
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
SEXTA-FEIRA – 13/JUNHO/2014
STO. ANTÓNIO. Natural de Lisboa (1195) é conhecido como STO. António de Lisboa ou de Pádua, Itália onde pregou. Irmão na Ordem Franciscana, ficou célebre como pregador exímio e grande conhecedor da Sagrada Escritura. Morreu perto de Pádua (1231), e era tal a sua fama de santidade que foi canonizado menos de um ano depois. A sua figura continua viva na memória do povo como alguém que nos ajuda a procurar as coisas perdidas, a cuidar dos que buscam um santo casamento e, principalmente, como intercessor dos pobres e necessitados.
Ben-Sirá 39, 8-14 ; Sal 18B, 8-11 ; Mateus 5,13-19
SAL DESNATURADO, LUZ ARTIFICIAL (Mat.5,13-19). Caminhar segundo o espírito das bem-aventuranças permitir-nos-á progredir como seres bem “salgados”, cujas vidas têm gosto e iluminam os outros, tal como STOAntónio. E não iluminaremos artificialmente o nosso caminho, mas sim com a luz de Cristo, que Ele partilha connosco para que, além da nossa, sejamos luminosos também com a Sua luz. A chave do nosso acerto está na luz dO Filho. Nada mostra essa realidade de forma mais límpida do que as frases proferidas por Jesus imediatamente depois das bem-aventuranças do Sermão da Montanha: “Vós sois o sal da terra”, “Vós sois a luz do mundo”.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
QUINTA-FEIRA – 12/JUNHO/2014
BTO. GUY VIGNOTELLI (1185-1245). O encontro com S. Francisco de Assis mudou a vida deste senhor de Cortona, na Itália: deu todos os seus bens aos pobres, ingressou na Ordem dos Franciscanos e fez-se eremita na gruta de uma ponte.
1 Reis18, 41-46 ; Sal 64,10-13 ; Mateus 5, 20-26
“VAI PRIMEIRO RECONCILIAR-TE …” (Mateus 5,20-26). Decididamente, amar não é nada fácil ! Jesus di-lo hoje no Sermão da Montanha de três maneiras. Primeiro ao frisar que o amor não tem limites : “a justiça” não pode limitar-se à observância de preceitos. O amor tem de ser amplo e verdadeiro. Depois diz-nos que o amor é sempre prioritário e dá O Pai como exemplo. Deus que escolhe ficar em segundo lugar, prefere que, antes de O honrarmos na oração, nos reconciliemos com os irmãos. O Pai – que nos amou primeiro – escolhe, no ensino de Jesus, apagar-Se diante dos irmãos. Deus assumiu um rosto de homem e, por isso, é junto dos homens que deve ser procurado e, qu-ando quisermos apresentar-nos a Ele, a melhor forma será, em conjunto, como irmãos. Por fim, Jesus recorda que o amor é vital: só o amor impede sermos “lançados na prisão”. Quer dizer, o “não-amor” ou a “recusa da reconciliação” introduzem-nos inevitavelmente numa espiral da discórdia que leva à rotura e à morte. E, inversamente, com a reconciliação será possivel avançar no “caminho”, até aO Pai, fonte de amor. A palavra de Deus é como o bisturi do cirurgão que serve para remover as nossas chagas e sará-las. Aqui Jesus fala da ferida causada pela cólera contra o irmão. A cura é mais necessária para o homem que se encoleriza do que para o insultado. É uma evidência evangélica : as palavras que eu pronuncio e ferem os meus irmãos atingem-me também, ainda mais profundamente. Por isso devo pedir perdão quando não for justo com o outro. Então sim, posso apresentar-me diante de Deus e oferecer-lhE a vida.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
QUARTA-FEIRA – 11/JUNHO/2014
S. BARNABÉ, Apóstolo. Barnabé não era um dos Doze mas, logo no início da Igreja, foi considerado apóstolo. Lucas diz-nos que “era um homem bom, cheio dO Espírito Santo e de fé”. Natural de Chipre, Barnabé é contado entre os primeiros fiéis de Jerusalém. Foi ele que apresentou Paulo aos restantes apóstolos e com quem posteriormente viajou por Antioquia, Chipre, Icónio e Listra. Nesta cidade foram ambos confundidos com os deuses : Paulo com Hermes, e Barnabé com Zeus (podemos deduzir, devido à sua estatura elevada e porte majestoso). No concílio de Jerusalém discutiu com Paulo sobre a observância pelos gentios dos ritos da lei de Moisés que Paulo considerava ser desnecessários. Era parente de Marcos, sobre o qual exerceu uma influência decisiva. Tendo voltado à sua pátria, evangelizou-a e morreu apedrejado por volta do ano 63.
Actos 11, 21b-26 ; 13,1-3 ; Sal 97,1-6 ; Mateus 10, 7-13
“PROCLAMAI O RElNO DOS CÉUS…” (Mateus 10,7-13). Com Barnabé “destacado para O Senhor, com vista à obra a que foi chamado”, tocamos com o dedo no como e no porquê do apelo à evangelização, na qual todo o cristão é convidado a trabalhar. “Recebestes de graça, dai de graça”. De facto, de tudo o que temos, que haverá que não nos tenha sido dado gratuitamente?Deus cumulou-nos e continuar a cumular-nos de dons. E, todavia, que fazemos nós de todos esses talentos postos graciosamente à nossa disposição? Não nos foram eles concedidos para que os partilhemos e façamos frutificar nos outros? “Ide e proclamai que O Reino dos Céus está próximo”. Não é necessário rasgar os caminhos da terra para se anunciar a Boa Nova. As multidões, esfomeadas da Palavra de vida e sedentas da água viva, andam por aí. Todos os dias nos cruzamos com elas e, até nós mesmos, fazemos parte delas. Quais serão os continentes a evangelizar ? : o nosso próprio coração e os lugares da nossa vida! Com um simples sorriso, uma palavra, um olhar ou até no silêncio do coração, podemos dar, dizer, e testemunhar muito. De facto, posso – sem dificuldade – tornar-me o mensageiro da Paz a que O Senhor me convida!
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