Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 01 — FI_164_UnidadePastoral — FI_164_Alges
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SÁBADO – 31/MAIO/2014
VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA
Sofonias 3,14-18 ; Isaías 12. 2-6 ; Lucas 1, 39-56
A GESTAÇÃO DA FÉ (Lucas1,39-56). A Visitação convida-nos a que levemos Cristo a cada um dos irmãos. A figura de Maria repete não ser possível anunciar o Evangelho, nas nossas famílias, nas paróquias, nos bairros ou nas cidades, sem a sua mesma intimidade com Cristo. Intimidade que é como a maternidade. Na experiência feminina, há sempre um antes e um depois. Durante a gravidez, a mulher e o marido transformam-se para virem a ser mãe e pai. Vivem momentos de alegria e, por vezes, de dúvida. Maria, mulher das bem-aventuranças, lê a sua experiência de mãe através da história de Israel. Isabel declara-a bem-aventurada por ter acreditado. As gerações declaram-na bem-aventurada por Deus se ter debruçado sobre ela. Felicidade comunicativa! Como Maria, retomemos a palavra de Deus, porque O Senhor faz maravilhas em cada um de nós e cumula-nos de todos os bens.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
SEXTA-FEIRA – 30/MAIO/2014
BTO. OTTO NEURURER (1882-1940). Sacerdote austríaco deportado e assassinado no campo de concentração de Buchenwald por se ter oposto a um simulacro de casamento religioso, exigido por um notável nazi. Beatificado em 1996.
Actos 18, 9-18 ; Sal 46, 2-7 ; João 16, 20-23a
A FÉ CRESCE DIA APÓS DIA (Act.18,9-18; Jo.16,20-23a). A imagem da maternidade arrisca-se a ser mal entendida. Podemos quedar-nos nas dificuldades, na incomodidade, nos sofrimentos. Mas é necessário ir-se mais além : não se nasce pai ou mãe, chegamos a sê-lo! E a criança que surge num casal é sempre uma surpresa, nunca é conhecida antecipadamente. Sucede o mesmo com a fé. Tornamo- -nos fiéis a Cristo, dia após dia, passando por dúvidas, perguntas e encontros. Porque, mesmo nas nossas noites, O Senhor diz-nos como a Paulo : “Fala, não guardes silêncio”. A fé não é um “software” informático no qual tudo está programado. Como uma criança que nasce, ela cresce. E, como na experência de Paulo, a fé é um apelo dO Senhor para não calarmos aquilo que Ele nos deu.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
QUINTA-FEIRA – 29/MAIO/2014
ROGAÇÕES. São orações de graças a Deus, pedindo chuva, boas colheitas, fim de uma epidemia ou a libertação de algum outro mal que ameace a comunidade. A “Conferência Episcopal Portuguesa” decidiu reduzi-las a um único dia, fixando-as na primeira quinta-feira depois do VI Domingo da Páscoa (antes da Ascensão dO Senhor).
Actos 18,1-8 ; Sal 97,1-4 ; João 16,16-20
“DE FUTURO DIRIGIR-ME-EI AOS PAGÃOS.” (Act.18,1-8). A leitura dos Actos revela o espírito apostólico de Paulo no meio do mundo judeu e pagão. Em Corinto, o Apóstolo trabalha a fazer tendas e a pregar a fé cristã esforçando-se por converter os judeus sem omitir as verdades fundamentais. Bem sabia que a doutrina que expunha ia chocar frontalmente as convicções dos seus imãos de raça mas não a adapta, deformando-a, para a tornar “aceitavel”. Os Apóstolos pregaram o Evangelho na sua integridade, e assim o tem feito também a Igreja ao longo dos séculos. Paulo ensinou todas as verdades e preceitos de Cristo, até os mais severos, sem calar nem mitigar nada. E não teve medo de declarar: ser Jesus O Filho de Deus a quem se deve obedecer, e ser impossível ter outro Senhor; que um julgamento nos aguarda depois da morte ; que não é lícito regatear com Deus ; que só se pode esperar a vida eterna aceitando o caminho difícil de Cristo. Quem anuncia a doutrina de Cristo tem que acostumar-se a ser impopular em muitas ocasiões, a ir contra a corrente na doutrina e nos costumes, sem ocultar os aspectos mais exigentes: sentido da mortificação; diligência e lealdade nos negócios e na actividade profissional; generosidade na caridade; humildade de coração e de espírito; castidade e pureza na vida conjugal e fora dela ; fortaleza nas provações ; valor da virgindade e do celibato por amor a Cristo…
A TRISTEZA HÁ-DE TORNAR-SE ALEGRIA (João 16,16-20). O Senhor prometera aos discípulos que, passado algum tempo, estaria com eles para sempre : “Ainda um pouco e deixareis de Me ver, um pouco mais, e por fim Me vereis”. O Senhor cumpriu esta promessa nos dias em que permaneceu junto de nós depois da Ressurreição, mas a Sua presença não terminou quando subiu aO Pai no corpo glorioso, porque, pela Sua Paixão e Morte, nos preparou um lugar na casa dO Pai, onde há muitas moradas. “Voltarei e tomar-vos-ei coMigo para que, onde Eu estiver, vós estejais também”. O pensamento do Céu ajuda-nos a superar os momentos difíceis. Na hora da tentação pensemos no Amor que nos espera no Céu. A meditação sobre o Céu deve estimular-nos a ser mais generosos na luta diária, porque a esperança do prémio conforta a alma para se empreenderem boas obras.O pensamento do encontro definitivo do amor a que somos chamados, ajuda-nos a ficar mais vigilantes nas tarefas, grandes ou pequenas, realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas antes de partirmos para O Pai. É igualmente agradável a Deus que fomentemos a esperança teologal que está unida à fé e ao amor, a qual, em muitas ocasiões, nos será especialmente necessária.
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
QUARTA-FEIRA – 28/MAIO/2014
STA. ÚRSULA LEDOCHOWSKA (1865-1939). “A minha política é o amor”, dizia esta religiosa polaca, fundadora da “Congregação das Ursulinas do Coração de Jesus agonizante”. Foi canonizada em 2003.
Actos 17,15. 22–18,1 ; Sal 148,1-2.11-14bcd ; João 16,12-15
IDOLATRIA ACOMODA, FÉ FAZ VIVER (Act.17,22–18,1). Somos tentados todos a escutar as últimas novidades, a ceder às tentações do dinheiro, da sensualidade, do poder. Porque eles satisfazem as nossas necessidades imediatas, enquanto é difícil compre- ender o que Jesus nos diz : O Espírito glorificá-lO-á, Ele que está nO Pai e nO Filho… Os ídolos parecem-nos mais acessiveis e úteis. Todavia, Jesus não faz uma descrição fisiológica de Deus, Ele introduz- -nos na Sua vida. A fé é um encontro que nos faz partilhar, trocar e receber, a vida do mesmo Deus. Tal como S.Paulo, podemos ser exasperados pela idolatria. Mas o Apóstolo não fugiu! Por ser testemunha dessa vida de Deus.
PARA A VERDADE COMPLETA (Jo.16,12-15). Jesus envia O Seu Espírito aos amigos com esta promessa fabulosa: “Ele vos guiará para a Verdade completa”. Literalmente, O Espírito vos “conduzirá no caminho”. Ninguém pode pretender conhecer a verdade completa, porque a verdade não é em primeiro lugar matéria de conhecimento; a verdade, disse-o Jesus, é a Sua própria Pessoa. E aqueles que tentam caminhar com Ele só podem decifrar algo do próprio caminho, se deixarem esclarecer-se, passo a passo, pelO Seu Espírito. Neste caminho devemos caminhar juntos. Porque a verdade descobrir-se-á no último encontro de toda a humanidade com Deus, um encontro que passa pela Cuz e pela Ressurreição.
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