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1º SÁBADO – 1/MARÇO/2014

1º SÁBADO – 1/MARÇO/2014

SaoRosendoS. ROSENDO, BENEDITINO (907-77). Nasceu em Monte Córdova, concelho de STO. Tirso. Eleito bispo de Mondoñedo com 18 anos dedicou-se à reconstrução cristã, formando o clero, criando obras de caridade e reorganizando os mosteiros (fundou o Mosteiro de Celanova, dinamizador da cultura e do desenvolvimento dos reinos da reconquista cristã).

Tiago 5,13-20 ; Sal 140,1-3. 8 ; Marcos 10,13-16

OS GESTOS DE TERNURA. As duas leituras de hoje evocam gestos. Gestos de Jesus que abraça crianças, abençoa-as e impõe-lhes as mãos; gestos dos discípulos que não hesitam tocar os corpos doentes para os ungir com óleo perfumado. As palavras, mesmo de oração, não são suficientes para expressar a ternura de um Deus que veio desposar a carne do homem.
Ao pedir-nos que sejamos“como as criancinhas”, Jesus faz-nos, olhar para a nossa origem. Cada um de nós foi um dia uma criança ainda próxima dO Pai, com algo de puro de inocência, de confiança total. Na verdade, a imagem de Deus está inscrita em nós desde o início e só temos que deixá-la remontar do íntimo do coração, onde Deus permanece vivo. Mas Jesus faz-nos também olhar para o nosso destino de filhos de Deus. É disto que devemos ganhar consciência, é este o objectivo que devemos cultivar. Somente nesta dimensão filial estaremos verdadeiramente vivos, face a Deus nosso Pai.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)

SEXTA-FEIRA – 28/FEVEREIRO/2014

SEXTA-FEIRA – 28/FEVEREIRO/2014

Visita do Santo Padre Francisco ao Seminário maior de Roma (vídeo não publicado a partir de Roma).

BTO. DANIEL BROTTIER (1876-1936).  Sacerdote da “Congregação do Espírito Santo”(Espiritanos), é considerado o 2º fundador do orfanato “Orfãos Aprendizes d’Auteuil” (quando foi nomeado director eram 140 os orfãos e, na data da sua morte, já eram 1400).  Conseguiu-o à custa de muito trabalho e imaginação, colocando-se sempre nas mãos de Deus e da sua intercessora STA. Teresinha do Menino Jesus.

Tiago 5, 9-12 ; Sal 102,1-4. 8-9.11-12 ; Marcos 10,1-12

BENÇÃO (Salmo 102).  O Salmo coloca-nos num ambiente de bênção. Se o homem pode bendizer Deus é porque Deus o abençoou primeiro : dando-lhe a vida (Génesis 1), recriando-o em Cristo (Efésios 1, 5). Que será dar graças, senão maravilhar-se com o que este Deus é , e  com o que Ele cumpriu – como se canta nos versículos 1-4. 8-9. 11-12 escolhidos?  O salmista exorta-se a si próprio no mais íntimo. A bênção implica descer àquele lugar do coração onde O Espírito está a agir, onde o acto de fé,  de esperança e de caridade se torna possível, até no meio do sofrimento e dos combates.

O QUE DEUS UNIU, NÃO O SEPARE O HOMEM (Marcos 10,1-12).  Jesus reconduz-nos aqui a um valor hoje fora de moda, mas  essencial: a fidelidade, que tem por fonte o amor e a confiança ; é-se fiel por acreditar no outro.    E se é verdade que somos fracos e inconstantes, Deus, pelo contrário, permanece fiel porque o Seu amor por nós é eterno e o Seu olhar aguarda-nos sempre. Múltiplas vezes Ele renovou a Sua aliança, quebrada pelo povo de Israel, e é Cristo que junta pessoalmente cada um de nós numa aliança eterna. Pelo dom que Ele faz de Si mesmo, Jesus guarda-nos na Sua fidelidade e, é nela, que marido e mulher se recebem um ao outro.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

QUINTA-FEIRA – 27/FEVEREIRO/2014

QUINTA-FEIRA – 27/FEVEREIRO/2014

SaoGabrielDeNossaSenhoraDasDoresS. GABRIEL DE NªSª DAS DORES (1838-1862).  Exemplo para a juventude do nosso tempo (morreu com apenas 24 anos), entrou em 1856 na “Congregação da Paixão de Jesus Cristo” (Passionistas) onde viveu uma vida aberta à união com Deus e ao exercício de todas as virtudes, em especial a humildade e a obediência.   Distinguiu-se pela devoção a NªSª e pelo seu amor incondicional a Jesus crucificado.  Canonizado em 1920 pelo Papa Bento XV.

Tiago 5, 9-12 ; Sal 48,14-20 ; Marcos 9, 41-50

A EXIGÊNClA DA SANTIDADE (Marcos 9,41-50).  As imagens são chocantes se esquecermos o que elas querem significar : a exigência de santidade que obriga muitas vezes a escolhas radicais.  Assim, podemos escutar neste evangelho um convite a determinar o que nos afasta ou aproxima de Deus, aquilo que nos dilata coração e o torna atento aos outros.    A resposta tem de ser pessoal e presupõe esse sal da sabedoria que é dom de Deus, esse sal da aliança (Levít.2,13) sabiamente revivificado na oração e na escuta da Palavra. De facto, como avaliar uma situação, para além das simples aparências, sem a ajuda dO Espírito?

Quarta-feira / 26 de Fevereiro de 2014

Quarta-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Mc 9, 38-40

Comentário
Papa Francisco
Audiência geral, 12/06/2013

«Quem não é contra nós é por nós»

Hoje gostaria de meditar brevemente sobre outra expressão com a qual o Concílio Vaticano II definiu a Igreja: «Povo de Deus». […] O que quer dizer ser «Povo de Deus»? Antes de tudo, significa que Deus não pertence de modo próprio a qualquer povo, pois é Ele que nos chama, que nos convoca, que nos convida a fazer parte do Seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem distinção, porque a misericórdia de Deus «deseja que todos os homens se salvem» (1Tim 2,4).

Jesus nem diz aos Apóstolos nem a nós que formemos um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus diz: «Ide e ensinai todas as nações» (cf Mt 28,19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, «já não há judeu nem grego […]. Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gal 3,28). Gostaria de dizer, inclusive àqueles que se sentem distanciados de Deus e da Igreja, a quem sente temor ou é indiferente, a quantos pensam que nunca poderão mudar: o Senhor chama-te, também a ti, a fazer parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor! Ele convida-nos a fazer parte deste povo, do povo de Deus.

Como nos tornamos membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas mediante um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer do alto, da água e do Espírito, para entrar no Reino de Deus (cf Jo 3,3-5). É através do Baptismo que somos introduzidos neste povo, mediante a fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e que devemos ajudar a crescer durante toda a nossa vida. Perguntemo-nos: como faço eu crescer a fé que recebi no meu Baptismo? Como faço eu crescer esta fé que recebi e que o povo de Deus possui?